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Indonésia lembra dois anos de tsunami em meio a novo desastre


Da AFP

26/12/2006 | 09:18


A Indonésia lembra nesta terça-feira o segundo aniversário da tsunami no Oceano Índico que causou a morte de 168 mil pessoas na província de Aceh, onde graves inundações nos últimos dias deixaram mais de 100 mortos e 300 mil desabrigados.

Alguns sobreviventes do maremoto se vêem novamente ameaçados pela força da água.

"Estou triste de ter que ir embora. Perdi meu primo e muitos membros da família na tsunami", explica Nigia, que teve que abandonar sua casa no vilarejo de Arakundo (Aceh), afetado pelas inundações.

Na ilha Bali, 15 mil pessoas, a maioria estudantes, participaram nesta terça-feira em uma simulação de tsunami.

O maremoto de 2004, provocado por um terremoto de 9,3 graus na escala Richter, deixou no arquipélago indonésio quase 600 mil pessoas desabrigadas.

A reconstrução, financiada por doações estrangeiras, evolui em bom ritmo, mas ainda resta muito por fazer. Entre 50 mil e 70 mil indonésios, segundo fontes oficiais e ONGs, ainda vivem em barracas pré-fabricadas, cada vez mais insalubres.

Outros países da Ásia também lembraram as vítimas da onda gigante de 2004, que deixou mais de 220 mil mortos no continente.

A Tailândia recordou discretamente o segundo aniversário da tsunami que arrasou parte de sua costa ocidental, com um balanço oficial de 5.400 mortos, metade deles turistas estrangeiros.

A célebre praia de Patong, em Pukhet, foi cenário de uma cerimônia religiosa. Outra aconteceu na vila de pescadores de Ban Nam Khem, convertida no símbolo da catástrofe.

"Perdi meu pai, a mulher dele e meu irmão há dois anos", comenta Linda Sander, uma sueca de 22 anos e uma das poucas estrangeiras presentes na cerimônia de Ban Nam Khem, que reuniu religiosos budistas, cristãos e muçulmanos.

Desde o amanhecer, sobreviventes da tsunami e familiares se posicionaram diante do mar e depositaram flores, sem conter as lágrimas.

Sri Lanka, onde 31 mil pessoas morreram na tsunami, declarou o "dia da segurança nacional" para sensibilizar a população a respeito das catástrofes naturais.

O presidente Mahinda Rajapakse inaugurou uma estátua de Buda na cidade de Peraliya (sul), de onde mil passageiros de um trem foram literalmente engolidos pela água em 2004.

O presidente, que admitiu no ano passado que os esforços de reconstrução eram insuficientes, desejou que o país se concentre na "aceleração das tarefas de restauração".

A corrupção e a guerra entre o Exército do Sri Lanka e a rebelião tâmil bloqueiam os bilhões de dólares de ajuda estrangeira prometidos às vítimas



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Indonésia lembra dois anos de tsunami em meio a novo desastre

Da AFP

26/12/2006 | 09:18


A Indonésia lembra nesta terça-feira o segundo aniversário da tsunami no Oceano Índico que causou a morte de 168 mil pessoas na província de Aceh, onde graves inundações nos últimos dias deixaram mais de 100 mortos e 300 mil desabrigados.

Alguns sobreviventes do maremoto se vêem novamente ameaçados pela força da água.

"Estou triste de ter que ir embora. Perdi meu primo e muitos membros da família na tsunami", explica Nigia, que teve que abandonar sua casa no vilarejo de Arakundo (Aceh), afetado pelas inundações.

Na ilha Bali, 15 mil pessoas, a maioria estudantes, participaram nesta terça-feira em uma simulação de tsunami.

O maremoto de 2004, provocado por um terremoto de 9,3 graus na escala Richter, deixou no arquipélago indonésio quase 600 mil pessoas desabrigadas.

A reconstrução, financiada por doações estrangeiras, evolui em bom ritmo, mas ainda resta muito por fazer. Entre 50 mil e 70 mil indonésios, segundo fontes oficiais e ONGs, ainda vivem em barracas pré-fabricadas, cada vez mais insalubres.

Outros países da Ásia também lembraram as vítimas da onda gigante de 2004, que deixou mais de 220 mil mortos no continente.

A Tailândia recordou discretamente o segundo aniversário da tsunami que arrasou parte de sua costa ocidental, com um balanço oficial de 5.400 mortos, metade deles turistas estrangeiros.

A célebre praia de Patong, em Pukhet, foi cenário de uma cerimônia religiosa. Outra aconteceu na vila de pescadores de Ban Nam Khem, convertida no símbolo da catástrofe.

"Perdi meu pai, a mulher dele e meu irmão há dois anos", comenta Linda Sander, uma sueca de 22 anos e uma das poucas estrangeiras presentes na cerimônia de Ban Nam Khem, que reuniu religiosos budistas, cristãos e muçulmanos.

Desde o amanhecer, sobreviventes da tsunami e familiares se posicionaram diante do mar e depositaram flores, sem conter as lágrimas.

Sri Lanka, onde 31 mil pessoas morreram na tsunami, declarou o "dia da segurança nacional" para sensibilizar a população a respeito das catástrofes naturais.

O presidente Mahinda Rajapakse inaugurou uma estátua de Buda na cidade de Peraliya (sul), de onde mil passageiros de um trem foram literalmente engolidos pela água em 2004.

O presidente, que admitiu no ano passado que os esforços de reconstrução eram insuficientes, desejou que o país se concentre na "aceleração das tarefas de restauração".

A corrupção e a guerra entre o Exército do Sri Lanka e a rebelião tâmil bloqueiam os bilhões de dólares de ajuda estrangeira prometidos às vítimas

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