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Filho de Lula, Marcos sofre derrota e não renova mandato

Anderson Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

04/10/2016 | 07:00


A crise institucional do PT que determinou a queda de representatividade da sigla em todo o território nacional na eleição de domingo refletiu também sobre o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com atuação na política no Grande ABC. Vereador de São Bernardo em primeiro mandato, Marcos Lula foi rejeitado pelas urnas, engrossando a lista de reveses da legenda no Legislativo, que baixou de oito para cinco cadeiras, a partir de janeiro.

Eleito em 2012, com votação de 3.882 votos, Marcos viu seu eleitorado reduzir consideravelmente, após somar 1.504 adesões, sendo apenas o 13º mais votado na lista de postulantes petistas. Com o petismo fora da disputa majoritária – prefeiturável Tarcisio Secoli foi o terceiro colocado na disputa pelo Paço –, o filho de Lula não deve figurar no cenário político da cidade no ano que vem.

Durante sua trajetória como parlamentar em São Bernardo, Marcos se notabilizou por postura discreta, longe de liderar articulações e posicionamentos da sigla. O comportamento destoado do pai foi justificado pelo vereador. “Não adianta eu ir à tribuna da Câmara (durante a sessão legislativa) e fazer um discurso bonito para pessoas do meio político. Minha postura é atender a população”, afirmou em entrevista ao Diário no ano passado.

O decorrer do mandato parlamentar em São Bernardo foi marcado por intenso debate entre oposição e base de sustentação do prefeito Luiz Marinho (PT). Entre os ápices, houve a convocação da então secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), no ano passado, para questionamento sobre redução parcial na distribuição de merenda nas escolas da rede municipal. Houve também acalorado debate sobre a votação do PME (Plano Municipal de Educação), que se tornou alvo de discussão após inclusão de item de ideologia de gênero, que permitia discussão sobre diversidade sexual nas escolas, no começo do ano.

Mesmo diante das pautas polêmicas no plenário da Câmara, Marcos seguiu com postura retraída e não procurou emitir opinião para os determinados assuntos. Nem mesmo buscou liderar discussões internas quando foi líder da bancada petista por um semestre em 2014.

Em quatro anos, ele apresentou dois projetos: instituir o dia do turismo e o dia de proteção aos animais. 



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Filho de Lula, Marcos sofre derrota e não renova mandato

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

04/10/2016 | 07:00


A crise institucional do PT que determinou a queda de representatividade da sigla em todo o território nacional na eleição de domingo refletiu também sobre o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com atuação na política no Grande ABC. Vereador de São Bernardo em primeiro mandato, Marcos Lula foi rejeitado pelas urnas, engrossando a lista de reveses da legenda no Legislativo, que baixou de oito para cinco cadeiras, a partir de janeiro.

Eleito em 2012, com votação de 3.882 votos, Marcos viu seu eleitorado reduzir consideravelmente, após somar 1.504 adesões, sendo apenas o 13º mais votado na lista de postulantes petistas. Com o petismo fora da disputa majoritária – prefeiturável Tarcisio Secoli foi o terceiro colocado na disputa pelo Paço –, o filho de Lula não deve figurar no cenário político da cidade no ano que vem.

Durante sua trajetória como parlamentar em São Bernardo, Marcos se notabilizou por postura discreta, longe de liderar articulações e posicionamentos da sigla. O comportamento destoado do pai foi justificado pelo vereador. “Não adianta eu ir à tribuna da Câmara (durante a sessão legislativa) e fazer um discurso bonito para pessoas do meio político. Minha postura é atender a população”, afirmou em entrevista ao Diário no ano passado.

O decorrer do mandato parlamentar em São Bernardo foi marcado por intenso debate entre oposição e base de sustentação do prefeito Luiz Marinho (PT). Entre os ápices, houve a convocação da então secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), no ano passado, para questionamento sobre redução parcial na distribuição de merenda nas escolas da rede municipal. Houve também acalorado debate sobre a votação do PME (Plano Municipal de Educação), que se tornou alvo de discussão após inclusão de item de ideologia de gênero, que permitia discussão sobre diversidade sexual nas escolas, no começo do ano.

Mesmo diante das pautas polêmicas no plenário da Câmara, Marcos seguiu com postura retraída e não procurou emitir opinião para os determinados assuntos. Nem mesmo buscou liderar discussões internas quando foi líder da bancada petista por um semestre em 2014.

Em quatro anos, ele apresentou dois projetos: instituir o dia do turismo e o dia de proteção aos animais. 

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