Fechar
Publicidade

Sábado, 25 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Mudanças


Do Diário OnLine

29/05/2015 | 07:00


As autoridades constituídas, em todo mundo, poderiam aproveitar esse escândalo e, assim, com total apoio da mídia e dos torcedores, promoverem uma radical mudança na forma como é administrado o futebol.

Sabe-se que há problemas morais e éticos na Fifa, nas confederações continentais, nas nacionais e, no caso do Brasil, até em federações estaduais. Mas nada é feito oficialmente. Só se fala do assunto nos bastidores.

Os cartolas alegam que essas entidades pertencem à iniciativa privada e raramente recebem verba pública. Por isso, não aceitam qualquer ingerência oficial.

Mas o futebol é um bem cultural. As leis e regras não têm interferência do Poder Executivo, já há uma legislação capenga e problemática e apenas o Judiciário pode decidir alguma demanda.

Todos os que vivem o mundo do futebol sabem que sobram problemas. O que falta é transparência. Não há clareza nos contratos com patrocinadores, fornecedores de material esportivo e televisão. Por exemplo, uma pergunta que deixa dúvidas: como é decidido o país que vai sediar uma Copa do Mundo?.

Domingo, o Estadão publicou reportagem sobre o contrato que a CBF mantém com uma empresa sediada em paraíso fiscal. As principais decisões sobre a Seleção Brasileira dependem dessa empresa. Isso não é bom, muitas vezes não interessa ao futebol institucionalmente. Mas fazer o quê? O técnico se cala, os jogadores se calam, ninguém fala. No entanto, não se pode alegar ilegalidade. No máximo, imoralidade.

A mudança precisa acontecer de cima para baixo. Começar na Fifa e atingir as federações nacionais. A grande oportunidade chegou.

No Brasil, o Congresso Nacional deveria aprimorar e modernizar a Lei Pelé. Os clubes têm de ser mais favorecidos na revelação de mais jogadores. Empresários e procuradores devem ser enquadrados.

Demissão

Vanderlei Luxemburgo foi demitido, mais pelo seu temperamento e personalismo do que por suas possíveis falhas na direção do Flamengo. É verdade que se o time estivesse ganhando, vários problemas seriam encobertos.

O treinador sabe que seu jeito de ser ajudou e muito a sua saída pela quarta vez do clube.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Mudanças

Do Diário OnLine

29/05/2015 | 07:00


As autoridades constituídas, em todo mundo, poderiam aproveitar esse escândalo e, assim, com total apoio da mídia e dos torcedores, promoverem uma radical mudança na forma como é administrado o futebol.

Sabe-se que há problemas morais e éticos na Fifa, nas confederações continentais, nas nacionais e, no caso do Brasil, até em federações estaduais. Mas nada é feito oficialmente. Só se fala do assunto nos bastidores.

Os cartolas alegam que essas entidades pertencem à iniciativa privada e raramente recebem verba pública. Por isso, não aceitam qualquer ingerência oficial.

Mas o futebol é um bem cultural. As leis e regras não têm interferência do Poder Executivo, já há uma legislação capenga e problemática e apenas o Judiciário pode decidir alguma demanda.

Todos os que vivem o mundo do futebol sabem que sobram problemas. O que falta é transparência. Não há clareza nos contratos com patrocinadores, fornecedores de material esportivo e televisão. Por exemplo, uma pergunta que deixa dúvidas: como é decidido o país que vai sediar uma Copa do Mundo?.

Domingo, o Estadão publicou reportagem sobre o contrato que a CBF mantém com uma empresa sediada em paraíso fiscal. As principais decisões sobre a Seleção Brasileira dependem dessa empresa. Isso não é bom, muitas vezes não interessa ao futebol institucionalmente. Mas fazer o quê? O técnico se cala, os jogadores se calam, ninguém fala. No entanto, não se pode alegar ilegalidade. No máximo, imoralidade.

A mudança precisa acontecer de cima para baixo. Começar na Fifa e atingir as federações nacionais. A grande oportunidade chegou.

No Brasil, o Congresso Nacional deveria aprimorar e modernizar a Lei Pelé. Os clubes têm de ser mais favorecidos na revelação de mais jogadores. Empresários e procuradores devem ser enquadrados.

Demissão

Vanderlei Luxemburgo foi demitido, mais pelo seu temperamento e personalismo do que por suas possíveis falhas na direção do Flamengo. É verdade que se o time estivesse ganhando, vários problemas seriam encobertos.

O treinador sabe que seu jeito de ser ajudou e muito a sua saída pela quarta vez do clube.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;