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'Aprendi mais para fazer um governo melhor ainda'

Heloisa Ballarini/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

* Cláudio César de Souza

27/06/2010 | 07:04


Líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, 57 anos, promete implantar em todas as regiões do Estado centros de formação profissional básica caso volte ao Palácio dos Bandeirantes na eleição de 3 de outubro. Os centros de formação profissional serão implementados através de um programa que o ex-governador denominou de Via Rápida do Emprego e o objetivo é de que complementem o atual sistema de ensino profissionalizante formado por Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia).

O político tucano também elevou o tom das críticas ao presidente Lula (PT) e à presidenciável petista Dilma Rousseff, acusando-os de desrespeitar a legislação eleitoral e fazer campanha antecipada, e defendeu a comparação entre Dilma e o presidenciável José Serra (PSDB).

Na entrevista, Alckmin também defende seu legado de seis anos à frente do governo paulista e promete ampliar o número de escolas de tempo integral caso seja eleito para novo mandato no Executivo estadual.

Leia abaixo os principais trechos.

O que motivou o senhor a disputar de novo o governo de São Paulo após comandar o Estado por seis anos?
GERALDO ALCKMIN - Nossa motivação é servir e trabalhar para melhorar a vida da nossa população. Acumulei mais experiência ainda, aprendi mais ainda para fazer um governo melhor ainda. Avançando na questão do desenvolvimento, da Educação, da Saúde e da Segurança Pública. Então, pretendo fazer o melhor programa de governo e a campanha mais empolgante em benefício da população de São Paulo. Com humildade, mas com muita garra.

Caso o senhor seja eleito em 3 de outubro, o que pretende propor de diferente em relação aos seus mandatos anteriores no Palácio dos Bandeirantes?
ALCKMIN - Na Educação, duas propostas. A primeira proposta é escola de tempo integral, que eu comecei com 500 e pretendo ampliar fortemente. Isso é importante para o aluno, que vai aprender melhor e ter um futuro melhor. Quero fazer um governo voltado à criança e ao jovem. E é importante para as famílias, que vão saber que seus filhos estão numa boa escola e terão um bom futuro. Ainda na questão educacional, eu pretendo criar o que chamo de Via Rápida para o Emprego.Hoje nós temos no Centro Paula Souza Etec e Fatec. A Fatec é faculdade de três anos com vestibular e a Etec com um ano e meio, mas precisa ter diploma de Ensino Médio e vestibulinho. Temos muita gente que precisa ter o básico. Hoje não tem pedreiro, eletricista, encanador, azulejista, piloteira e costureira. Então, estamos levantando todas as áreas onde há mais falta de mão de obra e de recursos humanos bem capacitados. Vou fazer em todas as regiões do Estado os centros de formação profissional de 200 horas, 400 horas, 600 horas. Serão cursos que a pessoa não precisa estudar um ano e meio e nem fazer vestibular. Então, serão cursos de dois meses, três meses, para que as pessoas tenham via rápida para o emprego. Pretendo criar esses centros de formação profissional em todas as regiões administrativas do Estado.

Os governos do senhor receberam muitas críticas, principalmente nas áreas de Educação e Segurança Pública. Como analisa essas críticas?
ALCKMIN - Em relação às críticas, não tem nenhum problema e elas são sempre bem-vindas. Agora, tem que saber se a crítica tem procedência. Na questão da Educação, São Paulo avançou. Nós tínhamos as crianças pouco mais de três horas nas escolas e passamos para cinco horas aula e em três dias da semana seis horas aula e 500 escolas de tempo integral. Então, nós avançamos. Capacitação permanente para os professores, estímulo ao mérito com pagamento de bônus e pretendo avançar mais na valorização salarial dos professores e com escola de tempo integral. Também pretendo avançar na questão do ensino profissionalizante com a chamada via rápida para o emprego. Na Segurança Pública, São Paulo é um case mundial. É raro no mundo você ter um Estado que reduziu 70% os índices de homicídios. O que tem crescido é tráfico de drogas e de armas, que dependem do governo federal.

O senhor tem feito duras críticas ao presidente Lula e sua candidata à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), acusando-os de descumprimento da legislação eleitoral. Está havendo uso da máquina administrativa em favor da candidatura da ex-ministra?
ALCKMIN - A democracia pressupõe o respeito à lei. Ninguém está acima da lei. Quanto maior o cargo e a responsabilidade, mais importante é o exemplo. De respeitar a legislação e de cumprir as determinações de natureza judicial. Isso é importante e a lei é clara. A campanha só pode começar a partir do dia 6 de julho. E foi mais clara ainda a legislação quando disse que o governo tem que governar. Quem faz campanha é partido político. O governo não é para fazer campanha.

O senhor aproveitou a convenção em que foi lançado candidato para atacar a inexperiência administrativa da presidenciável Dilma Rousseff. Teme que a eventual vitória dela provoque um retrocesso no país?
ALCKMIN - Eu vejo que a experiência é absolutamente necessária. Primeiro, porque são as experiências vividas que lhe dão segurança para acertar mais e tomar as melhores decisões. Segundo, que o Brasil não é um País fácil de ser governo porque é um País continental. É o quinto maior país do mundo, um País muito populoso e com grandes diferenças regionais. Então, experiência é importante. Eu vejo que o Serra está extremamente preparado e se preparou para ser presidente. Foi secretário de Estado, deputado, ministro do Planejamento e da Saúde, senador por São Paulo, prefeito da maior cidade brasileira e governador de um Estado que tem o tamanho de um país como São Paulo. E tem sensibilidade para poder enxergar os problemas da população, tirar do papel e resolver. Temos grandes problemas no Brasil de Saúde, Segurança Pública, Educação e econômicos. Temos enormes desafios aí pela frente e o próximo presidente tem que estar preparado. Acho que a experiência é importante. O Serra disputou, perdeu e ganhou eleições. Então, se preparou para essa tarefa.

* do Jornal Vale



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'Aprendi mais para fazer um governo melhor ainda'

* Cláudio César de Souza

27/06/2010 | 07:04


Líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, 57 anos, promete implantar em todas as regiões do Estado centros de formação profissional básica caso volte ao Palácio dos Bandeirantes na eleição de 3 de outubro. Os centros de formação profissional serão implementados através de um programa que o ex-governador denominou de Via Rápida do Emprego e o objetivo é de que complementem o atual sistema de ensino profissionalizante formado por Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia).

O político tucano também elevou o tom das críticas ao presidente Lula (PT) e à presidenciável petista Dilma Rousseff, acusando-os de desrespeitar a legislação eleitoral e fazer campanha antecipada, e defendeu a comparação entre Dilma e o presidenciável José Serra (PSDB).

Na entrevista, Alckmin também defende seu legado de seis anos à frente do governo paulista e promete ampliar o número de escolas de tempo integral caso seja eleito para novo mandato no Executivo estadual.

Leia abaixo os principais trechos.

O que motivou o senhor a disputar de novo o governo de São Paulo após comandar o Estado por seis anos?
GERALDO ALCKMIN - Nossa motivação é servir e trabalhar para melhorar a vida da nossa população. Acumulei mais experiência ainda, aprendi mais ainda para fazer um governo melhor ainda. Avançando na questão do desenvolvimento, da Educação, da Saúde e da Segurança Pública. Então, pretendo fazer o melhor programa de governo e a campanha mais empolgante em benefício da população de São Paulo. Com humildade, mas com muita garra.

Caso o senhor seja eleito em 3 de outubro, o que pretende propor de diferente em relação aos seus mandatos anteriores no Palácio dos Bandeirantes?
ALCKMIN - Na Educação, duas propostas. A primeira proposta é escola de tempo integral, que eu comecei com 500 e pretendo ampliar fortemente. Isso é importante para o aluno, que vai aprender melhor e ter um futuro melhor. Quero fazer um governo voltado à criança e ao jovem. E é importante para as famílias, que vão saber que seus filhos estão numa boa escola e terão um bom futuro. Ainda na questão educacional, eu pretendo criar o que chamo de Via Rápida para o Emprego.Hoje nós temos no Centro Paula Souza Etec e Fatec. A Fatec é faculdade de três anos com vestibular e a Etec com um ano e meio, mas precisa ter diploma de Ensino Médio e vestibulinho. Temos muita gente que precisa ter o básico. Hoje não tem pedreiro, eletricista, encanador, azulejista, piloteira e costureira. Então, estamos levantando todas as áreas onde há mais falta de mão de obra e de recursos humanos bem capacitados. Vou fazer em todas as regiões do Estado os centros de formação profissional de 200 horas, 400 horas, 600 horas. Serão cursos que a pessoa não precisa estudar um ano e meio e nem fazer vestibular. Então, serão cursos de dois meses, três meses, para que as pessoas tenham via rápida para o emprego. Pretendo criar esses centros de formação profissional em todas as regiões administrativas do Estado.

Os governos do senhor receberam muitas críticas, principalmente nas áreas de Educação e Segurança Pública. Como analisa essas críticas?
ALCKMIN - Em relação às críticas, não tem nenhum problema e elas são sempre bem-vindas. Agora, tem que saber se a crítica tem procedência. Na questão da Educação, São Paulo avançou. Nós tínhamos as crianças pouco mais de três horas nas escolas e passamos para cinco horas aula e em três dias da semana seis horas aula e 500 escolas de tempo integral. Então, nós avançamos. Capacitação permanente para os professores, estímulo ao mérito com pagamento de bônus e pretendo avançar mais na valorização salarial dos professores e com escola de tempo integral. Também pretendo avançar na questão do ensino profissionalizante com a chamada via rápida para o emprego. Na Segurança Pública, São Paulo é um case mundial. É raro no mundo você ter um Estado que reduziu 70% os índices de homicídios. O que tem crescido é tráfico de drogas e de armas, que dependem do governo federal.

O senhor tem feito duras críticas ao presidente Lula e sua candidata à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), acusando-os de descumprimento da legislação eleitoral. Está havendo uso da máquina administrativa em favor da candidatura da ex-ministra?
ALCKMIN - A democracia pressupõe o respeito à lei. Ninguém está acima da lei. Quanto maior o cargo e a responsabilidade, mais importante é o exemplo. De respeitar a legislação e de cumprir as determinações de natureza judicial. Isso é importante e a lei é clara. A campanha só pode começar a partir do dia 6 de julho. E foi mais clara ainda a legislação quando disse que o governo tem que governar. Quem faz campanha é partido político. O governo não é para fazer campanha.

O senhor aproveitou a convenção em que foi lançado candidato para atacar a inexperiência administrativa da presidenciável Dilma Rousseff. Teme que a eventual vitória dela provoque um retrocesso no país?
ALCKMIN - Eu vejo que a experiência é absolutamente necessária. Primeiro, porque são as experiências vividas que lhe dão segurança para acertar mais e tomar as melhores decisões. Segundo, que o Brasil não é um País fácil de ser governo porque é um País continental. É o quinto maior país do mundo, um País muito populoso e com grandes diferenças regionais. Então, experiência é importante. Eu vejo que o Serra está extremamente preparado e se preparou para ser presidente. Foi secretário de Estado, deputado, ministro do Planejamento e da Saúde, senador por São Paulo, prefeito da maior cidade brasileira e governador de um Estado que tem o tamanho de um país como São Paulo. E tem sensibilidade para poder enxergar os problemas da população, tirar do papel e resolver. Temos grandes problemas no Brasil de Saúde, Segurança Pública, Educação e econômicos. Temos enormes desafios aí pela frente e o próximo presidente tem que estar preparado. Acho que a experiência é importante. O Serra disputou, perdeu e ganhou eleições. Então, se preparou para essa tarefa.

* do Jornal Vale

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