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Chefe do tráfico é preso em S.Bernardo
Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC
30/01/2008 | 07:00
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Foi preso em São Bernardo Rafael Luís da Silva, 18 anos, o Gordo, acusado de ser integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e gerente do tráfico de drogas na favela do Jardim Farina e em toda área do Parque São Bernardo. Outras três pessoas supostamente ligadas ao traficante também foram detidas.

Policiais do Grupo Anti-Seqüestro da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de São Bernardo cumpriram na manhã de ontem quatro mandados de busca e apreensão.

Gordo era investigado desde o ano passado e chegou a ser detido em dezembro por porte ilegal de arma, mas como ainda não havia completado 18 anos, foi para a Fundação Casa (ex-Febem) e voltou às ruas após 20 dias. No último dia 24, ele completou 18 anos.

Segundo a polícia, escutas telefônicas provam que Gordo negociava drogas e armas com integrantes do PCC e, ainda, organizava a venda de drogas no bairro de São Bernardo. O homem apontado pela polícia como sendo o responsável por dividir o comando do tráfico na região é Évelson Rodrigues de Oliveira, o Boca, que está foragido.

Segundo o delegado da Dise, Ismael Rodriges, as investigações vão continuar até que toda a quadrilha seja presa. “Com a prisão do Gordo, o tráfico no local perde um dos cabeças. Mas continuamos em busca dos demais envolvidos”, afirmou.

PRISÕES

Ao chegar em uma viela próxima à casa de Gordo, no Jardim Farina, a polícia encontrou Flávio Ferreira dos Santos, 20 anos, o Frajola. Ele aparece em várias ligações conversando com o gerente do tráfico, de acordo com a polícia.

Na casa de Frajola, foram encontradas munições de fuzil e coletes à prova de bala.Gordo foi preso em sua casa, junto com André Rodrigues Campos, 24 anos, suspeito de trazer drogas do Estado de Mato Grosso para São Bernardo.

DROGAS

Também foi detido Fernando da Silva Ferreira, 20 anos, o Nando, que constaria nos telefonemas recebendo ordens do traficante. A polícia foi levada por Gordo a uma casa abandonada na favela, onde estavam 250 trouxas de maconha e também munições para pistola 9 mm, de uso exclusivo do exército.

Outras duas pessoas foram levadas como testemunhas, mas seriam liberadas após prestarem depoimentos.



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