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Professores da FSA ameaçam paralisação

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Docentes pressionam reitoria para revogar mudanças no plano de carreira e cobram salários atrasados


Bia Moço

20/06/2018 | 07:00


Professores da FSA (Fundação Santo André) querem pressionar a reitoria para revogar mudanças no plano de carreira – apresentadas no PRI (Plano de Recuperação Institucional), que foi entregue há 12 dias ao MP (Ministério Público) – e ameaçam entrar em estado de greve caso não tenham a demanda atendida.

Em assembleia realizada entre os docentes da instituição de Ensino Superior e o Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), ficou definida a rejeição das resoluções que proíbem a atribuição de aula para professores com mais de 75 anos, além daquelas que alteram a carga horária de aulas e limitam o plano docente, principalmente aos professores que possuem título em doutorado e são pesquisadores.

Diretor do sindicato e professor de Relações Internacionais da FSA, Marcelo Buzetto destaca que o clima geral na instituição é de indignação com “decisões autoritárias e arbitrárias da nova reitoria”. Ele reforça que não há diálogo dos administradores da instituição com professores e, por isso, a assembleia exige a revogação das resoluções. “Foi colocado também em votação proposta de entrarmos em estado de greve, mas os professores avaliaram que o mais importante seria exigir que a reitoria revogasse as resoluções”, afirma.

Os docentes exigiram ainda reunião com a reitoria para discutir questões de incômodo. O encontro será neste sábado. A expectativa dos docentes é a de que a reitoria aceite as propostas. Caso contrário, os professores prometem tomar atitudes mais severas, conforme afirma Buzetto. “Por hora, os professores estão em situação de forte mobilização. Mas, se continuarem nos ignorando, teremos de buscar paralisação sim.”

A reunião prevê também cobrança à reitoria por não ter apresentado, em dois meses, nenhuma proposta de parcelamento do pagamento de salários atrasados. “Estamos há quatro anos já sem reajuste salarial e não pagaram também os 13º salários de 2016 e 2017. Os salários de novembro e dezembro do ano passado, e de janeiro e fevereiro deste ano também não foram pagos e, agora, também não pagaram o do mês de maio. Somente depositaram um valor que ninguém sabe ao certo ao que se refere”, diz o diretor do Sinpro-ABC.

DÚVIDA

A situação duvidosa da contratação do novo reitor, o professor Francisco José Santos Milreu, também tem causado insatisfação nos professores da FSA. Embora o docente tenha admitido ao Diário que seu ingresso na instituição de Ensino Superior, em 1989, se deu sem seleção pública, o nome dele não apareceu no resultado de pente-fino apresentado à reitoria. 

Os professores questionam a existência de documentação que comprove a situação do reitor. “Os docentes criticaram muito essa posição que a nova reitoria tem em relação à situação do reitor. Não provam que ele está apto”, ressalta Buzetto.

A equipe do Diário entrou com pedido de comprovação documental via Lei de Acesso à Informação (12.527/2011). 

MP promete para próxima semana análise de plano de recuperação

A promotora de Fundações de Santo André, Ana Carolina Fuliaro Bittencourt, promete emitir, em até dez dias, parecer em relação ao novo PRI (Plano de Recuperação Institucional), entregue pela FSA (Fundação Santo André) ao MP (Ministério Público) há 12 dias. 

“O procedimento de conclusão ainda está em aberto. Só depois do despacho do processo posso me pronunciar a respeito. Tenho como prazo um mês após a entrega oficial para dar um parecer, mas como o caso é urgente, pretendo avaliar antes. Não me pronunciarei até os autos, mas em dez dias já devo me manifestar a respeito do plano de recuperação” explica Ana Carolina.

O objetivo do documento apresentado é tirar a instituição de Ensino Superior da crise financeira em que se encontra desde 2008. A determinação da promotora foi por meio de inquérito civil, aberto no dia 28 de março, sob ameaça de intervenção ou até mesmo de encerramento das atividades. Ela deve analisar se as ações propostas são viáveis ou se serão necessários ajustes.

A reitoria diz ter reduzido o rombo orçamentário mensal da FSA – estimado em R$ 500 mil por mês – em até 30%. O gasto com colaboradores soma R$ 3,3 milhões (incluindo quadro de docentes e administrativo) 



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Professores da FSA ameaçam paralisação

Docentes pressionam reitoria para revogar mudanças no plano de carreira e cobram salários atrasados

Bia Moço

20/06/2018 | 07:00


Professores da FSA (Fundação Santo André) querem pressionar a reitoria para revogar mudanças no plano de carreira – apresentadas no PRI (Plano de Recuperação Institucional), que foi entregue há 12 dias ao MP (Ministério Público) – e ameaçam entrar em estado de greve caso não tenham a demanda atendida.

Em assembleia realizada entre os docentes da instituição de Ensino Superior e o Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), ficou definida a rejeição das resoluções que proíbem a atribuição de aula para professores com mais de 75 anos, além daquelas que alteram a carga horária de aulas e limitam o plano docente, principalmente aos professores que possuem título em doutorado e são pesquisadores.

Diretor do sindicato e professor de Relações Internacionais da FSA, Marcelo Buzetto destaca que o clima geral na instituição é de indignação com “decisões autoritárias e arbitrárias da nova reitoria”. Ele reforça que não há diálogo dos administradores da instituição com professores e, por isso, a assembleia exige a revogação das resoluções. “Foi colocado também em votação proposta de entrarmos em estado de greve, mas os professores avaliaram que o mais importante seria exigir que a reitoria revogasse as resoluções”, afirma.

Os docentes exigiram ainda reunião com a reitoria para discutir questões de incômodo. O encontro será neste sábado. A expectativa dos docentes é a de que a reitoria aceite as propostas. Caso contrário, os professores prometem tomar atitudes mais severas, conforme afirma Buzetto. “Por hora, os professores estão em situação de forte mobilização. Mas, se continuarem nos ignorando, teremos de buscar paralisação sim.”

A reunião prevê também cobrança à reitoria por não ter apresentado, em dois meses, nenhuma proposta de parcelamento do pagamento de salários atrasados. “Estamos há quatro anos já sem reajuste salarial e não pagaram também os 13º salários de 2016 e 2017. Os salários de novembro e dezembro do ano passado, e de janeiro e fevereiro deste ano também não foram pagos e, agora, também não pagaram o do mês de maio. Somente depositaram um valor que ninguém sabe ao certo ao que se refere”, diz o diretor do Sinpro-ABC.

DÚVIDA

A situação duvidosa da contratação do novo reitor, o professor Francisco José Santos Milreu, também tem causado insatisfação nos professores da FSA. Embora o docente tenha admitido ao Diário que seu ingresso na instituição de Ensino Superior, em 1989, se deu sem seleção pública, o nome dele não apareceu no resultado de pente-fino apresentado à reitoria. 

Os professores questionam a existência de documentação que comprove a situação do reitor. “Os docentes criticaram muito essa posição que a nova reitoria tem em relação à situação do reitor. Não provam que ele está apto”, ressalta Buzetto.

A equipe do Diário entrou com pedido de comprovação documental via Lei de Acesso à Informação (12.527/2011). 

MP promete para próxima semana análise de plano de recuperação

A promotora de Fundações de Santo André, Ana Carolina Fuliaro Bittencourt, promete emitir, em até dez dias, parecer em relação ao novo PRI (Plano de Recuperação Institucional), entregue pela FSA (Fundação Santo André) ao MP (Ministério Público) há 12 dias. 

“O procedimento de conclusão ainda está em aberto. Só depois do despacho do processo posso me pronunciar a respeito. Tenho como prazo um mês após a entrega oficial para dar um parecer, mas como o caso é urgente, pretendo avaliar antes. Não me pronunciarei até os autos, mas em dez dias já devo me manifestar a respeito do plano de recuperação” explica Ana Carolina.

O objetivo do documento apresentado é tirar a instituição de Ensino Superior da crise financeira em que se encontra desde 2008. A determinação da promotora foi por meio de inquérito civil, aberto no dia 28 de março, sob ameaça de intervenção ou até mesmo de encerramento das atividades. Ela deve analisar se as ações propostas são viáveis ou se serão necessários ajustes.

A reitoria diz ter reduzido o rombo orçamentário mensal da FSA – estimado em R$ 500 mil por mês – em até 30%. O gasto com colaboradores soma R$ 3,3 milhões (incluindo quadro de docentes e administrativo) 

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