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Mudanças climáticas serão tema do Ciclo de Debates


Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

06/11/2005 | 08:14


A terça-feira no Imes (Universidade Municipal de São Caetano) será marcada por discussão importante sobre o clima no mundo – o 6º Ciclo de Debates Imes/Diário terá como tema Mudanças climáticas no planeta: causas e conseqüências. Os debatedores convidados são dois dos maiores especialistas das Américas no assunto – o professor do Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo), Luiz Gylvan Meira Filho, e o diretor de Geofísica da Universidade do Chile, Patrício Aceituno.

Meira Filho diz que vai focar a abordagem no posicionamento que deve ser adotado por empresas, sociedade e governos no sentido de tentar barrar as emissões de gases que alteram o clima. O chileno Aceituno vai começar sua apresentação com a pergunta Por que o tema da mudança do clima global passou a ser fonte de preocupação só nos últimos 20 ou 30 anos?. O debate será no auditório do campus I da universidade (avenida Goiás, 3.400), a partir das 19h30 desta terça-feira. As inscrições devem ser feitas até as 15h da mesma data, pelo telefone 4435-8173. O encontro é reservado para cem participantes.

Luiz Gylvan Meira Filho, doutor em Astrofísica pela Universidade do Colorado (EUA) e pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirma que sua apresentação não será “puramente científica”. Portanto, leigos no assunto poderão acompanhar o debate sem medo de se perder na condução do tema. “Embora eu não goste de ditar regras, vou procurar falar sobre o trabalho ideal que empresas, governos e cidadãos podem fazer para evitar mudanças climáticas. Ao contrário do que se pensa, as ações não são custosas do ponto de vista financeiro, mas, em alguns casos, dão trabalho”, diz o profissional, que também é conselheiro científico sênior da Secretaria da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Idéias – Entre os exemplos de medidas que as pessoas podem adotar para diminuir a emissão de gases que alteram o clima no planeta, está o uso do carro a álcool. “O etanol é combustível renovável”, ensina Meira Filho. Outra idéia é exigir que fornecedores de móveis e construções que utilizem madeira lancem mão de matéria-prima renovável. “São Paulo é um grande consumidor de madeira e, se os paulistas adotarem essa postura, darão grande contribuição para evitar o desmatamento, que é outra condição importante no contexto da alteração climática.”

O chileno Patrício Aceituno, PhD em Meteorologia, colocará ainda outras questões por ocasião do debate, que, como nos demais do ciclo, abrirá espaço para perguntas e observações dos participantes. “Como é possível definir cenários climáticos com várias décadas de antecedência se a credibilidade dos prognósticos meteorológicos diários e periódicos é bastante baixa? E como se interpretam esses cenários de caráter global em uma escala regional ou local (que é o que interessa às pessoas em geral)?”, discutirá Aceituno.



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Mudanças climáticas serão tema do Ciclo de Debates

Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

06/11/2005 | 08:14


A terça-feira no Imes (Universidade Municipal de São Caetano) será marcada por discussão importante sobre o clima no mundo – o 6º Ciclo de Debates Imes/Diário terá como tema Mudanças climáticas no planeta: causas e conseqüências. Os debatedores convidados são dois dos maiores especialistas das Américas no assunto – o professor do Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo), Luiz Gylvan Meira Filho, e o diretor de Geofísica da Universidade do Chile, Patrício Aceituno.

Meira Filho diz que vai focar a abordagem no posicionamento que deve ser adotado por empresas, sociedade e governos no sentido de tentar barrar as emissões de gases que alteram o clima. O chileno Aceituno vai começar sua apresentação com a pergunta Por que o tema da mudança do clima global passou a ser fonte de preocupação só nos últimos 20 ou 30 anos?. O debate será no auditório do campus I da universidade (avenida Goiás, 3.400), a partir das 19h30 desta terça-feira. As inscrições devem ser feitas até as 15h da mesma data, pelo telefone 4435-8173. O encontro é reservado para cem participantes.

Luiz Gylvan Meira Filho, doutor em Astrofísica pela Universidade do Colorado (EUA) e pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirma que sua apresentação não será “puramente científica”. Portanto, leigos no assunto poderão acompanhar o debate sem medo de se perder na condução do tema. “Embora eu não goste de ditar regras, vou procurar falar sobre o trabalho ideal que empresas, governos e cidadãos podem fazer para evitar mudanças climáticas. Ao contrário do que se pensa, as ações não são custosas do ponto de vista financeiro, mas, em alguns casos, dão trabalho”, diz o profissional, que também é conselheiro científico sênior da Secretaria da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Idéias – Entre os exemplos de medidas que as pessoas podem adotar para diminuir a emissão de gases que alteram o clima no planeta, está o uso do carro a álcool. “O etanol é combustível renovável”, ensina Meira Filho. Outra idéia é exigir que fornecedores de móveis e construções que utilizem madeira lancem mão de matéria-prima renovável. “São Paulo é um grande consumidor de madeira e, se os paulistas adotarem essa postura, darão grande contribuição para evitar o desmatamento, que é outra condição importante no contexto da alteração climática.”

O chileno Patrício Aceituno, PhD em Meteorologia, colocará ainda outras questões por ocasião do debate, que, como nos demais do ciclo, abrirá espaço para perguntas e observações dos participantes. “Como é possível definir cenários climáticos com várias décadas de antecedência se a credibilidade dos prognósticos meteorológicos diários e periódicos é bastante baixa? E como se interpretam esses cenários de caráter global em uma escala regional ou local (que é o que interessa às pessoas em geral)?”, discutirá Aceituno.

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