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Em 1976, MDB 6, Arena 1

A Arena ganhava de novo no Estado de São Paulo e no Brasil, mas a oposição emedebista finalmente voltava vistas ao Grande ABC diante da acachapante vitória local sobre o partido oficial


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 07:00


ERROS E ACERTOS
Ricardo Putz, prefeito de Diadema, foi eleito em 1972 pelo MDB. Passou para a Arena na metade do mandato. Apoiou à sucessão o arenista Francisco Guillen, que desistiu de concorrer. Venceu em Diadema o MDB: Lauro Michels tornava-se prefeito pela segunda vez.
Em Mauá, o prefeito eleito em 1972, Amaury Fioravante, manteve-se fiel ao MDB. Convenceu o dentista Dorival Rezende a sair candidato à sua sucessão. Dorival ganhou e o MDB permaneceu no poder em Mauá.
Mesmo em Ribeirão Pires, única cidade do Grande ABC a eleger um prefeito da Arena, Waldemar Romaldini, do MDB, foi o mais votado em 1976. A Arena elegeu Luiz Carlos Grecco prefeito: na somatória dos votos das três sublegendas da situação, a Arena conseguiu 210 votos a mais que o MDB de Romaldini, candidato único da oposição na cidade.

Os balões estourados de Tito Costa.

Braido queria mais dois partidos.

Jornal das Eleições e santinhos 


500 – Às vésperas das eleições de 1976, disse o prefeito-general Ernesto Geisel: “É indispensável que a Arena vença essas eleições, porque mais tarde eu vou precisar dizer que a Arena dispõe da maioria dos votos do País”.
E deu Arena, com 15,9 milhões de votos contra os 12,3 milhões do MDB. Vigorava a Lei Falcão, em alusão às tratativas do ministro da Justiça, Armando Falcão, que criou restrições à propaganda política pela TV.
501 – Sem os meios de comunicação eletrônicos, os candidatos buscavam novos métodos em suas campanhas e até sofisticaram a maneira de atrair o público nos comícios, com shows, bandas de música, escolas de samba, espetáculos circenses e, até, trens elétricos.
502 – Ficou famosa a disputa em São Bernardo. Os balões coloridos do jurista Antonio Tito Costa, do MDB, hasteados durante o dia, eram abatidos a tiros pelos adversários à noite.
503 – O bipartidarismo tinha os dias contatos. A reforma político-eleitoral era discutida, com poucas vozes discordantes.
504 –Às vésperas da eleição municipal 33 da história política do Grande ABC – número levantado por esta página Memória – o Diário do Grande ABC consultava os prefeitos em final de mandato.
505 – Walter Braido, prefeito de São Caetano, dizia que era preciso criar mais dois partidos políticos; Amaury Fioravante, de Mauá, defendia o pluripartidarismo; Irinéia Midoli, de Rio Grande da Serra, se dizia favorável à criação de novos partidos; Valdírio Prisco, de Ribeirão Pires, defendia a manutenção das sublegendas.
506 – No Brasil, mais de 42 milhões de eleitores estavam aptos a votar nos pouco mais de 3.700 municípios.
507 – O MDB não conseguiu lançar candidatos em 1.600 municípios: vantagem da Arena.
508 – Vereadores seriam votados em todos os municípios. Para prefeito, o regime ainda nomeava os prefeitos das capitais, áreas de segurança nacional e estâncias hidrominerais.
509 – Eram considerados municípios de segurança nacional, no Estado de São Paulo, Castilho, Cubatão, Paulínia, Santos e São Sebastião.
510 – O Diário do Grande ABC publicava o Jornal das Eleições, que acolhia os santinhos (propaganda política) de todos os candidatos, sem exceção. A reunião daquele material traça um panorama muito rico da situação política do último pleito municipal antes da volta do pluripartidarismo.</CW>
No domingo, 14 de novembro de 1976, véspera da eleição, o Diário estampava, em manchete: ‘Candidatos esperam amanhã resposta de 600 mil eleitores’ (no Grande ABC). E veio a ‘lavada’ emedebista, como se detalhará amanhã aqui em Memória.

Diário há meio século

Quarta-feira, 3 de março de 1971 – ano 13, edição 1475

Manchete – É abolida a pena máxima da Igreja
Cidade do Vaticano (AFP e Serviço Local) – A excomunhão pura e simples e a temível declaração de infâmia estarão excluídas da Igreja Católica Apostólica Romana a partir do novo Código de Direito Canônico.
Corrupção – Mais dois implicados foram presos ontem (2 de março de 1971), por agentes do Departamento Estadual da Ordem Política e Social, na decorrência das investigações que apuram o escândalo da venda de diplomas falsos no ABC.
Movimento Sindical – Congresso operário dos ceramistas será aberto em Mauá.

Em 3 de março de...

1921 – Inaugurada no bairro de San Lorenzo, em Roma, placa com os nomes dos soldados italianos mortos na Primeira Guerra Mundial.
Nota – Italianos de Santo André foram à guerra também. Defenderam o seu país. Foram homenageados pela Sociedade de Mútuo Socorro Savoia, de Santo André. Mas a placa, na antiga sede da Rua Senador Flaquer, desapareceu.
Esta página Memória abriria manchete se a atual diretoria e conselho da Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira de Santo André reconstruíssem os dizeres de 100 anos atrás, fazendo justiça à sua própria história e à dos seus heróis.
1956 – A cidade de Santos contava os mortos e feridos depois do desabamento do morro de Santa Teresinha: 21, com 42 feridos.
Repetia-se a tragédia de março de 1929, quando ruiu parcialmente o Monte Serrat.

Santas do Dia

- Cunegundes
- Teresa Eustochio Verzeri

CATARINA DREXEL (EUA 1858-1955). Fundadora da Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento para os índios e afro-americanos



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Em 1976, MDB 6, Arena 1

A Arena ganhava de novo no Estado de São Paulo e no Brasil, mas a oposição emedebista finalmente voltava vistas ao Grande ABC diante da acachapante vitória local sobre o partido oficial

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 07:00


ERROS E ACERTOS
Ricardo Putz, prefeito de Diadema, foi eleito em 1972 pelo MDB. Passou para a Arena na metade do mandato. Apoiou à sucessão o arenista Francisco Guillen, que desistiu de concorrer. Venceu em Diadema o MDB: Lauro Michels tornava-se prefeito pela segunda vez.
Em Mauá, o prefeito eleito em 1972, Amaury Fioravante, manteve-se fiel ao MDB. Convenceu o dentista Dorival Rezende a sair candidato à sua sucessão. Dorival ganhou e o MDB permaneceu no poder em Mauá.
Mesmo em Ribeirão Pires, única cidade do Grande ABC a eleger um prefeito da Arena, Waldemar Romaldini, do MDB, foi o mais votado em 1976. A Arena elegeu Luiz Carlos Grecco prefeito: na somatória dos votos das três sublegendas da situação, a Arena conseguiu 210 votos a mais que o MDB de Romaldini, candidato único da oposição na cidade.

Os balões estourados de Tito Costa.

Braido queria mais dois partidos.

Jornal das Eleições e santinhos 


500 – Às vésperas das eleições de 1976, disse o prefeito-general Ernesto Geisel: “É indispensável que a Arena vença essas eleições, porque mais tarde eu vou precisar dizer que a Arena dispõe da maioria dos votos do País”.
E deu Arena, com 15,9 milhões de votos contra os 12,3 milhões do MDB. Vigorava a Lei Falcão, em alusão às tratativas do ministro da Justiça, Armando Falcão, que criou restrições à propaganda política pela TV.
501 – Sem os meios de comunicação eletrônicos, os candidatos buscavam novos métodos em suas campanhas e até sofisticaram a maneira de atrair o público nos comícios, com shows, bandas de música, escolas de samba, espetáculos circenses e, até, trens elétricos.
502 – Ficou famosa a disputa em São Bernardo. Os balões coloridos do jurista Antonio Tito Costa, do MDB, hasteados durante o dia, eram abatidos a tiros pelos adversários à noite.
503 – O bipartidarismo tinha os dias contatos. A reforma político-eleitoral era discutida, com poucas vozes discordantes.
504 –Às vésperas da eleição municipal 33 da história política do Grande ABC – número levantado por esta página Memória – o Diário do Grande ABC consultava os prefeitos em final de mandato.
505 – Walter Braido, prefeito de São Caetano, dizia que era preciso criar mais dois partidos políticos; Amaury Fioravante, de Mauá, defendia o pluripartidarismo; Irinéia Midoli, de Rio Grande da Serra, se dizia favorável à criação de novos partidos; Valdírio Prisco, de Ribeirão Pires, defendia a manutenção das sublegendas.
506 – No Brasil, mais de 42 milhões de eleitores estavam aptos a votar nos pouco mais de 3.700 municípios.
507 – O MDB não conseguiu lançar candidatos em 1.600 municípios: vantagem da Arena.
508 – Vereadores seriam votados em todos os municípios. Para prefeito, o regime ainda nomeava os prefeitos das capitais, áreas de segurança nacional e estâncias hidrominerais.
509 – Eram considerados municípios de segurança nacional, no Estado de São Paulo, Castilho, Cubatão, Paulínia, Santos e São Sebastião.
510 – O Diário do Grande ABC publicava o Jornal das Eleições, que acolhia os santinhos (propaganda política) de todos os candidatos, sem exceção. A reunião daquele material traça um panorama muito rico da situação política do último pleito municipal antes da volta do pluripartidarismo.</CW>
No domingo, 14 de novembro de 1976, véspera da eleição, o Diário estampava, em manchete: ‘Candidatos esperam amanhã resposta de 600 mil eleitores’ (no Grande ABC). E veio a ‘lavada’ emedebista, como se detalhará amanhã aqui em Memória.

Diário há meio século

Quarta-feira, 3 de março de 1971 – ano 13, edição 1475

Manchete – É abolida a pena máxima da Igreja
Cidade do Vaticano (AFP e Serviço Local) – A excomunhão pura e simples e a temível declaração de infâmia estarão excluídas da Igreja Católica Apostólica Romana a partir do novo Código de Direito Canônico.
Corrupção – Mais dois implicados foram presos ontem (2 de março de 1971), por agentes do Departamento Estadual da Ordem Política e Social, na decorrência das investigações que apuram o escândalo da venda de diplomas falsos no ABC.
Movimento Sindical – Congresso operário dos ceramistas será aberto em Mauá.

Em 3 de março de...

1921 – Inaugurada no bairro de San Lorenzo, em Roma, placa com os nomes dos soldados italianos mortos na Primeira Guerra Mundial.
Nota – Italianos de Santo André foram à guerra também. Defenderam o seu país. Foram homenageados pela Sociedade de Mútuo Socorro Savoia, de Santo André. Mas a placa, na antiga sede da Rua Senador Flaquer, desapareceu.
Esta página Memória abriria manchete se a atual diretoria e conselho da Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira de Santo André reconstruíssem os dizeres de 100 anos atrás, fazendo justiça à sua própria história e à dos seus heróis.
1956 – A cidade de Santos contava os mortos e feridos depois do desabamento do morro de Santa Teresinha: 21, com 42 feridos.
Repetia-se a tragédia de março de 1929, quando ruiu parcialmente o Monte Serrat.

Santas do Dia

- Cunegundes
- Teresa Eustochio Verzeri

CATARINA DREXEL (EUA 1858-1955). Fundadora da Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento para os índios e afro-americanos

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