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Não há mais ingressos para a decisão

Os torcedores do jogo entre Goiás e São Paulo foram prejudicados pela desorganização nos locais de venda



06/12/2008 | 07:00


Os ingressos colocados à venda para o jogo entre Goiás e São Paulo, neste domingo, no Estádio Bezerrão, em Brasília, já não podem mais ser encontrados nas bilheterias oficiais da Capital Federal. Estão nas mãos de torcedores. E de cambistas. Há bilhetes apenas nos postos de venda de São Paulo e Goiânia.

Nestes locais, porém, apenas 4.000 - a carga total é de 19,4 mil entradas - foram colocados à disposição e restam poucos. No Morumbi, apenas 400. As bilheterias do ginásio Nilson Nelson, em Brasília, fecharam às 13h de ontem.

No Bezerrão, às 15h, não havia mais entradas. Em ambos os espaços, longas filas de torcedores ainda estavam formadas. Para estes, sobrou a opção de negociar com os cambistas.

Os vendedores ilegais tiveram o trabalho facilitado pela falta de policiamento nas proximidades dos locais - principalmente no ginásio - e pelos próprios funcionários envolvidos na comercialização, que ignoraram muitas vezes a recomendação de vender apenas um ingresso por documento de identificação.

Os cambistas agiram tranqüilamente em frente ao estádio e cobravam R$ 130 por uma meia-entrada nas bilheterias, que custava R$ 75.

O preço praticado pelos cambistas assustou a maioria dos torcedores que esperaram na fila, mas ficaram sem entrada. Tanto que os cambistas permaneceram em frente aos locais de venda até a noite cair. "Teve gente que veio de São Paulo comprar com a gente", disse um dos cambistas, que se identificou apenas como Bruno. Alguns não se deram ao luxo de perder a viagem.

A agitação dos torcedores na Capital Federal resumiu-se aos pontos-de-venda. Brasília nem parecia uma cidade às vésperas de decisão tão importante. Nas ruas, havia poucos são-paulinos vestidos com as cores do clube. Apesar disso, o estoque de camisas do São Paulo nas prateleiras das principais lojas já acabou.

A torcida são-paulina deve ser maioria no estádio amanhã. O 9.º Batalhão de Policiamento do Gama vai fazer um esquema de segurança especial para a partida: 1.100 homens foram destacados. A Polícia Militar trata a decisão como um clássico.

"É um jogo de muita rivalidade e colocaremos um forte efetivo para manter a ordem", declarou o tenente-coronel José Carlos Casado, chefe de segurança.

Como a jurisdição do grupo se restringia à cidade-satélite onde será disputado o jogo e deixava de fora o ponto-de-venda de Brasília, a incidência de cambistas era maior.

A FBF (Federação Brasiliense de Futebol) não quis comentar as acusações de dirigentes goianos, que culparam a entidade pela desorganização na venda dos ingressos.

A FBF abriu mão de cobrar taxas de aluguel do Bezerrão para a partida, mas fez questão de ficar encarregada da venda dos bilhetes, mesmo que o Goiás e o São Paulo compartilhassem a mesma empresa de comercialização e tivessem mais experiência em grandes jogos.

Tricolor deve festejar em churrascaria

O São Paulo não programou nenhuma festa para o caso de conquistar o título brasileiro. A delegação volta de Brasília logo após o jogo contra o Goiás, num vôo fretado, e desembarca em Congonhas. De lá, jogadores e comissão técnica devem seguir para o CT da Barra Funda.

Se houver festa, prometem cartolas e jogadores, será algo simples, numa churrascaria da Zona Oeste de São Paulo. "Estava tudo pronto para o domingo passado, mas o empate contra o Fluminense complicou tudo", contou o gerente dessa churrascaria.

O vice-presidente de comunicações, Júlio Casares, garantiu que não haverá comemoração no Morumbi, como chegou a ser ventilado.

"O estádio não tem condições de abrigar qualquer festa porque já está fechado para a montagem da estrutura do show da Madonna", afirmou. As apresentações acontecem nos dias 18, 20 e 21 deste mês.



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Não há mais ingressos para a decisão

Os torcedores do jogo entre Goiás e São Paulo foram prejudicados pela desorganização nos locais de venda


06/12/2008 | 07:00


Os ingressos colocados à venda para o jogo entre Goiás e São Paulo, neste domingo, no Estádio Bezerrão, em Brasília, já não podem mais ser encontrados nas bilheterias oficiais da Capital Federal. Estão nas mãos de torcedores. E de cambistas. Há bilhetes apenas nos postos de venda de São Paulo e Goiânia.

Nestes locais, porém, apenas 4.000 - a carga total é de 19,4 mil entradas - foram colocados à disposição e restam poucos. No Morumbi, apenas 400. As bilheterias do ginásio Nilson Nelson, em Brasília, fecharam às 13h de ontem.

No Bezerrão, às 15h, não havia mais entradas. Em ambos os espaços, longas filas de torcedores ainda estavam formadas. Para estes, sobrou a opção de negociar com os cambistas.

Os vendedores ilegais tiveram o trabalho facilitado pela falta de policiamento nas proximidades dos locais - principalmente no ginásio - e pelos próprios funcionários envolvidos na comercialização, que ignoraram muitas vezes a recomendação de vender apenas um ingresso por documento de identificação.

Os cambistas agiram tranqüilamente em frente ao estádio e cobravam R$ 130 por uma meia-entrada nas bilheterias, que custava R$ 75.

O preço praticado pelos cambistas assustou a maioria dos torcedores que esperaram na fila, mas ficaram sem entrada. Tanto que os cambistas permaneceram em frente aos locais de venda até a noite cair. "Teve gente que veio de São Paulo comprar com a gente", disse um dos cambistas, que se identificou apenas como Bruno. Alguns não se deram ao luxo de perder a viagem.

A agitação dos torcedores na Capital Federal resumiu-se aos pontos-de-venda. Brasília nem parecia uma cidade às vésperas de decisão tão importante. Nas ruas, havia poucos são-paulinos vestidos com as cores do clube. Apesar disso, o estoque de camisas do São Paulo nas prateleiras das principais lojas já acabou.

A torcida são-paulina deve ser maioria no estádio amanhã. O 9.º Batalhão de Policiamento do Gama vai fazer um esquema de segurança especial para a partida: 1.100 homens foram destacados. A Polícia Militar trata a decisão como um clássico.

"É um jogo de muita rivalidade e colocaremos um forte efetivo para manter a ordem", declarou o tenente-coronel José Carlos Casado, chefe de segurança.

Como a jurisdição do grupo se restringia à cidade-satélite onde será disputado o jogo e deixava de fora o ponto-de-venda de Brasília, a incidência de cambistas era maior.

A FBF (Federação Brasiliense de Futebol) não quis comentar as acusações de dirigentes goianos, que culparam a entidade pela desorganização na venda dos ingressos.

A FBF abriu mão de cobrar taxas de aluguel do Bezerrão para a partida, mas fez questão de ficar encarregada da venda dos bilhetes, mesmo que o Goiás e o São Paulo compartilhassem a mesma empresa de comercialização e tivessem mais experiência em grandes jogos.

Tricolor deve festejar em churrascaria

O São Paulo não programou nenhuma festa para o caso de conquistar o título brasileiro. A delegação volta de Brasília logo após o jogo contra o Goiás, num vôo fretado, e desembarca em Congonhas. De lá, jogadores e comissão técnica devem seguir para o CT da Barra Funda.

Se houver festa, prometem cartolas e jogadores, será algo simples, numa churrascaria da Zona Oeste de São Paulo. "Estava tudo pronto para o domingo passado, mas o empate contra o Fluminense complicou tudo", contou o gerente dessa churrascaria.

O vice-presidente de comunicações, Júlio Casares, garantiu que não haverá comemoração no Morumbi, como chegou a ser ventilado.

"O estádio não tem condições de abrigar qualquer festa porque já está fechado para a montagem da estrutura do show da Madonna", afirmou. As apresentações acontecem nos dias 18, 20 e 21 deste mês.

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