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Hospital reabre em
clima de nostalgia

Reinauguração de unidade de Saúde em São Caetano, na
manhã de ontem, foi marcada por homenagens e recordações


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

05/02/2012 | 07:00


Quem acordou cedo para acompanhar a reabertura do Hospital São Caetano, ontem, no bairro Santo Antônio, presenciou mais do que simples corte simbólico de faixa. Nem de longe reinava o clima tenso típico de hospital. Mais parecia encontro de velhos amigos e vizinhos, que fizeram questão de observar as fotos da construção dos prédios em 1954, organizadas pela Fundação Pró-Memória no local.

Nelson Perine, 78 anos, se emociou ao rever a capela, espaço que era ocupado pela casa onde nasceu. "Sofri muito com a decadência do hospital, e vê-lo voltar a funcionar é uma grande notícia." Também nascida no hospital, a assessora especial de Coordenação de Ações Sociais da Prefeitura, Regina Maura Zetone, lembrou do tempo em que trabalhou na unidade como médica. "Agora vamos contar com cerca de 200 funcionários, que devem atender de 800 a 1.000 pessoas por dia", calculou. "Esperamos que seja referência, dentro das nossas limitações", completou a diretora administrativa do hospital, Rosemari Costa Lima.

Autoridades e moradores se apertaram por duas horas sob calor intensto durante missa na também reinaugurada capela e acompanharam o passeio do prefeito José Auricchio Júnior (PTB) pelas dependências da unidade de Saúde, cujas atividades começam amanhã. Além do hospital, passa a funcionar o velório, agora, oficial do município. "Já tenho consulta marcada. Dá para vir a pé da minha casa", disse a aposentada Mitiko Ishimine, 74 anos. A coordenadora hospitalar da Rede Feminina de Combate ao Câncer da cidade, Lair Jung Dias, 75 anos, também aprovou a reabertura. "É um passo importante para os pacientes de São Caetano."

O hospital vai atender diversas especialidades - todas com consultas marcadas -, como ortopedia, cardiologia, neurologia e, principalmente, geriatria. Cuidar da terceira idade é o ponto forte da unidade, segundo o prefeito, que comemorou o tombamento dos edifícios. "É garantia de manutenção e não para por aqui: a vizinhança também ganha."

PRÓXIMOS PASSOS
Por enquanto, apenas uma parte do Hospital São Caetano foi reativada. Voltará a funcionar o primeiro e segundo andares, capela e velório. A outra parte deve ser mexida após a consolidação do comitê municipal e comissão técnica, que vão avaliar a viabilidade de outras atividades, incluindo a UTI e a duplicação da quantidade de leitos disponíveis (hoje são 38). "Deve demorar de 24 a 36 meses para que o hospital funcione com 100% da sua capacidade", projetou José Auricchio.

O prefeito também ressaltou o convênio da unidade hospitalar com a Fundação ABC e prometeu a entrega da nova UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no bairro São José. "Vamos anunciar o começo da obra, que deve ficar pronta entre nove e 12 meses." A UPA em questão vai atender até 9.000 pessoas por mês.



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