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Inadimplência chega a 11% do capital financiado


Da Agência Brasil

20/08/2006 | 21:38


A oferta de crédito sem a necessidade de comprovação de renda ou de endereço e a possibilidade de estender o prazo de pagamento para até 72 meses provocou a inadimplência de 11% sobre o capital emprestado, avalia o economista Miguel José Ribeiro, da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Segundo ele, há alguns anos o período máximo para financiamentos era de 36 meses. Depois, foi estendido para 48 meses e hoje já existe quem financie em até 72 meses (caso dos automóveis, por exemplo). “O efeito disso é que o cidadão começa a assumir muitos créditos e, no primeiro imprevisto, deixa de pagar porque tem outras prioridades, como aluguel, água, luz e telefone”, afirma.

A longo prazo, um dos perigos que o economista aponta é a possibilidade de a pessoa ficar desempregada e deixar de pagar o empréstimo. Para evitar essa situação, sugere que o consumidor assuma um comprometimento de no máximo 25% de sua renda.

Para Ribeiro, a inadimplência poderia ser parcialmente combatida se as financeiras fossem mais criteriosas para a concessão do crédito ao mesmo tempo em que oferecessem orientações ao consumidor sobre os cuidados que deve ter na hora de financiar.

O economista lembra que quanto maior o prazo maior será a taxa de juros. “Quando o consumidor fica inadimplente, deve evitar assumir outro compromisso que esteja acima de suas possibilidades”, afirma.

Ao lado do fator necessidade ele destaca que o desejo de fazer crediário é também uma questão cultural no Brasil. Tradicionalmente, ao final do prazo de entrega das declarações de Imposto de Renda Pessoa Física, por exemplo, começam as ofertas de empréstimos, baseadas no valor presumido da restituição. Como as instituições têm a garantia do pagamento, fazem a consignação para a antecipação do 13º salário (que acontece em março ou em junho).

No Banco do Brasil, no primeiro semestre do ano, apenas com a linha de crédito para antecipar o pagamento do 13º salário, foram contratadas 60 mil operações, no total de R$ 35 milhões. Para a antecipação da restituição do IRPF, foram 150 mil operações que somaram R$ 200 milhões. Na Caixa Econômica Federal (CEF) o valor médio dos empréstimos aumentou de R$ 2,2 mil para R$ 3,5 mil no período. 



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Inadimplência chega a 11% do capital financiado

Da Agência Brasil

20/08/2006 | 21:38


A oferta de crédito sem a necessidade de comprovação de renda ou de endereço e a possibilidade de estender o prazo de pagamento para até 72 meses provocou a inadimplência de 11% sobre o capital emprestado, avalia o economista Miguel José Ribeiro, da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Segundo ele, há alguns anos o período máximo para financiamentos era de 36 meses. Depois, foi estendido para 48 meses e hoje já existe quem financie em até 72 meses (caso dos automóveis, por exemplo). “O efeito disso é que o cidadão começa a assumir muitos créditos e, no primeiro imprevisto, deixa de pagar porque tem outras prioridades, como aluguel, água, luz e telefone”, afirma.

A longo prazo, um dos perigos que o economista aponta é a possibilidade de a pessoa ficar desempregada e deixar de pagar o empréstimo. Para evitar essa situação, sugere que o consumidor assuma um comprometimento de no máximo 25% de sua renda.

Para Ribeiro, a inadimplência poderia ser parcialmente combatida se as financeiras fossem mais criteriosas para a concessão do crédito ao mesmo tempo em que oferecessem orientações ao consumidor sobre os cuidados que deve ter na hora de financiar.

O economista lembra que quanto maior o prazo maior será a taxa de juros. “Quando o consumidor fica inadimplente, deve evitar assumir outro compromisso que esteja acima de suas possibilidades”, afirma.

Ao lado do fator necessidade ele destaca que o desejo de fazer crediário é também uma questão cultural no Brasil. Tradicionalmente, ao final do prazo de entrega das declarações de Imposto de Renda Pessoa Física, por exemplo, começam as ofertas de empréstimos, baseadas no valor presumido da restituição. Como as instituições têm a garantia do pagamento, fazem a consignação para a antecipação do 13º salário (que acontece em março ou em junho).

No Banco do Brasil, no primeiro semestre do ano, apenas com a linha de crédito para antecipar o pagamento do 13º salário, foram contratadas 60 mil operações, no total de R$ 35 milhões. Para a antecipação da restituição do IRPF, foram 150 mil operações que somaram R$ 200 milhões. Na Caixa Econômica Federal (CEF) o valor médio dos empréstimos aumentou de R$ 2,2 mil para R$ 3,5 mil no período. 

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