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Incentivo às boas práticas públicas

O setor da construção é um dos que mais geram renda e multiplicam efeitos positivos em diversos setores da economia


Cláudio Conz

16/09/2010 | 00:00


O setor da construção é um dos que mais geram renda e multiplicam efeitos positivos em diversos setores da economia e da sociedade. Pensando em iniciativas que possam potencializar esse poder do nosso segmento, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade da qual sou presidente - incentiva projetos de boas práticas públicas, disponíveis em nosso website e acessíveis a todos que queiram contribuir com o crescimento de sua cidade e a melhoria das condições de vida das pessoas.

Um dos projetos de mais destaque é o de Uso Racional da Água. Muito se tem dito sobre os recursos hídricos e o futuro do planeta. No entanto, pessoas não muito bem informadas têm colocado muito conhecimento sem base para circular. Não que estejam mal-intencionadas, mas conhecer o assunto é fundamental para não ficar apenas nas sugestões vazias.

Dizer que a água é fundamental à vida e que o acesso à água potável constitui um requisito da democracia contemporânea é válido, mas apenas citar dados sem propor soluções é perda de tempo.

Não tenho dúvidas de que moradia digna tem de casar com ecologia. Cuidar do meio ambiente não significa apenas salvar as florestas e os animais, mas ter como meta construir espaços saudáveis na cidade, com condições dignas, limpeza, acesso à água tratada, esgoto, ter coleta de lixo. Trata-se de um conceito amplo. É preciso que cada cidadão saiba encarar seu local de trabalho, sua casa, as ruas por onde passa, como seu meio ambiente e tomar atitudes corretas e dignas para cuidar dele.

É esse o conceito principal de nosso projeto de Uso Racional da Água. O Brasil precisa trocar hoje cerca de 100 milhões de bacias sanitárias. São produtos antigos que gastam 30 litros por descarga, cerca de cinco vezes mais que as bacias mais modernas. Estudos mostram que 35% da água de uma residência se esvai através dos vasos sanitários.

Dois cases importantes foram realizados na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo. Lá, a prefeitura investiu no projeto e trocou louças e metais sanitários de duas escolas públicas. A economia comprovada no consumo de água foi de 97%. O resultado surpreendeu a todos e demonstrou que é possível adotar políticas de primeiro mundo e melhorar a utilização de nossos recursos hídricos.

O retorno sobre o investimento foi obtido em menos de três meses. Projetos semelhantes foram implantados no México, em Nova York e em Los Angeles, todos com ótimos resultados. As bacias velhas podem ser utilizadas como matéria-prima para a indústria cimenteira e concreteira. Além de ser um projeto ecologicamente correto, o uso racional da água gera renda, pois aumenta a demanda por materiais de construção e movimenta a economia.

Um outro projeto de boas práticas públicas que fomenta o comércio de materiais de construção e que deixa a cidade mais bonita é o Antipichação - Cidade Limpa. Este projeto pretende reprimir as ações depredadoras de pichação em monumentos, edifícios tombados, de valor histórico, arqueológico ou artístico, bem como em imóveis particulares. O programa já foi sucesso em sua edição piloto na cidade de São José dos Campos (SP) e também contou com a adesão da prefeitura de São Paulo.

Pensando em deixar a cidade limpa e atrair turistas e visitantes, é necessário desestimular a pichação por meio da aplicação efetiva da lei e da responsabilização dos responsáveis pelas ações dos menores. É preciso estimular a manutenção das áreas externas das residências e edificações comerciais. Assim, além de resgatar a paisagem urbana das cidades, o programa pretende educar crianças e adolescentes. A ideia não é restringir esse projeto somente aos danos do patrimônio público, mas também ampliá-lo aos estabelecimentos comerciais e casas particulares.

Para começar a colocar o projeto em prática, aconselho os líderes de bairro a procurarem a Acomac (Associação dos Comerciantes de Material de Construção) de sua cidade e colocar o plano em discussão para uma ação imediata. No caso do Grande ABC, a entidade que atende à região é a Acomac Diadema. É também interessante adotar parcerias com órgãos municipais, estaduais e do terceiro setor e procurar o apoio das prefeituras.

Projetos como esses geram renda e movimentam a economia em função do aumento da demanda de materiais de construção e da geração de empregos, porque será necessária a contratação de mão de obra.

Para saber mais sobre estes e outros projetos de boas práticas, acesse o nosso site www.anamaco.com.br. Em outras oportunidades, pretendo oferecer neste espaço outras dicas de projetos para transformar sua cidade, gerar renda e cuidar do meio ambiente.



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Incentivo às boas práticas públicas

O setor da construção é um dos que mais geram renda e multiplicam efeitos positivos em diversos setores da economia

Cláudio Conz

16/09/2010 | 00:00


O setor da construção é um dos que mais geram renda e multiplicam efeitos positivos em diversos setores da economia e da sociedade. Pensando em iniciativas que possam potencializar esse poder do nosso segmento, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade da qual sou presidente - incentiva projetos de boas práticas públicas, disponíveis em nosso website e acessíveis a todos que queiram contribuir com o crescimento de sua cidade e a melhoria das condições de vida das pessoas.

Um dos projetos de mais destaque é o de Uso Racional da Água. Muito se tem dito sobre os recursos hídricos e o futuro do planeta. No entanto, pessoas não muito bem informadas têm colocado muito conhecimento sem base para circular. Não que estejam mal-intencionadas, mas conhecer o assunto é fundamental para não ficar apenas nas sugestões vazias.

Dizer que a água é fundamental à vida e que o acesso à água potável constitui um requisito da democracia contemporânea é válido, mas apenas citar dados sem propor soluções é perda de tempo.

Não tenho dúvidas de que moradia digna tem de casar com ecologia. Cuidar do meio ambiente não significa apenas salvar as florestas e os animais, mas ter como meta construir espaços saudáveis na cidade, com condições dignas, limpeza, acesso à água tratada, esgoto, ter coleta de lixo. Trata-se de um conceito amplo. É preciso que cada cidadão saiba encarar seu local de trabalho, sua casa, as ruas por onde passa, como seu meio ambiente e tomar atitudes corretas e dignas para cuidar dele.

É esse o conceito principal de nosso projeto de Uso Racional da Água. O Brasil precisa trocar hoje cerca de 100 milhões de bacias sanitárias. São produtos antigos que gastam 30 litros por descarga, cerca de cinco vezes mais que as bacias mais modernas. Estudos mostram que 35% da água de uma residência se esvai através dos vasos sanitários.

Dois cases importantes foram realizados na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo. Lá, a prefeitura investiu no projeto e trocou louças e metais sanitários de duas escolas públicas. A economia comprovada no consumo de água foi de 97%. O resultado surpreendeu a todos e demonstrou que é possível adotar políticas de primeiro mundo e melhorar a utilização de nossos recursos hídricos.

O retorno sobre o investimento foi obtido em menos de três meses. Projetos semelhantes foram implantados no México, em Nova York e em Los Angeles, todos com ótimos resultados. As bacias velhas podem ser utilizadas como matéria-prima para a indústria cimenteira e concreteira. Além de ser um projeto ecologicamente correto, o uso racional da água gera renda, pois aumenta a demanda por materiais de construção e movimenta a economia.

Um outro projeto de boas práticas públicas que fomenta o comércio de materiais de construção e que deixa a cidade mais bonita é o Antipichação - Cidade Limpa. Este projeto pretende reprimir as ações depredadoras de pichação em monumentos, edifícios tombados, de valor histórico, arqueológico ou artístico, bem como em imóveis particulares. O programa já foi sucesso em sua edição piloto na cidade de São José dos Campos (SP) e também contou com a adesão da prefeitura de São Paulo.

Pensando em deixar a cidade limpa e atrair turistas e visitantes, é necessário desestimular a pichação por meio da aplicação efetiva da lei e da responsabilização dos responsáveis pelas ações dos menores. É preciso estimular a manutenção das áreas externas das residências e edificações comerciais. Assim, além de resgatar a paisagem urbana das cidades, o programa pretende educar crianças e adolescentes. A ideia não é restringir esse projeto somente aos danos do patrimônio público, mas também ampliá-lo aos estabelecimentos comerciais e casas particulares.

Para começar a colocar o projeto em prática, aconselho os líderes de bairro a procurarem a Acomac (Associação dos Comerciantes de Material de Construção) de sua cidade e colocar o plano em discussão para uma ação imediata. No caso do Grande ABC, a entidade que atende à região é a Acomac Diadema. É também interessante adotar parcerias com órgãos municipais, estaduais e do terceiro setor e procurar o apoio das prefeituras.

Projetos como esses geram renda e movimentam a economia em função do aumento da demanda de materiais de construção e da geração de empregos, porque será necessária a contratação de mão de obra.

Para saber mais sobre estes e outros projetos de boas práticas, acesse o nosso site www.anamaco.com.br. Em outras oportunidades, pretendo oferecer neste espaço outras dicas de projetos para transformar sua cidade, gerar renda e cuidar do meio ambiente.

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