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Região tem 4 das 10 cidades com mais roubo de moto no Estado

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá figuram entre os locais com mais ocorrências do tipo; três municípios integram lista de furtos


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

30/10/2020 | 00:01


Quatro cidades do Grande ABC figuram entre as dez com mais roubos de motocicletas no Estado. Juntas, Diadema (quarta no ranking), Santo André (quinta), São Bernardo (sexta) e Mauá (sétima) representam 16,2% de todas as ocorrências de São Paulo. Entre janeiro e agosto, foram 8.049 crimes do tipo, dos quais aproximadamente 1.303, o equivalente a cinco casos por dia, ocorreram nos quatro municípios da região.

A Capital (52,5%), Guarulhos (6,2%), e Campinas (6%) ficam à frente dos municípios da região. As informações foram divulgadas ontem no Boletim Econômico desenvolvido pelo Grupo Tracker e pela Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) com base em dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Em relação ao furto de motos, quando a vítima não está presente, a região tem três cidades no ranking: São Bernardo (terceira), Diadema (sexta) e Santo André (oitava), representando 6,3% (596, média de dois por dia) das 9.398 ocorrências do período – veja detalhes na tabela abaixo. Outro aspecto é que 53,5% dos roubos e 32,3% dos furtos ocorreram no período noturno.

Segundo Rodrigo Rufca, gerente de produtos e marketing do Grupo Tracker, os municípios com mais ocorrências são aqueles que possuem as maiores frotas. No caso das motos, agravante é que são fáceis de esconder. “Elas têm maior poder de fuga do que veículos comuns, pois são menores, podem ser retiradas das ruas e serem colocadas em galpões ou casas. Tudo isso acaba facilitando para os bandidos.”

David Barbosa de Siena, professor de direito penal da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), explicou que itens roubados ou furtados costumam seguir os critérios Craved (Ocultável, Removível, Disponível, Valioso, Agradável e Descartável, em português). “Quanto mais o objeto pode ser ocultado, removível, disponível, no sentido de ser fácil de vender, e descartável, além de ser valioso e agradável, no sentido de proporcionar prazer, mais chama a atenção dos bandidos. (As motos) São mais fáceis de esconder, por isso acabam sendo mais cobiçadas pelos criminosos do que os veículos”, detalhou.

Na avaliação dos especialistas, embora as motos possam ser utilizadas para fuga e outros fins, os desmanches ilegais movem este tipo de crime. Por este motivo, o combate a estes estabelecimentos é essencial não apenas para reduzir a subtração de motocicletas, mas também de carros e caminhões.
Rufca destaca que uma quadrilha leva em média 15 minutos para desmontar uma motocicleta. Assim, a partir do momento em que ela é retirada do dono, é uma “corrida contra o tempo”.

A SSP afirmou que as polícias Civil e Militar agem continuamente e de maneira integrada para combater todas as modalidades criminosas no Estado. “A PM (Polícia Militar) realiza periodicamente a análise dos índices criminais para estabelecer planos de prevenção de delitos e, quando necessário, reforçar o patrulhamento ostensivo e preventivo”, completou a nota. 



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Região tem 4 das 10 cidades com mais roubo de moto no Estado

Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá figuram entre os locais com mais ocorrências do tipo; três municípios integram lista de furtos

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

30/10/2020 | 00:01


Quatro cidades do Grande ABC figuram entre as dez com mais roubos de motocicletas no Estado. Juntas, Diadema (quarta no ranking), Santo André (quinta), São Bernardo (sexta) e Mauá (sétima) representam 16,2% de todas as ocorrências de São Paulo. Entre janeiro e agosto, foram 8.049 crimes do tipo, dos quais aproximadamente 1.303, o equivalente a cinco casos por dia, ocorreram nos quatro municípios da região.

A Capital (52,5%), Guarulhos (6,2%), e Campinas (6%) ficam à frente dos municípios da região. As informações foram divulgadas ontem no Boletim Econômico desenvolvido pelo Grupo Tracker e pela Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) com base em dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Em relação ao furto de motos, quando a vítima não está presente, a região tem três cidades no ranking: São Bernardo (terceira), Diadema (sexta) e Santo André (oitava), representando 6,3% (596, média de dois por dia) das 9.398 ocorrências do período – veja detalhes na tabela abaixo. Outro aspecto é que 53,5% dos roubos e 32,3% dos furtos ocorreram no período noturno.

Segundo Rodrigo Rufca, gerente de produtos e marketing do Grupo Tracker, os municípios com mais ocorrências são aqueles que possuem as maiores frotas. No caso das motos, agravante é que são fáceis de esconder. “Elas têm maior poder de fuga do que veículos comuns, pois são menores, podem ser retiradas das ruas e serem colocadas em galpões ou casas. Tudo isso acaba facilitando para os bandidos.”

David Barbosa de Siena, professor de direito penal da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), explicou que itens roubados ou furtados costumam seguir os critérios Craved (Ocultável, Removível, Disponível, Valioso, Agradável e Descartável, em português). “Quanto mais o objeto pode ser ocultado, removível, disponível, no sentido de ser fácil de vender, e descartável, além de ser valioso e agradável, no sentido de proporcionar prazer, mais chama a atenção dos bandidos. (As motos) São mais fáceis de esconder, por isso acabam sendo mais cobiçadas pelos criminosos do que os veículos”, detalhou.

Na avaliação dos especialistas, embora as motos possam ser utilizadas para fuga e outros fins, os desmanches ilegais movem este tipo de crime. Por este motivo, o combate a estes estabelecimentos é essencial não apenas para reduzir a subtração de motocicletas, mas também de carros e caminhões.
Rufca destaca que uma quadrilha leva em média 15 minutos para desmontar uma motocicleta. Assim, a partir do momento em que ela é retirada do dono, é uma “corrida contra o tempo”.

A SSP afirmou que as polícias Civil e Militar agem continuamente e de maneira integrada para combater todas as modalidades criminosas no Estado. “A PM (Polícia Militar) realiza periodicamente a análise dos índices criminais para estabelecer planos de prevenção de delitos e, quando necessário, reforçar o patrulhamento ostensivo e preventivo”, completou a nota. 

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