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Santos Dumont ainda é só um mito


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

13/10/2001 | 14:37


Alberto Santos Dumont (1873-1932) é um mito brasileiro de quem muito se fala e pouco se sabe. Além disso, as poucas informações disponíveis permanecem no limbo, às vésperas do centenário da dirigibilidade de balões. Na próxima sexta-feira (dia 19) faz 100 anos de sua decolagem de Paris, na França, à bordo do dirigível número 6: Dumont voou até a Torre Eiffel, contornou a construção e pousou. O feito lhe valeu o prêmio Deutch de la Meurth, de 100 mil francos, valor de um pequeno castelo na época.

Metade do prêmio ele dividiu com seus mecânicos, e o resto doou para os pobres de Paris. Esse dinheiro, corrigido, hoje ajudaria a decolar a Fundação Santos Dumont e o Museu de Aeronáutica, esquecidos no parque municipal Cemucam, em Cotia, pelo poder público e pela iniciativa privada. Lá estão, entre objetos pessoais de Santos Dumont e cerca de 3 mil livros, fotos da época, o dirigível Demoiselle, cestos originais de seus balões e o célebre 14-Bis.

O prêmio permitiria, ainda, o vôo do longa-metragem Santos Dumont, o Filme, escrito pelo paraibano Marcone Simões em parceria com José Louzeiro, orçado em R$ 7 milhões, além de O Brasileiro Voador, um sonho alimentado há quase 20 anos por Tizuka Yamazaki, estimado em R$ 15 milhões e baseado em livro homônimo de Márcio Souza.

Mas ao contrário desses planos cinematográficos, ambos em demorada fase de captação de recursos, dois projetos literários vão bem. Eu Naveguei pelo Ar deve sair até o fim do ano pela Nova Fronteira. Tem 800 fotos que registram o cotidiano de Santos Dumont de 1898 a 1910, com material inédito pesquisado por João Musa, restaurador e professor de fotografia do Departamento de Artes Plásticas da USP (Universidade de São Paulo), em parceria com Ricardo Tilkian e Marcelo Breda Mourão.

O outro livro é Wings of Madness: Alberto Santos Dumont & The Cult of the Flying Machines, de Paul Hoffman, ex-editor-chefe da Discover Magazine e ex-presidente da Encyclopaedia Britannica, que deve sair no exterior em janeiro de 2002 e ganha edição nacional pela Objetiva no mesmo ano.

Enquanto isso, aproxima-se o suposto centenário do vôo dos irmãos Wright, rivais dos brasileiros na disputa sobre quem venceu os ares primeiro. Certos ou não, os norte-americanos querem uma grande festa para 2003. No Brasil, uma solenidade no Congresso Nacional, no dia 19, e a inauguração de uma exposição fotográfica no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, patrocinada pela Varig, junto com um carimbo comemorativo dos Correios. Fora isso, nada de relevante, nem para este nem para o centenário do vôo do 14-Bis em 2006.



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