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'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido há muito tempo', diz Mourão

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


18/12/2020 | 10:39


Na mesma linha de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta sexta-feira que a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 já estava "definida há muito tempo". Segundo ele, é "normal" que medidas restritivas possam ocorrer no futuro, a exemplo de outros imunizantes, como a febre amarela. Ele criticou, contudo, a "agitação" em torno do assunto.

"Essa questão da vacina o presidente (Jair Bolsonaro) desde o começo colocou que ninguém vai agarrar ninguém para vacinar. Então, a vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido há muito tempo, mas vai ter gente que não vai se vacinar", disse na chegada à vice-presidência pela manhã.

Na visão dele, uma vez que a vacina seja disponibilizada para todos, medidas poderão ser aplicadas cobrando a vacina como requisito para certas atividades. "Depois que a gente conseguir disponibilizar a vacina para toda a população poderão em algum momento ocorrer medidas até de... como é o caso, por exemplo, da vacina para febre amarela, você só viaja para determinadas regiões tendo sido vacinado", comentou.

Na quinta-feira, 17, a maior parte dos ministros do Supremo foi a favor da vacinação obrigatória, sem que isso signifique uma imunização à força. Na prática, Estados e municípios terão autonomia para definir sanções contra quem não tomar a vacina, desde que sejam medidas razoáveis e amparadas em leis.

"No próprio serviço público, vou dizer aqui, nas Forças Armadas para ingressar tem que apresentar certificado de algumas vacinas. Então, isso poderá ocorrer no futuro, mas é uma coisa normal isso aí. O que está sendo feito é muita agitação em torno de algo que já é normal na nossa vida", declarou o vice.

Questionado, Mourão evitou responder se a falta de imunizantes para toda a população, prevista por Bolsonaro, poderá atrasar o retorno à normalidade. Ele destacou previsão do Ministério da Saúde de imunizar 150 milhões de brasileiros no ano que vem. O vice-presidente também reforçou que tomará o imunizante desde que seja "eficaz e seguro". "Não (tomarei) uma daquela que depois eu vá passar mal, eu sou velhinho não pode dar mole não, pô", brincou.

Mais uma vez, o vice-presidente defendeu aguardar até que as vacinas estejam disponíveis no País. "Uma coisa é clara, a vacina já tem, é só chegar. Vamos olhar o seguinte, nenhuma dessas empresas que estão fabricando a vacina pediram o registro aqui no Brasil, nem emergencial nem definitivo, estamos aguardando", disse.

Mourão também comentou o discurso pacificador feito pelo presidente Jair Bolsonaro no evento de lançamento do plano nacional de vacinação na última quarta-feira, 16. No dia, o chefe do Executivo minimizou "excessos" ocorridos durante a pandemia, pregando união entre o Executivo e os governadores. "O presidente tem uma sensibilidade muito grande, às vezes vocês podem achar que não, mas ele tem essa sensibilidade", observou Mourão.



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'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido há muito tempo', diz Mourão


18/12/2020 | 10:39


Na mesma linha de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta sexta-feira que a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 já estava "definida há muito tempo". Segundo ele, é "normal" que medidas restritivas possam ocorrer no futuro, a exemplo de outros imunizantes, como a febre amarela. Ele criticou, contudo, a "agitação" em torno do assunto.

"Essa questão da vacina o presidente (Jair Bolsonaro) desde o começo colocou que ninguém vai agarrar ninguém para vacinar. Então, a vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido há muito tempo, mas vai ter gente que não vai se vacinar", disse na chegada à vice-presidência pela manhã.

Na visão dele, uma vez que a vacina seja disponibilizada para todos, medidas poderão ser aplicadas cobrando a vacina como requisito para certas atividades. "Depois que a gente conseguir disponibilizar a vacina para toda a população poderão em algum momento ocorrer medidas até de... como é o caso, por exemplo, da vacina para febre amarela, você só viaja para determinadas regiões tendo sido vacinado", comentou.

Na quinta-feira, 17, a maior parte dos ministros do Supremo foi a favor da vacinação obrigatória, sem que isso signifique uma imunização à força. Na prática, Estados e municípios terão autonomia para definir sanções contra quem não tomar a vacina, desde que sejam medidas razoáveis e amparadas em leis.

"No próprio serviço público, vou dizer aqui, nas Forças Armadas para ingressar tem que apresentar certificado de algumas vacinas. Então, isso poderá ocorrer no futuro, mas é uma coisa normal isso aí. O que está sendo feito é muita agitação em torno de algo que já é normal na nossa vida", declarou o vice.

Questionado, Mourão evitou responder se a falta de imunizantes para toda a população, prevista por Bolsonaro, poderá atrasar o retorno à normalidade. Ele destacou previsão do Ministério da Saúde de imunizar 150 milhões de brasileiros no ano que vem. O vice-presidente também reforçou que tomará o imunizante desde que seja "eficaz e seguro". "Não (tomarei) uma daquela que depois eu vá passar mal, eu sou velhinho não pode dar mole não, pô", brincou.

Mais uma vez, o vice-presidente defendeu aguardar até que as vacinas estejam disponíveis no País. "Uma coisa é clara, a vacina já tem, é só chegar. Vamos olhar o seguinte, nenhuma dessas empresas que estão fabricando a vacina pediram o registro aqui no Brasil, nem emergencial nem definitivo, estamos aguardando", disse.

Mourão também comentou o discurso pacificador feito pelo presidente Jair Bolsonaro no evento de lançamento do plano nacional de vacinação na última quarta-feira, 16. No dia, o chefe do Executivo minimizou "excessos" ocorridos durante a pandemia, pregando união entre o Executivo e os governadores. "O presidente tem uma sensibilidade muito grande, às vezes vocês podem achar que não, mas ele tem essa sensibilidade", observou Mourão.

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