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Gabriel revela atraso salarial no Guarani e pede união


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

13/02/2012 | 07:00


Seis meses de salários atrasados no Guarani e o zagueiro Gabriel, 23 anos, agora no São Caetano, quebrou o silêncio: pregou pela união dos atletas e pediu mais empenho dos sindicatos que representam a categoria contra tal realidade, que já atinge até os chamados clubes grandes.

Segundo o jogador, dos seis meses que ficou no Bugre, recebeu apenas metade do primeiro mês. Dali em diante, disse ele, ficou sem os vencimentos.

Gabriel aprovou a atitude de jogadores do Vasco, que há pouco mais de uma semana deixaram de se concentrar na véspera do jogo contra o Bangu, pela terceira rodada do Campeonato Carioca, por não receberem o salário referente a dezembro e o décimo-terceiro.

Embora tenha elogiado a iniciativa dos vascaínos, o zagueiro vê como remotas as chances de atletas brasileiros cruzarem os braços, como ocorreu no fim do ano passado com jogadores da NBA - liga de basquete americano -, que pararam em protesto contra a redução do teto salarial. "É complicado fazer uma paralisação, porque pode prejudicar a imagem do atleta. Se a gente perde jogo quando está com salário atrasado, é acusado de fazer corpo mole. No caso do Vasco, os jogadores não fizeram nada que arranhasse a imagem do clube. Acredito que em situações como essas, a torcida devia cobrar os dirigentes. Somos trabalhadores como qualquer outro pai de família e temos o direito de receber em dia", desabafou o defensor.

Apesar do imbróglio jurídico com o Guarani, Gabriel disse ter feito amigos no clube e lembra do empenho dos jogadores para evitar, em 2011, a queda para a Série C do Brasileiro. "Mesmo com salários atrasados, honramos a camisa do clube, mas é angustiante ficar sem receber. Tenho uma filha de quatro anos e despesas como qualquer outro cidadão."

Agora no Azulão, que entre os boleiros é "bom pagador", Gabriel disse não ter caído bem declaração recente do presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, ironizando atraso de salários no clube mineiro. O dirigente chegou a dizer que os atletas "ganham uma miséria", e que três ou quatro dias de atraso não fariam falta para eles. "A gente gasta de acordo com a renda e se não tem uma reserva se complica. Se trabalhamos, temos o direito de receber em dia."

O regulamento do Campeonato Paulista deste ano prevê que o clube que atrasar salários perderá pontos. O zagueiro do Azulão diz não ter ideia do que deve ser feito para acabar com os atrasos de salários no futebol brasileiro, mas avalia que a iniciativa da Federação Paulista de Futebol já é grande passo para que algo aconteça.

Os direitos do atleta pertencem ao Desportivo Brasil. Ele está emprestado até o fim do ano. Natural de Camaçari (BA), Gabriel se profissionalizou no Grêmio e já passou também por Paraná, Vitória, Atlético-PR, Avaí e Bragantino.



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