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Empresa vencedora de licitação da Craisa depõe em Santo André


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2006 | 08:10


A CPI da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) interroga nesta terça-feira, às 9h, Emerson Clayton da Silva, e às 10h, Irinaldo Torres dos Reis. Ambos são representantes da Gib Locações, empresa vencedora da licitação que vem sendo objeto de investigação por apresentar indícios de irregularidades.

Segundo o empresário José Caboclo Neto, derrotado no processo licitatório e autor das denúncias, a Gib foi beneficiada para vencer o certame. Neto reclama que a empresa não tem capacidade técnica para exercer o serviço de transporte de merenda. Há suspeitas, ainda não confirmadas, de que a Gib, instalada em Mauá, tem ligação com políticos daquela cidade – o que explicaria as vantagens na hora de concorrer ao certame.

Até o momento, a Gib não se pronunciou a respeito do caso. Luiz Custódio, que se apresenta como advogado da Gib, afirmou que os proprietários da empresa vêm recebendo ameaças desde que as denúncias tornaram-se públicas. “Ele (Emerson Clayton, proprietário da Gib) não quer se prejudicar ainda mais. Mas tão logo as investigações avancem, ele se compromete a falar com a imprensa”, garante.

Outro a prestar depoimento nesta terça-feira é Lesley da Silva, presidente do Conselho de Administração da Cooperauto (Cooperativa de Locações de Veículos de Motoristas Autônomos), acusada – juntamente com a Escuna Locadora de Veículos – de conluio (conspiração) para favorecer a Gib. “Não temos nada a esconder. Infelizmente, aqui fazem CPI para apurar menor preço”, rebate Silva.

Bronca – Na avaliação de Caboclo Neto, tanto Cooperauto quanto Escuna não tinham condições de participar dos pregões. Ainda assim, segundo ele, só entraram no processo e ofereceram valores baixos a fim de desclassificar a concorrência no quesito ‘preço‘ a partir do quarto colocado. Outra reclamação é referente ao dono da Gib, que até hoje ocuparia um cargo na diretoria da Cooperauto. A prática afrontaria a legislação que rege as cooperativas, que proíbe um cooperado de constituir uma empresa no mesmo ramo de atuação para concorrer com a cooperativa. Além disso, ele acusa a Gib e a Cooperauto de funcionarem no mesmo endereço.

Antes de a Gib vencer a licitação, a Cooperauto havia oferecido o menor valor para o transporte de merenda, mas foi desclassificada por conta da falta de documentação. A Escuna foi a terceira colocada no pregão. O depoimento de Ricardo Antonio, proprietário da Escuna, está marcado para o dia 13 de junho, às 9h. Ele afirmou estar tranqüilo para responder aos questionamentos da comissão, mas não quis comentar nada até falar com a CPI.


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Empresa vencedora de licitação da Craisa depõe em Santo André

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2006 | 08:10


A CPI da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) interroga nesta terça-feira, às 9h, Emerson Clayton da Silva, e às 10h, Irinaldo Torres dos Reis. Ambos são representantes da Gib Locações, empresa vencedora da licitação que vem sendo objeto de investigação por apresentar indícios de irregularidades.

Segundo o empresário José Caboclo Neto, derrotado no processo licitatório e autor das denúncias, a Gib foi beneficiada para vencer o certame. Neto reclama que a empresa não tem capacidade técnica para exercer o serviço de transporte de merenda. Há suspeitas, ainda não confirmadas, de que a Gib, instalada em Mauá, tem ligação com políticos daquela cidade – o que explicaria as vantagens na hora de concorrer ao certame.

Até o momento, a Gib não se pronunciou a respeito do caso. Luiz Custódio, que se apresenta como advogado da Gib, afirmou que os proprietários da empresa vêm recebendo ameaças desde que as denúncias tornaram-se públicas. “Ele (Emerson Clayton, proprietário da Gib) não quer se prejudicar ainda mais. Mas tão logo as investigações avancem, ele se compromete a falar com a imprensa”, garante.

Outro a prestar depoimento nesta terça-feira é Lesley da Silva, presidente do Conselho de Administração da Cooperauto (Cooperativa de Locações de Veículos de Motoristas Autônomos), acusada – juntamente com a Escuna Locadora de Veículos – de conluio (conspiração) para favorecer a Gib. “Não temos nada a esconder. Infelizmente, aqui fazem CPI para apurar menor preço”, rebate Silva.

Bronca – Na avaliação de Caboclo Neto, tanto Cooperauto quanto Escuna não tinham condições de participar dos pregões. Ainda assim, segundo ele, só entraram no processo e ofereceram valores baixos a fim de desclassificar a concorrência no quesito ‘preço‘ a partir do quarto colocado. Outra reclamação é referente ao dono da Gib, que até hoje ocuparia um cargo na diretoria da Cooperauto. A prática afrontaria a legislação que rege as cooperativas, que proíbe um cooperado de constituir uma empresa no mesmo ramo de atuação para concorrer com a cooperativa. Além disso, ele acusa a Gib e a Cooperauto de funcionarem no mesmo endereço.

Antes de a Gib vencer a licitação, a Cooperauto havia oferecido o menor valor para o transporte de merenda, mas foi desclassificada por conta da falta de documentação. A Escuna foi a terceira colocada no pregão. O depoimento de Ricardo Antonio, proprietário da Escuna, está marcado para o dia 13 de junho, às 9h. Ele afirmou estar tranqüilo para responder aos questionamentos da comissão, mas não quis comentar nada até falar com a CPI.

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