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Santa Casa recebe laudo do IML que atesta que jovem não estava grávida

Caso aconteceu em 2012, quando ajudante de cozinha chegou a fazer uma cesárea


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

13/02/2015 | 07:00


Após dois anos do caso, a Santa Casa de Mauá recebeu o laudo pericial do IML (Instituto Médico-Legal) atestando que Layane Cardozo Santos não estava grávida. Ela tinha 19 anos na época, quando fez uma cesariana, mas não tinha nenhum bebê no útero, conforme o documento.

Segundo o diretor-superintendente da Santa Casa de Mauá, Harry Horst Walendy, o laudo só veio confirmar o que o hospital já sabia. “A gente não tinha a menor dúvida de que ela nunca esteve grávida. Pelo laudo do IML, o médico constatou que o útero não foi aberto, porque quando o médico chegou na parede, viu que não tinha bebê. Foi constatado um útero infantil, ou seja, que nunca passou por gravidez, aborto ou parto.”

Em dezembro de 2012, a ajudante de cozinha deu entrada no hospital com sangramento. Ela levava carteirinha de gestante e exames do pré-natal realizados na UBS (Unidade Básica de Saúde) Jardim Primavera, incluindo ultrassonografia onde aparecia o sexo do bebê, uma menina. Na época, ela suspeitou que a criança tinha sido levada e registrou ocorrência na polícia.

Segundo Walendy, o incidente prejudicou a reputação do hospital. “É muito triste que sejamos ligados a algo desse tipo. Agora, é natural que essa ação de produção de provas se transforme em uma de danos morais. Demos todo o suporte para ela entender que era uma gravidez psicológica e precisamos desestimular que esse tipo de coisa aconteça.”

A equipe do Diário entrou em contato com Layane, que preferiu não se pronunciar sobre o caso.

Conforme o professor de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC, Airton Gomes, os sintomas podem estar relacionados a gravidez psicológica. “A mulher pode ter tanta vontade de engravidar que acaba sentindo os mesmos sintomas. Isso porque o sistema límbico está relacionado com o hormonal, que age sobre os ovários e o útero. Com isso conseguimos explicar por que a mulher consegue bloquear o fluxo de menstruação por até nove meses.”

Em relação ao pré-natal, o professor explicou que não é possível que não seja detectada a gravidez psicológica. “Durante o acompanhamento é necessária realização de pelo menos três ultrassonografias.” 



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