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Grande ABC perde mais de 23 mil postos de trabalho


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


Depois de variações negativas, a trajetória do mercado de trabalho no primeiro semestre deste ano vem apresentando melhora gradativa no Grande ABC, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Entre setembro de 2008 (quando a crise financeira começou a mostrar efeitos no País) e julho deste ano, a região perdeu 23.778 postos formais de trabalho (com carteira assinada). O resultado é reflexo de queda violenta no volume de exportações e importações, principalmente.

Micro e pequenas indústrias foram as principais afetadas, já que deixaram de fornecer produtos para as grandes empresas – como as montadoras – que frearam sua produção e utilizaram o estoque que tinham. “Nesse momento os bancos seguraram os juros, empresários ficaram contidos, houve interrupção dos fluxos financeiros (devido a fragilidade do comércio internacional) e, consequentemente, o quadro de pessoas empregadas caiu”, esclarece Alexandre Loloian, economista e gerente de pesquisas da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

Portanto, economias que têm o perfil industrial, como a região, acabam sendo as que, em momentos de crise, são mais afetadas, afinal, bens de consumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, são fáceis de serem ‘cortados’ em momentos de recessão por não serem itens de primeira necessidade.

“As sete cidades são basicamente industriais, por isso, o volume de demissões foi alto. O pico foi em dezembro do ano passado (-8.620 vagas) – período em que o cenário, tradicionalmente, deveria refletir o inverso”, explica Dalmir Ribeiro, diretor do departamento de indicadores sociais e econômicos da Prefeitura de Santo André.

Do fim do ano passado, até julho deste ano (último dado do Caged), mesmo com saldo negativo, o Grande ABC mostra recuperação gradativa (veja o gráfico acima). Em fevereiro, por exemplo, a região perdeu 2.853 postos de trabalho formais, porém a redução do número de vagas foi 49% menor em relação ao mês anterior. Em julho, a região só perdeu 18 vagas.
 
PREVISÃO
Para Ribeiro, o comportamento do mercado de trabalho no Grande ABC pelos dados do Caged sinaliza que nos próximos meses o índice de emprego na região deve apresentar saldos positivos, principalmente nos municípios de Santo André, Diadema e Mauá. “São cidades com muitas indústrias e economicamente fortes na região.”

 

Em 12 meses, País registrou saldo positivo de 325 mil vagas

A crise financeira mundial fez com que a criação de vagas com carteira assinada, no País, fosse freada. Porém, em 12 meses (de julho de 2008 a julho deste ano) o saldo ficou positivo: foram gerados 325.506 postos de trabalho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Mesmo com algumas perdas, o Brasil aponta sinais de recuperação, como o Grande ABC. Em julho deste ano, por exemplo, foi registrada a criação de 138.402 empregos – esse saldo líquido positivo é resultado de 1.398.181 contratações e 1.259.779 demissões, e representa crescimento de 0,43% em relação ao estoque de empregos de julho.

O saldo, para se ter uma ideia, é o melhor resultado para o ano de 2009. Em julho de 2008, o balanço apontou a geração de 203.218 postos formais.

“A recuperação que estamos notando mês a mês deve continuar. Apenas o setor industrial, cuja retomada é mais difícil, já obteve crescimento de 2,1% do primeiro para o segundo trimestre deste ano. Comércio e serviços também devem contribuir bastante para este fim de ano”, afirma Alexandre Loloian, economista e gerente de pesquisas da Fundação Seade.



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Grande ABC perde mais de 23 mil postos de trabalho

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


Depois de variações negativas, a trajetória do mercado de trabalho no primeiro semestre deste ano vem apresentando melhora gradativa no Grande ABC, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Entre setembro de 2008 (quando a crise financeira começou a mostrar efeitos no País) e julho deste ano, a região perdeu 23.778 postos formais de trabalho (com carteira assinada). O resultado é reflexo de queda violenta no volume de exportações e importações, principalmente.

Micro e pequenas indústrias foram as principais afetadas, já que deixaram de fornecer produtos para as grandes empresas – como as montadoras – que frearam sua produção e utilizaram o estoque que tinham. “Nesse momento os bancos seguraram os juros, empresários ficaram contidos, houve interrupção dos fluxos financeiros (devido a fragilidade do comércio internacional) e, consequentemente, o quadro de pessoas empregadas caiu”, esclarece Alexandre Loloian, economista e gerente de pesquisas da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

Portanto, economias que têm o perfil industrial, como a região, acabam sendo as que, em momentos de crise, são mais afetadas, afinal, bens de consumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, são fáceis de serem ‘cortados’ em momentos de recessão por não serem itens de primeira necessidade.

“As sete cidades são basicamente industriais, por isso, o volume de demissões foi alto. O pico foi em dezembro do ano passado (-8.620 vagas) – período em que o cenário, tradicionalmente, deveria refletir o inverso”, explica Dalmir Ribeiro, diretor do departamento de indicadores sociais e econômicos da Prefeitura de Santo André.

Do fim do ano passado, até julho deste ano (último dado do Caged), mesmo com saldo negativo, o Grande ABC mostra recuperação gradativa (veja o gráfico acima). Em fevereiro, por exemplo, a região perdeu 2.853 postos de trabalho formais, porém a redução do número de vagas foi 49% menor em relação ao mês anterior. Em julho, a região só perdeu 18 vagas.
 
PREVISÃO
Para Ribeiro, o comportamento do mercado de trabalho no Grande ABC pelos dados do Caged sinaliza que nos próximos meses o índice de emprego na região deve apresentar saldos positivos, principalmente nos municípios de Santo André, Diadema e Mauá. “São cidades com muitas indústrias e economicamente fortes na região.”

 

Em 12 meses, País registrou saldo positivo de 325 mil vagas

A crise financeira mundial fez com que a criação de vagas com carteira assinada, no País, fosse freada. Porém, em 12 meses (de julho de 2008 a julho deste ano) o saldo ficou positivo: foram gerados 325.506 postos de trabalho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Mesmo com algumas perdas, o Brasil aponta sinais de recuperação, como o Grande ABC. Em julho deste ano, por exemplo, foi registrada a criação de 138.402 empregos – esse saldo líquido positivo é resultado de 1.398.181 contratações e 1.259.779 demissões, e representa crescimento de 0,43% em relação ao estoque de empregos de julho.

O saldo, para se ter uma ideia, é o melhor resultado para o ano de 2009. Em julho de 2008, o balanço apontou a geração de 203.218 postos formais.

“A recuperação que estamos notando mês a mês deve continuar. Apenas o setor industrial, cuja retomada é mais difícil, já obteve crescimento de 2,1% do primeiro para o segundo trimestre deste ano. Comércio e serviços também devem contribuir bastante para este fim de ano”, afirma Alexandre Loloian, economista e gerente de pesquisas da Fundação Seade.

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