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Vereadores já estão de olho em 2006


Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:13


Pelo menos 33% dos vereadores do Grande ABC devem retornar à briga pelo voto nas próximas eleições. Dos 106 parlamentares da região, que mal acabaram de contar os votos do último pleito, 35 garantem que são candidatos a deputado, estão disponíveis para um chamado do partido, discutem a possibilidade com as bases ou ainda aguardam a definição do apoio de um cacique local antes de se declarar candidato.

Alguns nomes circulam apenas nos bastidores das Câmaras, mas outros, mais ostensivos, saúdam o ano de 2006 nas paredes dos gabinetes. Nenhum, no entanto, admite que vai só marcar presença. Por enquanto, o discurso mais corrente é “entrar na disputa para ganhar”, mas também já está de volta “a importância do voto nos representantes da região”.

As duas maiores cidades são as que apresentam mais candidatos a candidatos saídos das Câmaras. Em Santo André, oito vereadores deverão entrar na disputa, alguns sem saber ainda se a deputado federal ou estadual. O mais declarado é João Raposo (PV), que já iniciou o ano e o atual mandato com a sugestiva inscrição “Feliz 2006” pintada na parede de vidro de seu gabinete.

Ao seu lado, o colega de partido Donizete Pereira admite que faz reuniões com seu grupo de apoio para consolidar a candidatura a deputado estadual. Admite atravessar fronteiras para cidades vizinhas e zona Leste da Capital. “Não é uma proposta individual, é um grupo que articula a candidatura. O Grande ABC tem potencial para ser representado por 20 deputados”, diz.

A preocupação de Sargento Juliano (PMDB), que vai repetir a tentativa a deputado estadual de 2002, quando atingiu 20 mil votos, é o lançamento de candidaturas só para marcar posição ou com vistas a uma futura negociação política. Para ele, esses chamados pára-quedistas prejudicam quem está concorrendo com chances de representar a região na Assembléia ou no Congresso. “Favorece apenas quem vem de fora e consegue votos aqui”, reclama.

Tanto Juliano quanto o presidente da Câmara de Santo André, Luiz Zacarias (PL), acham que é cedo ainda para discutir a participação no pleito do ano que vem. No entanto, trabalham em busca de apoios. O liberal garante que tem legenda assegurada para concorrer a estadual.

O único petista da Câmara andreense que admite ser candidato é Jurandir Gallo. Ele diz que há muito balão de ensaio entre os vereadores sobre esse tema, só para analisar as possibilidades de uma possível candidatura, mas assegura que não é o seu caso. “Se o Movimento Estadual da Habitação decidir pela minha participação, eu irei. Deveremos ter dois concorrentes na Assembléia e um para a Câmara dos Deputados, em Brasília”, explica, afirmando que seu nome é cotado para disputar uma vaga de deputado estadual.

Outro candidato assumido é o pedetista Carlos Ferreira, que admite ir buscar eleitores fora da região para atingir a meta de 55 mil votos a deputado estadual. O mesmo posto deverá ser concorrido pelo recordista de votos em Santo André, Aidan Ravin, também do PDT. “Saio a deputado estadual ou federal”, afirma .

Secretários – A outra cidade com mais vereadores possíveis candidatos é São Bernardo, também com oito pretendentes. Nos bastidores da Prefeitura especula-se que os vereadores tucanos licenciados para assumirem os cargos de secretários, como Admir Ferro (Ações Voltadas à Comunidade) e Hiroyuki Minami (Planejamento e Tecnologia da Informação), estudam a possibilidade de disputar a eleição.

Da Câmara, podem sair outros seis nomes: Alex Manente (PPS), Névio da Estância (PSB), José Walter Tavares (PL), Carlos Maciel (PSDB), Wagner Lino (PT) e José Ferreira (PT). Manente e os petistas são prováveis candidatos a deputado estadual e os demais, a federal.

Movimentação – Em São Caetano, Gilberto Costa (sem partido) garante que fará sua estréia no páreo com o objetivo de trocar a tribuna da região pela de Brasília. Os outros nomes que circulam pelos bastidores são Ângelo Pavin (PPS), Moacyr Rodrigues (PMDB), Horácio Neto (PT) e o presidente da Casa, Paulo Bottura (PTB).

Soldados – Apontado por colegas da Câmara como um dos prováveis candidatos a deputado de Diadema, o vereador Laercio Soares (PCdoB), diz que não tem interesse pessoal pela disputa. O comunista alega não ter condições estruturais para bancar uma campanha necessária a eleger um deputado. “Se o PCdoB precisar que eu saia para marcar posição na cidade, eu vou, sou um soldado do partido”, afirma Soares.

Mais candidata do que nunca, a vereadora Maria Aparecida Ferreira, a Cida (PMDB), diz que vai seguir a decisão do partido.

À escolha – Em Ribeirão Pires, o presidente da Câmara, Saulo Benevides (PTB), além de José Vicente de Abreu (PRP) e Edinaldo de Meneses (PDT) aguardam apoio do prefeito para confirmarem a candidatura.

Nenhum dos vereadores recentemente eleitos em Rio Grande da Serra foi seduzido a entrar na disputa de 2006. A cidade tem 30 mil eleitores.



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Vereadores já estão de olho em 2006

Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:13


Pelo menos 33% dos vereadores do Grande ABC devem retornar à briga pelo voto nas próximas eleições. Dos 106 parlamentares da região, que mal acabaram de contar os votos do último pleito, 35 garantem que são candidatos a deputado, estão disponíveis para um chamado do partido, discutem a possibilidade com as bases ou ainda aguardam a definição do apoio de um cacique local antes de se declarar candidato.

Alguns nomes circulam apenas nos bastidores das Câmaras, mas outros, mais ostensivos, saúdam o ano de 2006 nas paredes dos gabinetes. Nenhum, no entanto, admite que vai só marcar presença. Por enquanto, o discurso mais corrente é “entrar na disputa para ganhar”, mas também já está de volta “a importância do voto nos representantes da região”.

As duas maiores cidades são as que apresentam mais candidatos a candidatos saídos das Câmaras. Em Santo André, oito vereadores deverão entrar na disputa, alguns sem saber ainda se a deputado federal ou estadual. O mais declarado é João Raposo (PV), que já iniciou o ano e o atual mandato com a sugestiva inscrição “Feliz 2006” pintada na parede de vidro de seu gabinete.

Ao seu lado, o colega de partido Donizete Pereira admite que faz reuniões com seu grupo de apoio para consolidar a candidatura a deputado estadual. Admite atravessar fronteiras para cidades vizinhas e zona Leste da Capital. “Não é uma proposta individual, é um grupo que articula a candidatura. O Grande ABC tem potencial para ser representado por 20 deputados”, diz.

A preocupação de Sargento Juliano (PMDB), que vai repetir a tentativa a deputado estadual de 2002, quando atingiu 20 mil votos, é o lançamento de candidaturas só para marcar posição ou com vistas a uma futura negociação política. Para ele, esses chamados pára-quedistas prejudicam quem está concorrendo com chances de representar a região na Assembléia ou no Congresso. “Favorece apenas quem vem de fora e consegue votos aqui”, reclama.

Tanto Juliano quanto o presidente da Câmara de Santo André, Luiz Zacarias (PL), acham que é cedo ainda para discutir a participação no pleito do ano que vem. No entanto, trabalham em busca de apoios. O liberal garante que tem legenda assegurada para concorrer a estadual.

O único petista da Câmara andreense que admite ser candidato é Jurandir Gallo. Ele diz que há muito balão de ensaio entre os vereadores sobre esse tema, só para analisar as possibilidades de uma possível candidatura, mas assegura que não é o seu caso. “Se o Movimento Estadual da Habitação decidir pela minha participação, eu irei. Deveremos ter dois concorrentes na Assembléia e um para a Câmara dos Deputados, em Brasília”, explica, afirmando que seu nome é cotado para disputar uma vaga de deputado estadual.

Outro candidato assumido é o pedetista Carlos Ferreira, que admite ir buscar eleitores fora da região para atingir a meta de 55 mil votos a deputado estadual. O mesmo posto deverá ser concorrido pelo recordista de votos em Santo André, Aidan Ravin, também do PDT. “Saio a deputado estadual ou federal”, afirma .

Secretários – A outra cidade com mais vereadores possíveis candidatos é São Bernardo, também com oito pretendentes. Nos bastidores da Prefeitura especula-se que os vereadores tucanos licenciados para assumirem os cargos de secretários, como Admir Ferro (Ações Voltadas à Comunidade) e Hiroyuki Minami (Planejamento e Tecnologia da Informação), estudam a possibilidade de disputar a eleição.

Da Câmara, podem sair outros seis nomes: Alex Manente (PPS), Névio da Estância (PSB), José Walter Tavares (PL), Carlos Maciel (PSDB), Wagner Lino (PT) e José Ferreira (PT). Manente e os petistas são prováveis candidatos a deputado estadual e os demais, a federal.

Movimentação – Em São Caetano, Gilberto Costa (sem partido) garante que fará sua estréia no páreo com o objetivo de trocar a tribuna da região pela de Brasília. Os outros nomes que circulam pelos bastidores são Ângelo Pavin (PPS), Moacyr Rodrigues (PMDB), Horácio Neto (PT) e o presidente da Casa, Paulo Bottura (PTB).

Soldados – Apontado por colegas da Câmara como um dos prováveis candidatos a deputado de Diadema, o vereador Laercio Soares (PCdoB), diz que não tem interesse pessoal pela disputa. O comunista alega não ter condições estruturais para bancar uma campanha necessária a eleger um deputado. “Se o PCdoB precisar que eu saia para marcar posição na cidade, eu vou, sou um soldado do partido”, afirma Soares.

Mais candidata do que nunca, a vereadora Maria Aparecida Ferreira, a Cida (PMDB), diz que vai seguir a decisão do partido.

À escolha – Em Ribeirão Pires, o presidente da Câmara, Saulo Benevides (PTB), além de José Vicente de Abreu (PRP) e Edinaldo de Meneses (PDT) aguardam apoio do prefeito para confirmarem a candidatura.

Nenhum dos vereadores recentemente eleitos em Rio Grande da Serra foi seduzido a entrar na disputa de 2006. A cidade tem 30 mil eleitores.

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