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Produção de carros reage em
julho, com a redução do IPI

Crescimento das vendas também ajudou a equalizar o volume
de veículos em estoque, de acordo com os dados da Anfavea


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

07/08/2012 | 07:04


A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros colaborou para impulsionar em 8,8% a produção de veículos em julho frente a junho, de acordo com dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Foram fabricadas 297,8 mil unidades no mês passado. O número ficou 3,6% inferior ao total produzido no mesmo mês de 2011 e no acumulado dos sete primeiros meses do ano o segmento também segue com desempenho mais fraco (retração de 8,5%). No entanto, os dados mostram trajetória de recuperação do setor. (Veja tabela ao lado).

O estímulo tributário, que entrou em vigor no fim de maio, gerou preços mais em conta ao consumidor e fez as comercializações aumentarem. A associação mostra que, até abril, a média de vendas (contabilizando só automóveis e comerciais leves) girava em 12,3 mil unidades por dia, nos dois últimos meses, saltou para 16,5 mil.

Além da reação no volume fabricado, o crescimento das vendas equalizou os estoques das montadoras. O total estocado diminui de 29 para 27 dias. Isso significa que o segmento deverá, agora, continuar elevando a produção, se a demanda seguir aquecida.

E a Anfavea segue otimista, de que será possível ter crescimento de 4% a 5% nas vendas (o que daria 3,77 milhões a 3,8 milhões de veículos vendidos) e de 2% na produção em 2012, apesar da atual retração de 8,5% no total fabricado de janeiro a julho.

EXPECTATIVAS - O presidente da associação, Cledorvino Belini, espera que a economia se fortaleça, no segundo semestre, com aumento do crédito, redução de juros e queda da inadimplência. Em junho, os juros dos bancos das montadoras estavam em 16,77% ao ano, 3,93 pontos percentuais menores que no mesmo mês de 2011. A taxa de pagamentos em atraso, por sua vez, aumentou (está em 6% contra 3,8% em igual período de 2011). Esses percentuais se referem aos atrasos de mais de 90 dias, mas o dirigente cita que, na faixa de um a 90 dias, a taxa de não pagamentos já está em queda.

Apesar do otimismo, o presidente da associação das montadoras considera importante que haja prorrogação do IPI reduzido, para que o segmento se mantenha em ritmo ascendente. Ele destaca que o acordo de manutenção de empregos em todo o segmento está sendo respeitado. De dezembro até julho, houve a geração de 3.100 postos nas fabricantes.

Belini acrescenta que, mesmo com a redução do tributo houve aumento da arrecadação, com o crescimento das vendas. Em maio, o setor recolheu, por dia, estimados R$ 186 milhões e, na média dos últimos dois meses, R$ 187,8 milhões.

 

Setor de caminhões registra forte queda

Se para os carros, a redução do IPI gerou efeito favorável, para as vendas de caminhões, não surtiu resultado. A produção de caminhões no ano até julho é 39,4% menor na comparação com mesmo período de 2011.

A expectativa da associação das fabricantes, agora, é que, com a reação da economia, cresça o transporte de mercadorias, o que impulsionaria a demanda por esses veículos. Para Belini, o que o governo tinha de fazer para o segmento, já fez. "Baixou os juros e alongou os prazos do Finame", referindo-se à linha do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para compra de caminhões e ônibus.

REGIME AUTOMOTIVO - A entidade vem em conversações com o governo federal para se chegar a um entendimento em relação às regras do novo programa de Regime Automotivo, que passarão a valer em 2013.

Pelas conversas em andamento, os requisitos para que as montadoras brasileiras tenham benefícios tributários passarão por exigências ambientais (redução de emissões de poluentes) e também de conteúdo nacional, ou seja, requisitos de percentual de peças fabricadas no País (ou no Mercosul). Além disso, estuda-se o estabelecimento de cotas de importação de carros para empresas estrangeiras que tenham planos de montar fábricas, as que também se beneficiariam de vantagem tributária.



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Produção de carros reage em
julho, com a redução do IPI

Crescimento das vendas também ajudou a equalizar o volume
de veículos em estoque, de acordo com os dados da Anfavea

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

07/08/2012 | 07:04


A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros colaborou para impulsionar em 8,8% a produção de veículos em julho frente a junho, de acordo com dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Foram fabricadas 297,8 mil unidades no mês passado. O número ficou 3,6% inferior ao total produzido no mesmo mês de 2011 e no acumulado dos sete primeiros meses do ano o segmento também segue com desempenho mais fraco (retração de 8,5%). No entanto, os dados mostram trajetória de recuperação do setor. (Veja tabela ao lado).

O estímulo tributário, que entrou em vigor no fim de maio, gerou preços mais em conta ao consumidor e fez as comercializações aumentarem. A associação mostra que, até abril, a média de vendas (contabilizando só automóveis e comerciais leves) girava em 12,3 mil unidades por dia, nos dois últimos meses, saltou para 16,5 mil.

Além da reação no volume fabricado, o crescimento das vendas equalizou os estoques das montadoras. O total estocado diminui de 29 para 27 dias. Isso significa que o segmento deverá, agora, continuar elevando a produção, se a demanda seguir aquecida.

E a Anfavea segue otimista, de que será possível ter crescimento de 4% a 5% nas vendas (o que daria 3,77 milhões a 3,8 milhões de veículos vendidos) e de 2% na produção em 2012, apesar da atual retração de 8,5% no total fabricado de janeiro a julho.

EXPECTATIVAS - O presidente da associação, Cledorvino Belini, espera que a economia se fortaleça, no segundo semestre, com aumento do crédito, redução de juros e queda da inadimplência. Em junho, os juros dos bancos das montadoras estavam em 16,77% ao ano, 3,93 pontos percentuais menores que no mesmo mês de 2011. A taxa de pagamentos em atraso, por sua vez, aumentou (está em 6% contra 3,8% em igual período de 2011). Esses percentuais se referem aos atrasos de mais de 90 dias, mas o dirigente cita que, na faixa de um a 90 dias, a taxa de não pagamentos já está em queda.

Apesar do otimismo, o presidente da associação das montadoras considera importante que haja prorrogação do IPI reduzido, para que o segmento se mantenha em ritmo ascendente. Ele destaca que o acordo de manutenção de empregos em todo o segmento está sendo respeitado. De dezembro até julho, houve a geração de 3.100 postos nas fabricantes.

Belini acrescenta que, mesmo com a redução do tributo houve aumento da arrecadação, com o crescimento das vendas. Em maio, o setor recolheu, por dia, estimados R$ 186 milhões e, na média dos últimos dois meses, R$ 187,8 milhões.

 

Setor de caminhões registra forte queda

Se para os carros, a redução do IPI gerou efeito favorável, para as vendas de caminhões, não surtiu resultado. A produção de caminhões no ano até julho é 39,4% menor na comparação com mesmo período de 2011.

A expectativa da associação das fabricantes, agora, é que, com a reação da economia, cresça o transporte de mercadorias, o que impulsionaria a demanda por esses veículos. Para Belini, o que o governo tinha de fazer para o segmento, já fez. "Baixou os juros e alongou os prazos do Finame", referindo-se à linha do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para compra de caminhões e ônibus.

REGIME AUTOMOTIVO - A entidade vem em conversações com o governo federal para se chegar a um entendimento em relação às regras do novo programa de Regime Automotivo, que passarão a valer em 2013.

Pelas conversas em andamento, os requisitos para que as montadoras brasileiras tenham benefícios tributários passarão por exigências ambientais (redução de emissões de poluentes) e também de conteúdo nacional, ou seja, requisitos de percentual de peças fabricadas no País (ou no Mercosul). Além disso, estuda-se o estabelecimento de cotas de importação de carros para empresas estrangeiras que tenham planos de montar fábricas, as que também se beneficiariam de vantagem tributária.

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