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Mães cobram solução para aluno agressor

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

07/08/2012 | 07:00


Mães de estudantes da EE Manoel Rodrigues, no Jardim Maria Eneida, em Mauá, cobram da Secretaria da Educação do Estado a resolução de um impasse: como conter um aluno que agride fisicamente colegas de classe, professoras, funcionários e diretores?

O estudante de 7 anos foi diagnosticado, segundo o Estado, com transtorno de comportamento. No início do ano, o menino foi transferido da EE Walt Disney, em tentativa de solucionar o problema recorrente. Mas a mudança de nada adiantou.

O assunto foi tema de reportagem do Diário em março. À época, o Estado informou que a diretoria de ensino municipal acompanhava o aluno e avaliava seu aprendizado para medir a necessidade de medidas específicas.

Passados cinco meses, os conflitos só mudaram de lugar. "Sabemos que ele tem direito de estudar, mas nossos filhos estão tendo o direito deles negado, já que as crianças ficam o tempo todo com medo e não prestam atenção na aula", observa a dona de casa Priscila Santos, 25, mãe de aluna da 2ª série do Ensino Fundamental, que teria apanhado do garoto agressivo há um mês.

O caso já foi discutido diversas vezes nas reuniões do conselho escolar, conta a estudante de pedagogia Débora Alencar, mãe de duas alunas que também já teriam sido agredidas. "Quem vai responder diante da possibilidade de alguém ser gravemente machucado?", questiona.

A reivindicação do grupo de mães é para que o garoto receba acompanhamento adequado. "Não se trata de exclui-lo, mas de dar a ele a devida atenção", complementa Débora.

No começo do ano, o Conselho Tutelar de Mauá informou que havia sido agendada reunião com a mãe do menino para que fosse dado encaminhamento. Ontem, a equipe do Diário não conseguiu localizar os conselheiros tutelares, que passavam por capacitação. Já o Ministério Público preferiu não fornecer informações sob o argumento de proteger o menor.

A Secretaria da Educação do Estado informou que desde o início do ano o aluno é acompanhado por equipe multidisciplinar da rede municipal de Saúde para atendimento médico e psicológico. A diretoria de ensino solicitou há um mês à equipe médica avaliação psicodiagnóstica para saber se o menino, que sofre de transtorno comportamental, está apto a frequentar a escola sem oferecer riscos aos colegas.

Além disso, o Estado destacou que foram feitas diversas reuniões com os responsáveis pelo estudante a fim de cientificá-los sobre o comportamento do garoto e a importância de a família seguir adequadamente as recomendações médicas.



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Mães cobram solução para aluno agressor

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

07/08/2012 | 07:00


Mães de estudantes da EE Manoel Rodrigues, no Jardim Maria Eneida, em Mauá, cobram da Secretaria da Educação do Estado a resolução de um impasse: como conter um aluno que agride fisicamente colegas de classe, professoras, funcionários e diretores?

O estudante de 7 anos foi diagnosticado, segundo o Estado, com transtorno de comportamento. No início do ano, o menino foi transferido da EE Walt Disney, em tentativa de solucionar o problema recorrente. Mas a mudança de nada adiantou.

O assunto foi tema de reportagem do Diário em março. À época, o Estado informou que a diretoria de ensino municipal acompanhava o aluno e avaliava seu aprendizado para medir a necessidade de medidas específicas.

Passados cinco meses, os conflitos só mudaram de lugar. "Sabemos que ele tem direito de estudar, mas nossos filhos estão tendo o direito deles negado, já que as crianças ficam o tempo todo com medo e não prestam atenção na aula", observa a dona de casa Priscila Santos, 25, mãe de aluna da 2ª série do Ensino Fundamental, que teria apanhado do garoto agressivo há um mês.

O caso já foi discutido diversas vezes nas reuniões do conselho escolar, conta a estudante de pedagogia Débora Alencar, mãe de duas alunas que também já teriam sido agredidas. "Quem vai responder diante da possibilidade de alguém ser gravemente machucado?", questiona.

A reivindicação do grupo de mães é para que o garoto receba acompanhamento adequado. "Não se trata de exclui-lo, mas de dar a ele a devida atenção", complementa Débora.

No começo do ano, o Conselho Tutelar de Mauá informou que havia sido agendada reunião com a mãe do menino para que fosse dado encaminhamento. Ontem, a equipe do Diário não conseguiu localizar os conselheiros tutelares, que passavam por capacitação. Já o Ministério Público preferiu não fornecer informações sob o argumento de proteger o menor.

A Secretaria da Educação do Estado informou que desde o início do ano o aluno é acompanhado por equipe multidisciplinar da rede municipal de Saúde para atendimento médico e psicológico. A diretoria de ensino solicitou há um mês à equipe médica avaliação psicodiagnóstica para saber se o menino, que sofre de transtorno comportamental, está apto a frequentar a escola sem oferecer riscos aos colegas.

Além disso, o Estado destacou que foram feitas diversas reuniões com os responsáveis pelo estudante a fim de cientificá-los sobre o comportamento do garoto e a importância de a família seguir adequadamente as recomendações médicas.

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