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Vítima luta com seqüestradores em São Bernardo


Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

31/08/2004 | 14:45


Dois seqüestros relâmpagos marcaram a noite de domingo de São Bernardo. Em um dos casos, o autônomo José Antônio Pimentel, 36 anos, foi surpreendido na região central da cidade, levou uma coronhada na cabeça e outra nas costas, e só foi libertado no Jardim Los Angeles. No outro, o mecânico Jair Roberto Tevisan, 48, foi abordado no bairro Assunção, ficou uma hora em poder de cinco assaltantes e foi solto no bairro Cooperativa.

Pimentel saía de um bar na altura do número 1.300 da rua Santa Filomena com dois amigos quando foi abordado por um homem armado. O assaltante disse que acabara de atirar em uma pessoa e que precisava fugir. Ele obrigou as vítimas a entrar no carro do autônomo, um Tempra azul, e seguir para o bairro Batistini. "Quando eu estava indo para o meu carro ouvi um barulho de tiro, mas nunca imaginei que seria seqüestrado. O ladrão chegou e disse que tinha baleado um homem e que para fazer isso de novo não custava. Entramos no carro e ele sentou no banco de trás. Depois de uns 500 metros um dos meus amigos, que estava muito nervoso, pediu para descer e ele deixou", disse o autônomo.

Enquanto seguia para o bairro Batistini, Pimentel perguntou porque estariam indo para aquele local e o ladrão respondeu que precisava devolver a arma para um colega. "Na rua Mato Grosso, ele (o assaltante) pediu para o meu amigo descer do carro e ligar para um número, combinando um lugar para entregar a arma. Em seguida, chegou o comparsa dele e nos colocaram no banco de trás", afirmou Pimentel.

Começaram a rodar com as vítimas e seguiram para o Jardim Los Angeles. Durante o percurso, o celular de um dos assaltantes tocou e ele falou para as vítimas que as jogariam em uma represa. "Nessa hora entrei em desespero e agarrei o homem que estava com a arma enquanto o meu amigo segurou o outro. O carro desgovernou e entrou em um matagal. Caímos do carro e o assaltante conseguiu pegar a arma da minha mão e me deu as coronhadas. Nos ameaçaram matar, mas desistiram e nos mandaram sair correndo", disse Pimentel.

O autônomo saiu correndo para um lado e seu amigo para outro. Na rua São Pedro, no Jardim Los Angeles, Pimentel encontrou um telefone e ligou para a polícia, que foi para o local onde estava a vítima. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro Central, medicado e liberado.

Horas depois, a polícia encontrou o carro de Pimentel abandonado na altura do número 5 da rua Amabile Orsine Ortega, no Jardim Los Angeles. Próximo ao carro estava uma mochila com os documentos de Rodrigo da Silva Nascimento, 19 anos, suspeito do assalto. Pimentel o reconheceu como sendo o homem que o abordou.

Outro caso - Já o mecânico Jair Roberto Tevisan, 48 anos, foi abordado por uma Quantun preta com cinco homens, um deles armado, quando estava com seu carro, uma Parati prata, na altura do número 1.500 da avenida Robert Kennedy, no bairro Assunção, na madrugada de domingo. A vítima foi obrigada a ir para o banco de trás e ficar com a cabeça abaixada, enquanto mais quatro homens entravam no carro.

O mecânico ficou uma hora em poder dos assaltantes e só foi libertado no bairro Cooperativa. Os ladrões levaram o carro e documentos de Tevisan. Segundo a mulher da vítima, que preferiu não se identificar, o veículo foi localizado no Jardim Nazaré. "Eles levaram o rádio do carro e os documentos do meu marido. Graças a Deus que não fizeram nada com ele", disse.



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