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Sobrevivente diz que 'chovia fogo' em supermercado


Da AFP

02/08/2004 | 16:39


"Chovia fogo quando eu estava no caixa, acabando de pagar as contas", contou um dos sobreviventes do incêndio deste domingo em um centro comercial em Assunção, no Paraguai. "Por um milagre, saí antes que fechassem as portas. Depois, ninguém mais conseguiu escapar", afirmou Juan Morínigo, um estudante de 23 anos. "Eu estava no setor de alimentação. Havia muita gente no local. Saí correndo".

Na hora da tragédia, entre 500 e 700 pessoas estavam no supermercado, localizado no populoso bairro de Trinidad. Muitas delas, incluindo crianças e idosos, morreram carbonizadas ou asfixiadas.

Rosa Resquín, outra sobrevivente, contou que os responsáveis pelo local ordenaram que as portas fossem fechadas, para que ninguém saísse. "Fechem, fechem! Ninguém sai daqui sem pagar!", disse ter escutado. Segundo ela, a ordem foi dada pouco depois de uma grande explosão, que foi seguida de outras duas.

Celeste Silva afirmou que um segurança do lugar a impediu de sair, com uma arma, quando ela tentou fugir após essa primeira explosão. Ela disse que "todas as saídas foram bloqueadas" para impossibilitar outras pessoas de deixarem o lugar.

O cenário tornou-se dramático, com pessoas correndo buscando uma saída. O teto pegou fogo e desabou, espalhando o incêndio por quase todo o supermercado.

"Fecharam a porta na nossa cara", disse Patricia Benítez, 17 anos, que sofreu queimaduras de segundo grau e está internada. "Do lado de fora, quebraram a porta de saída e então conseguimos escapar".

Patricia salvou Giovanna Duarte, 2 anos, filha de sua prima. Essa última teve queimaduras graves e também está internada. "Estávamos no setor de alimentação quando houve a explosão. Giovanna estava brincando no parquinho. Foi quando a segurei e corri para a saída".

O advogado Richard Olazar denunciou à promotoria que os seguranças fecharam as portas do estabelecimento quando o incêndio teve início. "Eles não queriam que os fregueses saíssem sem pagar".

Defesa- O dono do centro comercial, Juan Pio Paiva, nega ter ordenado o fechamento das portas. Em declarações no Departamento de Investigações da Polícia, onde se encontra detido, ele disse não estar se sentindo culpado.

"Até o momento estou convencido de que as portas não foram fechadas", afirmou, assegurando que assumirá toda a responsabilidade que lhe couber.



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Sobrevivente diz que 'chovia fogo' em supermercado

Da AFP

02/08/2004 | 16:39


"Chovia fogo quando eu estava no caixa, acabando de pagar as contas", contou um dos sobreviventes do incêndio deste domingo em um centro comercial em Assunção, no Paraguai. "Por um milagre, saí antes que fechassem as portas. Depois, ninguém mais conseguiu escapar", afirmou Juan Morínigo, um estudante de 23 anos. "Eu estava no setor de alimentação. Havia muita gente no local. Saí correndo".

Na hora da tragédia, entre 500 e 700 pessoas estavam no supermercado, localizado no populoso bairro de Trinidad. Muitas delas, incluindo crianças e idosos, morreram carbonizadas ou asfixiadas.

Rosa Resquín, outra sobrevivente, contou que os responsáveis pelo local ordenaram que as portas fossem fechadas, para que ninguém saísse. "Fechem, fechem! Ninguém sai daqui sem pagar!", disse ter escutado. Segundo ela, a ordem foi dada pouco depois de uma grande explosão, que foi seguida de outras duas.

Celeste Silva afirmou que um segurança do lugar a impediu de sair, com uma arma, quando ela tentou fugir após essa primeira explosão. Ela disse que "todas as saídas foram bloqueadas" para impossibilitar outras pessoas de deixarem o lugar.

O cenário tornou-se dramático, com pessoas correndo buscando uma saída. O teto pegou fogo e desabou, espalhando o incêndio por quase todo o supermercado.

"Fecharam a porta na nossa cara", disse Patricia Benítez, 17 anos, que sofreu queimaduras de segundo grau e está internada. "Do lado de fora, quebraram a porta de saída e então conseguimos escapar".

Patricia salvou Giovanna Duarte, 2 anos, filha de sua prima. Essa última teve queimaduras graves e também está internada. "Estávamos no setor de alimentação quando houve a explosão. Giovanna estava brincando no parquinho. Foi quando a segurei e corri para a saída".

O advogado Richard Olazar denunciou à promotoria que os seguranças fecharam as portas do estabelecimento quando o incêndio teve início. "Eles não queriam que os fregueses saíssem sem pagar".

Defesa- O dono do centro comercial, Juan Pio Paiva, nega ter ordenado o fechamento das portas. Em declarações no Departamento de Investigações da Polícia, onde se encontra detido, ele disse não estar se sentindo culpado.

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