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Amianto consciente

Sexta-feira houve audiência pública para debater o uso do amianto na fabricação de materiais de construção, como telhas e caixas-d'água


Cláudio Conz

30/08/2012 | 00:00


Na sexta feira pude participar, como representante do varejo da construção, da audiência pública para debater o uso do amianto na fabricação de materiais de construção, como telhas e caixas-d'água. Já utilizei este espaço para comentar este assunto e retomo o tema dada a sua importância para a sociedade brasileira.

Como representante da cadeia de revendedores e distribuidores, posso afirmar que a lei paulista de 2007 que proibiu o comércio de produtos com amianto prejudicou sobremaneira o Estado, causando prejuízos e o corte de empregos. A vigilância inutilizou os estoques junto às pequenas lojas, que não tiveram avisos adequados, o que gerou perdas e muita confusão.

Não quero aqui discutir posições médicas ou técnicas e gostaria de deixar bem claro que não tenho qualificação para tanto. Deixo isso para os especialistas. No entanto, nos 48 anos de Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), que representa 138 mil lojas do varejo e é uma das associações de classe mais bem organizadas do País, nunca tivemos nenhuma informação de que o manejo de produtos contendo amianto, seja na estocagem ou transporte, tenha causado qualquer dano à saúde das pessoas. Não temos nenhuma informação ou evidência médica de qualquer prejuízo à integridade física das pessoas, mesmo de nossos clientes e consumidores.

O telhado representa em média 1,5% do custo de uma obra. Imagine só, com o telhado pronto, é possível finalizar a obra internamente.

Lembro aqui que as telhas de amianto cobrem metade das 57 milhões de residências brasileiras. Um estudo desenvolvido pela FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou que hoje, no Brasil, não existe capacidade produtiva para substituir em volume de produção as telhas de amianto. Um banimento total, com a falta de abastecimento prejudicaria diretamente o consumidor de baixa renda.

O setor de material de construção é um dos mais normatizados de nossa economia. Todos os produtos vendidos devem ser testados e aprovados para entrarem no mercado. Nosso segmento é organizado e as regras são claras. Temos normas técnicas no PBQPH (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat), que regulamenta todos estes processos.

Para nós varejistas, o ideal era que existissem 50 tipos diferentes de telhas! Que sejam telhas com amianto, sem amianto, de plásticos, de barro, de cimento, de aço...Que o Estado faça cumprir a lei federal e deixe a escolha de comprar ou não estes produtos - como as telhas e caixas-d'água - com amianto, para o consumidor final, cada vez mais exigente e bem informado. 



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Sexta-feira houve audiência pública para debater o uso do amianto na fabricação de materiais de construção, como telhas e caixas-d'água

Cláudio Conz

30/08/2012 | 00:00


Na sexta feira pude participar, como representante do varejo da construção, da audiência pública para debater o uso do amianto na fabricação de materiais de construção, como telhas e caixas-d'água. Já utilizei este espaço para comentar este assunto e retomo o tema dada a sua importância para a sociedade brasileira.

Como representante da cadeia de revendedores e distribuidores, posso afirmar que a lei paulista de 2007 que proibiu o comércio de produtos com amianto prejudicou sobremaneira o Estado, causando prejuízos e o corte de empregos. A vigilância inutilizou os estoques junto às pequenas lojas, que não tiveram avisos adequados, o que gerou perdas e muita confusão.

Não quero aqui discutir posições médicas ou técnicas e gostaria de deixar bem claro que não tenho qualificação para tanto. Deixo isso para os especialistas. No entanto, nos 48 anos de Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), que representa 138 mil lojas do varejo e é uma das associações de classe mais bem organizadas do País, nunca tivemos nenhuma informação de que o manejo de produtos contendo amianto, seja na estocagem ou transporte, tenha causado qualquer dano à saúde das pessoas. Não temos nenhuma informação ou evidência médica de qualquer prejuízo à integridade física das pessoas, mesmo de nossos clientes e consumidores.

O telhado representa em média 1,5% do custo de uma obra. Imagine só, com o telhado pronto, é possível finalizar a obra internamente.

Lembro aqui que as telhas de amianto cobrem metade das 57 milhões de residências brasileiras. Um estudo desenvolvido pela FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou que hoje, no Brasil, não existe capacidade produtiva para substituir em volume de produção as telhas de amianto. Um banimento total, com a falta de abastecimento prejudicaria diretamente o consumidor de baixa renda.

O setor de material de construção é um dos mais normatizados de nossa economia. Todos os produtos vendidos devem ser testados e aprovados para entrarem no mercado. Nosso segmento é organizado e as regras são claras. Temos normas técnicas no PBQPH (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat), que regulamenta todos estes processos.

Para nós varejistas, o ideal era que existissem 50 tipos diferentes de telhas! Que sejam telhas com amianto, sem amianto, de plásticos, de barro, de cimento, de aço...Que o Estado faça cumprir a lei federal e deixe a escolha de comprar ou não estes produtos - como as telhas e caixas-d'água - com amianto, para o consumidor final, cada vez mais exigente e bem informado. 

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