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De Léon é o México na Bienal de Gravura


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

20/10/2005 | 09:38


Juan González de Léon é o representante do México na 3ª Bienal de Gravura de Santo André. A exposição do artista plástico fica em cartaz até 26 de novembro no saguão do Teatro Municipal andreense, com entrada franca. Alguns visitantes podem estranhar o fato de as obras dele estarem enquandradas no gênero gravura, já que são impressões digitais. "São gravuras, mas não no sentido ortodoxo. É uma maneira nova de ver a gravura. A área gráfica está se modificando muito com os novos meios tecnológicos", diz. Léon trabalha com diferentes linguagens, como fotografia e objetos, e une esses diferentes elementos nas impressões. Ele exibe trabalhos de diferentes séries.

Um dos conjuntos evidencia a preocupação do artista com a preservação ambiental, uma temática recorrente em sua carreira. "A exploração desse tema foi motivada por uma viagem que fiz ao Brasil 16 anos atrás, época em que não vi de perto, mas sobrevoei a Amazônia. A beleza do verde me fez pensar na proteção da natureza", afirma.

Numa das imagens desta série, Léon fotografou uma rua, no meio da qual colocou um objeto para proteger árvores construído por ele mesmo, o que mostra também sua faceta de designer. Só que o objeto, neste caso, não está protegendo nenhuma árvore.

Outras obras trazem fotografias de outdoors. Só que eles ou tiveram seu conteúdo apagado, ou um conteúdo criado, revelando novas realidades. Isso é feito por meio de programa de computador de manipulação de imagens. São composições de crítica à poluição visual.

"A minha proposta é criar obras com argumento. Não só exercícios plásticos, mas também trabalhos de caráter reflexivo", afirma o artista de 44 anos, há cerca de 20 trabalhando com artes plásticas.

Léon exibe ainda obras em que representa animais fictícios (objetos criados por ele e depois fotografados) e outra de homens-pássaro, alter-ego do artista.

No saguão do Teatro Municipal ainda há obras de artistas de Portugal, Espanha e Belém (PA). No saguão do auditório municipal estão trabalhos de Ermelindo Nardin e Luise Weiss, que integraram o júri da parte competitiva da Bienal. E no Salão de Exposições do Paço podem ser vistas obras selecionadas e premiadas no evento, além da sala especial dedicada à obra do xilogravurista Rubem Grilo. Os três espaços ficam um ao lado do outro. A entrada é gratuita para todas as mostras.



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De Léon é o México na Bienal de Gravura

Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

20/10/2005 | 09:38


Juan González de Léon é o representante do México na 3ª Bienal de Gravura de Santo André. A exposição do artista plástico fica em cartaz até 26 de novembro no saguão do Teatro Municipal andreense, com entrada franca. Alguns visitantes podem estranhar o fato de as obras dele estarem enquandradas no gênero gravura, já que são impressões digitais. "São gravuras, mas não no sentido ortodoxo. É uma maneira nova de ver a gravura. A área gráfica está se modificando muito com os novos meios tecnológicos", diz. Léon trabalha com diferentes linguagens, como fotografia e objetos, e une esses diferentes elementos nas impressões. Ele exibe trabalhos de diferentes séries.

Um dos conjuntos evidencia a preocupação do artista com a preservação ambiental, uma temática recorrente em sua carreira. "A exploração desse tema foi motivada por uma viagem que fiz ao Brasil 16 anos atrás, época em que não vi de perto, mas sobrevoei a Amazônia. A beleza do verde me fez pensar na proteção da natureza", afirma.

Numa das imagens desta série, Léon fotografou uma rua, no meio da qual colocou um objeto para proteger árvores construído por ele mesmo, o que mostra também sua faceta de designer. Só que o objeto, neste caso, não está protegendo nenhuma árvore.

Outras obras trazem fotografias de outdoors. Só que eles ou tiveram seu conteúdo apagado, ou um conteúdo criado, revelando novas realidades. Isso é feito por meio de programa de computador de manipulação de imagens. São composições de crítica à poluição visual.

"A minha proposta é criar obras com argumento. Não só exercícios plásticos, mas também trabalhos de caráter reflexivo", afirma o artista de 44 anos, há cerca de 20 trabalhando com artes plásticas.

Léon exibe ainda obras em que representa animais fictícios (objetos criados por ele e depois fotografados) e outra de homens-pássaro, alter-ego do artista.

No saguão do Teatro Municipal ainda há obras de artistas de Portugal, Espanha e Belém (PA). No saguão do auditório municipal estão trabalhos de Ermelindo Nardin e Luise Weiss, que integraram o júri da parte competitiva da Bienal. E no Salão de Exposições do Paço podem ser vistas obras selecionadas e premiadas no evento, além da sala especial dedicada à obra do xilogravurista Rubem Grilo. Os três espaços ficam um ao lado do outro. A entrada é gratuita para todas as mostras.

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