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Tite reativou contrato com a Tegeda no 1º dia útil do ano

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Primeiro ato do prefeito interino de S.Caetano foi reatar acordo com firma que pratica sobrepreço


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/09/2021 | 00:01


O prefeito interino de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), reativou contrato com empresa que pratica sobrepreços de alimentos logo no primeiro dia útil do ano. Tão logo assumiu temporariamente o cargo de prefeito, no dia 4 de janeiro, Tite reatou acordo da Secretaria da Educação com a Tegeda Comercialização e Distribuição Ltda.

O Diário mostrou ontem que o governo Tite paga até 40% a mais na compra de alimentos, como o arroz branco, no âmbito de outro contrato com a Tegeda, para distribuição de cestas básicas a famílias carentes – celebrado por meio da Secretaria de Assistência Social. Enquanto a gestão interina desembolsa R$ 27,80 por cada pacote de cinco quilos do alimento, a equipe de reportagem do Diário encontrou o mesmo produto, de marca sugerida pela própria administração, por R$ 19,80 a unidade em tradicional supermercado da cidade.

No dia 1º, Tite foi conduzido ao cargo de prefeito interino por causa do impasse envolvendo a validação dos votos do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). Vereador eleito, Tite venceu o pleito para a presidência da Câmara com o patrocínio do tucano. Três dias depois, na primeira segunda-feira do ano, o primeiro ato do governo em exercício foi reativar um dos contratos com a empresa de Otávio Gottardi Filho, pertencente ao setor da Educação, que estava suspenso desde novembro. 

Assinado em março do ano passado, o acordo prevê o fornecimento de alimentos para compor a merenda escolar. O contrato havia sido suspenso oito meses depois da assinatura em virtude da “emergência de saúde pública decorrente da pandemia de Covid-19”. A reativação foi assinada pelo secretário de Educação, Fabrício Coutinho Faria, embora o nome por extenso do chefe da pasta não conste no documento oficial. Integrante do governo antecessor, de Auricchio, Coutinho foi o mesmo gestor responsável pela desativação do contrato.

Esse acordo com a Tegeda,fixado em R$ 15,3 milhões, foi celebrado em março de 2020 e com vigência de um ano. O contrato estabelece o fornecimento de 19 itens alimentícios, entre arroz, feijão, açúcar e óleo. Ontem, o Diário mostrou que, no bojo de outro contrato com a Tegeda, o governo Tite transfere à empresa R$ 207,36 por cesta básica, que inclui esses mesmos itens. A equipe de reportagem, porém, gastou R$ 170,58, ou 17,74% a menos, na compra dos mesmos produtos em supermercado da própria cidade. 

O Diário apurou que o contrato reativado em janeiro voltou a ser suspenso em abril, mas apenas um mês depois foi restabelecido novamente. Em junho, o vínculo foi prorrogado até junho do ano que vem e passou por reajuste. Entretanto, somente parte do documento oficial foi disponibilizada no Portal da Transparência do Palácio da Cerâmica. O trecho que revela os novos valores do acordo não estão públicos. 

Questionada sobre os motivos de o prefeito interino reativar o contrato com a firma de Gottardi, que é sediada na cidade, a gestão Tite não se manifestou. Sobre os sobrepreços dos alimentos, identificados em outro contrato com a Tegeda, o Paço argumenta que os valores são elevados por causa dos custos com transporte das cestas básicas. A Tegeda, por sua vez, também sustenta que os preços não estão acima do que é praticado no mercado.



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