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Países islâmicos têm protestos contra EUA em dia santo
Tatiana Freitas
Do Diário OnLine
12/10/2001 | 12:49
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O Paquistão enfrenta nesta sexta-feira mais um dia de protestos violentos contra os Estados Unidos e a retaliação que está sendo promovida contra o Afeganistão. Num dia santo para os muçulmanos, militantes islâmicos dispararam tiros contra policiais em manifestação na cidade de Karachi, no Sul do Paquistão. Na Indonésia, centenas de pessoas também saíram às ruas para manifestar apoio a Osama Bin Laden e ao Talibã, regime que governa a maioria do território afegão.

No Paquistão, pedras foram jogadas contra dois restaurantes da rede americana Kentucky Fried Chicken. Os protestos crescem proporcionalmente à intensificação dos ataques ao Paquistão. A população se mostra cada vez mais revoltada com as mortes de civis afegãos. Nesta quinta, o Afeganistão anunciou a morte de cerca de 300 pessoas. Já a Grã-Bretanha nega que civis tenham sido vítimas de ataques.

No Irã, na cidade de Zahedan, na fronteira com o Paquistão, populares apedrejaram consulado paquistanês enquanto gritavam "Morte ao Paquistão e à América". As ruas de Teerã também foram tomadas por milhares de manifestantes, que rejeitam o apoio do Paquistão à ofensiva norte-americana. Mais uma vez foram queimadas fotos do presidente americano George W. Bush, classificado de “assassino” pelos iranianos. O governo do Irã condena a retaliação dos EUA.

A manifestação na Indonésia reuniu aproximadamente mil pessoas. Centenas de pessoas se concentraram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Jacarta pedindo jihad (guerra santa) e declarando apoio ao saudita Osama Bin Laden. “Estamos prontos para morrer defendendo o Islã. Expulsem os americanos!”, afirmaram os populares.

Cerca de cinco mil homens foram mobilizados para conter o protesto. A polícia chegou a utilizar canhões de água quando os manifestantes, todos muçulmanos, incendiaram um retrato de Bush.

O protesto ocorreu enquanto a presidente indonésia, Megawati Sukarnoputri, se reunia com líderes do parlamento para discutir a retaliação norte-americana ao Afeganistão. Depois do encontro, a presidente afirmou que apóia o combate ao terrorismo, mas não entrou em detalhes sobre os ataques ao território afegão.




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