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Petrobras revê planos para gás



26/12/2008 | 07:25


A queda do preço da energia levou a Petrobras a rever seus planos para importações de gás natural liquefeito (GNL). O combustível é tido como solução emergencial para resolver o problema energético que se vislumbrava no Brasil para o início do ano.

Com os reservatórios das hidrelétricas cheios, que reduzem a possibilidade de uso do GNL, a estatal foi obrigada a revender algumas das cargas compradas no mercado Externo a toque de caixa para trazer ao País.

A primeira carga chegou ao País no final de novembro, no navio regaseificador Golar Spirit, que está fundeado no Porto de Pecém, no Ceará. O combustível, porém, só deve ser inserido na rede de distribuição de gás em meados de 2009, quando espera-se um aumento no preço da energia, em virtude do fim do período de chuvas de verão.

Segundo a diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Foster, o uso do GNL em térmicas só é viável com a energia na casa dos R$ 200 por megawatt-hora (MWh). Esta semana, o MWh negociado no mercado atacadista estava em R$ 91,74 por MWh.

Para janeiro, lembra Graça, os preços estão estimados entre os R$ 90 e os R$ 100. O cenário é bem diferente de um ano atrás, quando os altos preços levaram a estatal a anunciar antecipação do início das operações do terminal de GNL de Pecém.

No fim de 2007, a necessidade de deslocar gás natural para térmicas levou a empresa a reduzir o suprimento das distribuidoras ao volume contratual - muitas empresas vinham consumindo acima do previsto em contrato. Como resultado, indústrias e postos de gás natural veicular (GNV) tiveram o fornecimento reduzido, situação que provocou muitos transtornos.

Em janeiro, os reservatórios das hidrelétricas atingiram o limite mínimo de segurança estabelecido pelo governo e o preço da energia saltou para mais de R$ 500 por MWH. Isso significa que todas as usinas com preços inferiores a este já estavam em operação.

A Petrobras marcou, então, a chegada do GNL para julho, a fim de contribuir com o suprimento de energia durante o período seco. Alguns atrasos levaram à inauguração do terminal de Pecém em agosto, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, as instalações estão em fase de comissionamento, quando os equipamentos são testados. Segundo projeções do mercado, o preço da energia só estará bom para o GNL em meados do ano que vem.



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Petrobras revê planos para gás


26/12/2008 | 07:25


A queda do preço da energia levou a Petrobras a rever seus planos para importações de gás natural liquefeito (GNL). O combustível é tido como solução emergencial para resolver o problema energético que se vislumbrava no Brasil para o início do ano.

Com os reservatórios das hidrelétricas cheios, que reduzem a possibilidade de uso do GNL, a estatal foi obrigada a revender algumas das cargas compradas no mercado Externo a toque de caixa para trazer ao País.

A primeira carga chegou ao País no final de novembro, no navio regaseificador Golar Spirit, que está fundeado no Porto de Pecém, no Ceará. O combustível, porém, só deve ser inserido na rede de distribuição de gás em meados de 2009, quando espera-se um aumento no preço da energia, em virtude do fim do período de chuvas de verão.

Segundo a diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Foster, o uso do GNL em térmicas só é viável com a energia na casa dos R$ 200 por megawatt-hora (MWh). Esta semana, o MWh negociado no mercado atacadista estava em R$ 91,74 por MWh.

Para janeiro, lembra Graça, os preços estão estimados entre os R$ 90 e os R$ 100. O cenário é bem diferente de um ano atrás, quando os altos preços levaram a estatal a anunciar antecipação do início das operações do terminal de GNL de Pecém.

No fim de 2007, a necessidade de deslocar gás natural para térmicas levou a empresa a reduzir o suprimento das distribuidoras ao volume contratual - muitas empresas vinham consumindo acima do previsto em contrato. Como resultado, indústrias e postos de gás natural veicular (GNV) tiveram o fornecimento reduzido, situação que provocou muitos transtornos.

Em janeiro, os reservatórios das hidrelétricas atingiram o limite mínimo de segurança estabelecido pelo governo e o preço da energia saltou para mais de R$ 500 por MWH. Isso significa que todas as usinas com preços inferiores a este já estavam em operação.

A Petrobras marcou, então, a chegada do GNL para julho, a fim de contribuir com o suprimento de energia durante o período seco. Alguns atrasos levaram à inauguração do terminal de Pecém em agosto, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, as instalações estão em fase de comissionamento, quando os equipamentos são testados. Segundo projeções do mercado, o preço da energia só estará bom para o GNL em meados do ano que vem.

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