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Faixa de Gaza volta a ser palco de violência enfre Fatah e Hamas


Da AFP

11/06/2007 | 17:52


Após três semanas de trégua, a Faixa de Gaza voltou a mergulhar na violência, com combates entre o Fatah e o Hamas que deixaram 11 mortos e o disparo de tiros contra o escritório do primeiro-ministro Ismail Haniyeh.

Os dois movimentos participam de um governo de união cuja formação, em março, pôs fim a um ano de enfrentamentos entre palestinos que deixaram centenas de mortos em Gaza. No entanto, os combates recomeçaram em seguida, deixando mais 50 mortos antes da conclusão de um cessar-fogo em 19 de maio.

Jamal Abu al-Jadiane, o chefe das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligadas ao Fatah foi morto durante violentos combates contra o Hamas. De acordo com fontes médicas, ele foi atingido por mais de 40 balas.

Mais confrontos e mortes -
Em Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza, um civil de 65 anos e dois de seus filhos morreram em violentos combates. Um membro do Fatah e um ativista da Força Executiva do Hamas foram mortos e dez palestinos ficaram feridos.

Além disso, dois palestinos morreram em combates na Faixa de Gaza, entre eles um membro dos serviços de inteligência fiéis ao Fatah, que foi seqüestrado e assassinado por membros do Hamas. Outros dois ativistas do Hamas também morreram em conflitos.

Ainda durante a madrugada, um corpo crivado de balas de um membro do Fatah foi encontrado numa rua de Gaza com as mãos amarradas. Seu movimento acusou o Hamas de tê-lo executado.

Na cidade de Gaza, homens armados posicionados no teto de um prédio vizinho atiraram contra os escritórios de Haniyeh sem deixar vítimas. O primeiro-ministro palestino estava presidindo a reunião semanal de seu gabinete.

Com isso, Ismail Haniyeh encerrou a reunião e deixou o local junto com os outros ministros. Mais cedo, o escritório de Bassem Naim, ministro da Juventude e dos Esportes do Hamas, também foi alvo de tiros, mas ninguém foi ferido.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, afirmou que seu movimento, após ter dado uma chance aos esforços para instaurar um novo cessar-fogo, decidiu punir todos os assassinos e os criminosos. “Matá-los é a única resposta dissuasiva”, disse ele.

Longe da paz -
Os disparos contra o escritório de Haniyeh aconteceram apesar de mais um acordo negociado sob o patrocínio de emissários egípcios que tinha como objetivo consolidar o cessar-fogo de 19 de maio.

Na véspera, o Fatah tinha afirmado que um membro da guarda presidencial havia sido atirado do teto de um prédio de 18 andares por militantes islâmicos. No que parece ser um ato de vingança, o imã de uma mesquita, irmão de um líder do Hamas, foi assassinado pouco tempo depois.

“Estes incidentes são lamentáveis e nos prejudicam. As duas partes estão trabalhando seriamente com os irmãos egípcios para acabar com este tipo de ações”, declarou Mahmud Abbas, líder do Fatah.


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