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Velórios fecham as portas às 19h


Paula Nunes
Do Diário do Grande ABC

06/07/2006 | 07:51


A prática de interromper os velórios nos cemitérios de Santo André durante a madrugada por medo de assaltos foi praticamente institucionalizada no cemitério da Vila Pires. Em toda a área de acesso às salas utilizadas para que amigos e parentes façam o velório, placas informam que “em caso de preferência pela interrupção da cerimônia” que a mesma só poderá ser reaberta às 7h do dia seguinte. Às vezes, nem mesmo nesse horário há funcionário no cemitério para abrir a porta.

“Tivemos de buscar a chave para conseguir abrir a sala porque o funcionário chegou atrasado”, conta o aposentado Dirceu Geraldini que optou por fechar o velório da sobrinha às 22h30 do último sábado, para reabri-lo no domingo. “Durante a noite, não fica nenhum funcionário, nem da limpeza”, queixa-se.

Usuários acreditavam que com a instalação recente de portas de vidro nos três cemitérios municipais da cidade (Vila Pires, Vila Assunção e Curuçá) seria uma forma encontrada pela Prefeitura de garantir segurança aos usuários. Mas não foi o que aconteceu. Segundo o diretor do Serviço Funerário Municipal, Manoel Cunha de Castro, as portas foram colocadas para dar mais tranqüilidade e conforto para as famílias que velam seus os corpos. “Elas podem fechar as portas tanto para se sentirem mais seguras, quanto para diminuir o frio”, diz.

Os velórios continuam fechando ao anoitecer e reabrindo de manhã. Os seis funcionários que trabalham no Vila Pires encerram seus expedientes às 19h. No cemitério da Vila Assunção também. Somente o Curuçá, devido ao intenso movimento, garante servidores no período noturno.

Para o advogado José Carlos do Nascimento é um “absurdo” a total falta de segurança no cemitério. “Segurança é algo essencial, principalmente na atual situação em que vivemos. Estou aqui (no Curuçá) há quatro horas e não vi, até agora, nenhum patrulhamento, nem da Guarda Civil Municipal, nem da Polícia Militar, nem mesmo guardinha de rua”, disse.

A Prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a Guarda Municipal executa rondas periódicas nos três cemitérios, mas não soube dizer com freqüência isso acontece. Durante o período em que a reportagem percorreu os locais, nenhum carro da Guarda foi visto.


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Velórios fecham as portas às 19h

Paula Nunes
Do Diário do Grande ABC

06/07/2006 | 07:51


A prática de interromper os velórios nos cemitérios de Santo André durante a madrugada por medo de assaltos foi praticamente institucionalizada no cemitério da Vila Pires. Em toda a área de acesso às salas utilizadas para que amigos e parentes façam o velório, placas informam que “em caso de preferência pela interrupção da cerimônia” que a mesma só poderá ser reaberta às 7h do dia seguinte. Às vezes, nem mesmo nesse horário há funcionário no cemitério para abrir a porta.

“Tivemos de buscar a chave para conseguir abrir a sala porque o funcionário chegou atrasado”, conta o aposentado Dirceu Geraldini que optou por fechar o velório da sobrinha às 22h30 do último sábado, para reabri-lo no domingo. “Durante a noite, não fica nenhum funcionário, nem da limpeza”, queixa-se.

Usuários acreditavam que com a instalação recente de portas de vidro nos três cemitérios municipais da cidade (Vila Pires, Vila Assunção e Curuçá) seria uma forma encontrada pela Prefeitura de garantir segurança aos usuários. Mas não foi o que aconteceu. Segundo o diretor do Serviço Funerário Municipal, Manoel Cunha de Castro, as portas foram colocadas para dar mais tranqüilidade e conforto para as famílias que velam seus os corpos. “Elas podem fechar as portas tanto para se sentirem mais seguras, quanto para diminuir o frio”, diz.

Os velórios continuam fechando ao anoitecer e reabrindo de manhã. Os seis funcionários que trabalham no Vila Pires encerram seus expedientes às 19h. No cemitério da Vila Assunção também. Somente o Curuçá, devido ao intenso movimento, garante servidores no período noturno.

Para o advogado José Carlos do Nascimento é um “absurdo” a total falta de segurança no cemitério. “Segurança é algo essencial, principalmente na atual situação em que vivemos. Estou aqui (no Curuçá) há quatro horas e não vi, até agora, nenhum patrulhamento, nem da Guarda Civil Municipal, nem da Polícia Militar, nem mesmo guardinha de rua”, disse.

A Prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a Guarda Municipal executa rondas periódicas nos três cemitérios, mas não soube dizer com freqüência isso acontece. Durante o período em que a reportagem percorreu os locais, nenhum carro da Guarda foi visto.

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