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Mercado de carros importados dispara


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

20/03/2010 | 07:00


O mercado de carros importados vem em ritmo acelerado. As vendas no segmento cresceram 170,8% em fevereiro na comparação com mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores).

No primeiro bimestre deste ano, a expansão é semelhante. Houve alta de 168,7% frente aos dois meses iniciais de 2009.

Mesmo levando em conta apenas as marcas filiadas à entidade no início do ano passado (eram 14 frente às atuais 22), o crescimento nos dois primeiros meses é expressivo, com variação de 141,1%.

Vários fatores colaboram para o forte desempenho do setor, entre os quais o câmbio favorável (o dólar mais desvalorizado frente ao real), a melhora da demanda no País e também a recuperação de montadoras lá fora. "O mercado todo vem crescendo. E saímos de um ano de crise, com o renascimento de marcas", afirma o presidente recém-empossado da Abeiva, José Luiz Gandini, que assumiu o cargo pelo próximo biênio.

O diretor financeiro da associação, Philip Derderian, que é diretor-geral da Chrysler do Brasil, cita que a montadora nos Estados Unidos passou por dificuldades no ano passado, levando a atrasos no recebimento de produtos no mercado brasileiro.

OTIMISMO - A expectativa da associação - que reúne marcas como Audi, BMW, Chery, Chrysler, Land Rover, Kia, Porsche, Suzuki e Volvo, entre outras - é manter o ritmo forte e fechar o ano com 80 mil unidades vendidas. Com isso, teria crescimento de 69% em relação ao ano passado.

Gandini cita ainda que há 37 lançamentos previstos (novos produtos ou reestilizações), que ajudam a atrair o consumidor; e a rede de concessionárias também vem crescendo. "Com aumento de capilaridade e preços competitivos, os importados ganham mercado", acrescenta.

Levantamento da entidade aponta, por exemplo, que a Chrysler passará de 25 para 32 lojas; a Effa ampliará, de 50, para 80 unidades; e a Kia vai chegar a 150 revendas (hoje são 125).

Maior número de concessionárias pelo País e a oferta de novas tecnologias já têm colaborado para que o segmento importado de alto luxo (veículos acima de R$ 100 mil) cresça de 35% a 40% nos últimos três anos, cita o vice-presidente da Abeiva, Paulo Kakinoff.

IMPOSTOS - A Abeiva, que representa 13,4% dos importados (os 86,6% restantes são trazidos pelas fabricantes), pretende se reunir com o governo para tentar reverter o aumento da alíquota de importação de carros dos Estados Unidos. Esses veículos tiveram a alíquota elevada de 35% para 50%, como forma de retaliação pelos subsídios norte-americanos aos produtores de algodão. A elevação do tributo passará a valer a partir do dia 8.

Gandini afirma que o aumento do imposto deverá significar preços de 10% a 12% mais elevados para os carros trazidos daquele país.



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Mercado de carros importados dispara

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

20/03/2010 | 07:00


O mercado de carros importados vem em ritmo acelerado. As vendas no segmento cresceram 170,8% em fevereiro na comparação com mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores).

No primeiro bimestre deste ano, a expansão é semelhante. Houve alta de 168,7% frente aos dois meses iniciais de 2009.

Mesmo levando em conta apenas as marcas filiadas à entidade no início do ano passado (eram 14 frente às atuais 22), o crescimento nos dois primeiros meses é expressivo, com variação de 141,1%.

Vários fatores colaboram para o forte desempenho do setor, entre os quais o câmbio favorável (o dólar mais desvalorizado frente ao real), a melhora da demanda no País e também a recuperação de montadoras lá fora. "O mercado todo vem crescendo. E saímos de um ano de crise, com o renascimento de marcas", afirma o presidente recém-empossado da Abeiva, José Luiz Gandini, que assumiu o cargo pelo próximo biênio.

O diretor financeiro da associação, Philip Derderian, que é diretor-geral da Chrysler do Brasil, cita que a montadora nos Estados Unidos passou por dificuldades no ano passado, levando a atrasos no recebimento de produtos no mercado brasileiro.

OTIMISMO - A expectativa da associação - que reúne marcas como Audi, BMW, Chery, Chrysler, Land Rover, Kia, Porsche, Suzuki e Volvo, entre outras - é manter o ritmo forte e fechar o ano com 80 mil unidades vendidas. Com isso, teria crescimento de 69% em relação ao ano passado.

Gandini cita ainda que há 37 lançamentos previstos (novos produtos ou reestilizações), que ajudam a atrair o consumidor; e a rede de concessionárias também vem crescendo. "Com aumento de capilaridade e preços competitivos, os importados ganham mercado", acrescenta.

Levantamento da entidade aponta, por exemplo, que a Chrysler passará de 25 para 32 lojas; a Effa ampliará, de 50, para 80 unidades; e a Kia vai chegar a 150 revendas (hoje são 125).

Maior número de concessionárias pelo País e a oferta de novas tecnologias já têm colaborado para que o segmento importado de alto luxo (veículos acima de R$ 100 mil) cresça de 35% a 40% nos últimos três anos, cita o vice-presidente da Abeiva, Paulo Kakinoff.

IMPOSTOS - A Abeiva, que representa 13,4% dos importados (os 86,6% restantes são trazidos pelas fabricantes), pretende se reunir com o governo para tentar reverter o aumento da alíquota de importação de carros dos Estados Unidos. Esses veículos tiveram a alíquota elevada de 35% para 50%, como forma de retaliação pelos subsídios norte-americanos aos produtores de algodão. A elevação do tributo passará a valer a partir do dia 8.

Gandini afirma que o aumento do imposto deverá significar preços de 10% a 12% mais elevados para os carros trazidos daquele país.

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