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Calor injeta estímulo em fábricas de sorvete


Márcia Pinna Raspanti
Do Diário do Grande ABC

06/03/2005 | 19:02


O sol e o calor das últimas semanas deram novo ânimo aos fabricantes de sorvetes do Grande ABC. Caso o clima continue favorável, eles esperam melhorar as vendas em 15% – em relação ao ano passado – até o final do verão, que termina no próximo dia 20.

A influência das temperaturas é tão grande, que, segundo empresários do setor, a queda no consumo é de 50% a 80% em dias chuvosos e frios. O otimismo das empresas da região também se explica pela reação que o mercado brasileiro de sorvetes apresentou em 2004, com um crescimento na produção de 5%, depois de ficar estagnado em 2003.

Se as previsões da meteorologia estiverem certas, os fabricantes de sorvetes podem ficar tranqüilos. "A tendência é de que o calor permaneça até o final do verão, com chuvas rápidas", diz Luiz Alves dos Santos Neto, meteorologista do instituto Climatempo.

Além dos aspectos climáticos, o fortalecimento do mercado interno é outro fator determinante no desempenho do segmento. Segundo o presidente da Abis (Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes), Eduardo Weisberg, o resultado de 2004 deve ser considerado satisfatório devido ao aquecimento da economia do país. "Esperávamos um aumento maior, mas em vista do que foi 2003, a situação começa a melhorar", acredita.

Uma das maiores empresas do setor no Grande ABC, a Arabian Bread, de Diadema, cresceu 25% em 2004, bem acima da média registrada pela Abis. "Fizemos uma campanha agressiva de vendas em supermercados, com promoções e compras de espaços privilegiados nas gôndolas", diz o gerente industrial, Berto Gomes, que acredita que empresas menores não conseguem índices tão bons por falta de recursos. A Arabian Bread fornece para a rede Habib’s e fabrica os sorvetes Portofino, encontrados em grandes supermercados.

A empresa começou o ano com resultados positivos, com aumento de 17% em janeiro ante dezembro. "Se o calor continuar, mesmo com alguns dias de chuva intercalados, o verão será bem melhor que o último", afirma Gomes. A Arabian Bread produz, em média, 1 milhão de litros de sorvete por mês.

Bariloche – A Bariloche, tradicional fabricante de São Bernardo, teve um crescimento mais modesto no ano passado. A empresa, que produz 15 mil quilos de sorvetes comercializados no Grande ABC, São Paulo e litoral, vendeu 5% a mais em 2004 na comparação com 2003. A empresa possui uma sorveteria e doceria na avenida Kennedy, em São Bernardo, e também comercializa o produto em 150 pontos de venda, entre supermercados e sorveterias. Os sorvetes da marca Coop Plus, comercializados na rede de supermercados Coop, também são produzidos pela Bariloche.

As chuvas que começaram na segunda quinzena de janeiro atrapalharam os resultados do início do ano. "Na sorveteria, as vendas caem até 80% nos dias chuvosos. No supermercado, o impacto é menor", conta Carlos Morena, gerente industrial da Bariloche. O aumento das temperaturas nas últimas semanas trouxe resultados para a empresa, que passou a vender 50% a mais.



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Calor injeta estímulo em fábricas de sorvete

Márcia Pinna Raspanti
Do Diário do Grande ABC

06/03/2005 | 19:02


O sol e o calor das últimas semanas deram novo ânimo aos fabricantes de sorvetes do Grande ABC. Caso o clima continue favorável, eles esperam melhorar as vendas em 15% – em relação ao ano passado – até o final do verão, que termina no próximo dia 20.

A influência das temperaturas é tão grande, que, segundo empresários do setor, a queda no consumo é de 50% a 80% em dias chuvosos e frios. O otimismo das empresas da região também se explica pela reação que o mercado brasileiro de sorvetes apresentou em 2004, com um crescimento na produção de 5%, depois de ficar estagnado em 2003.

Se as previsões da meteorologia estiverem certas, os fabricantes de sorvetes podem ficar tranqüilos. "A tendência é de que o calor permaneça até o final do verão, com chuvas rápidas", diz Luiz Alves dos Santos Neto, meteorologista do instituto Climatempo.

Além dos aspectos climáticos, o fortalecimento do mercado interno é outro fator determinante no desempenho do segmento. Segundo o presidente da Abis (Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes), Eduardo Weisberg, o resultado de 2004 deve ser considerado satisfatório devido ao aquecimento da economia do país. "Esperávamos um aumento maior, mas em vista do que foi 2003, a situação começa a melhorar", acredita.

Uma das maiores empresas do setor no Grande ABC, a Arabian Bread, de Diadema, cresceu 25% em 2004, bem acima da média registrada pela Abis. "Fizemos uma campanha agressiva de vendas em supermercados, com promoções e compras de espaços privilegiados nas gôndolas", diz o gerente industrial, Berto Gomes, que acredita que empresas menores não conseguem índices tão bons por falta de recursos. A Arabian Bread fornece para a rede Habib’s e fabrica os sorvetes Portofino, encontrados em grandes supermercados.

A empresa começou o ano com resultados positivos, com aumento de 17% em janeiro ante dezembro. "Se o calor continuar, mesmo com alguns dias de chuva intercalados, o verão será bem melhor que o último", afirma Gomes. A Arabian Bread produz, em média, 1 milhão de litros de sorvete por mês.

Bariloche – A Bariloche, tradicional fabricante de São Bernardo, teve um crescimento mais modesto no ano passado. A empresa, que produz 15 mil quilos de sorvetes comercializados no Grande ABC, São Paulo e litoral, vendeu 5% a mais em 2004 na comparação com 2003. A empresa possui uma sorveteria e doceria na avenida Kennedy, em São Bernardo, e também comercializa o produto em 150 pontos de venda, entre supermercados e sorveterias. Os sorvetes da marca Coop Plus, comercializados na rede de supermercados Coop, também são produzidos pela Bariloche.

As chuvas que começaram na segunda quinzena de janeiro atrapalharam os resultados do início do ano. "Na sorveteria, as vendas caem até 80% nos dias chuvosos. No supermercado, o impacto é menor", conta Carlos Morena, gerente industrial da Bariloche. O aumento das temperaturas nas últimas semanas trouxe resultados para a empresa, que passou a vender 50% a mais.

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