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Inflaçao tem nova alta na regiao


Leone Farias
Da Redaçao

24/03/1999 | 20:00


A taxa de inflaçao no Grande ABC registrou nova elevaçao, passando de 0,95% para 1,05%, no período entre 22 de fevereiro a 23 de março - terceira quadrissemana de março -, na comparaçao com o período anterior, de acordo com o IPC-Imes (Indice de Preços ao Consumidor do Instituto Municipal de Ensino Superior), de Sao Caetano.

Segundo o coordenador do IPC-Imes, o economista Osmar Domingues, o índice mais elevado pode ser creditado, entre outros fatores, às elevaçoes dos preços da gasolina e do gás de cozinha, que entraram em vigor a partir do dia 11 deste mês. Já a alimentaçao, apesar de ainda ser o principal impulsionador do índice geral, está com tendência de reduçao de velocidade de elevaçao. Teve alta de 2,04% ante 2,20% no período anterior.

No grupo transportes (1,71%), o segundo maior foco de pressao para a alta, o custo do transporte próprio (2,37%) foi o destaque por conta do início de influência do reajuste da gasolina (2,3%). Houve ainda um impacto decorrente do início de cobrança eletrônica de estacionamento zona azul de Santo André (25%).

Em habitaçao, houve elevaçao nos itens de manutençao do domicílio (0,68%), impulsionado pelo gás de cozinha (5%), artigos de limpeza (3,51%) e artigos de cama, mesa e banho (2,29%).

Em alimentaçao, o coordenador do IPC-Imes, Osmar Domingues, observa que houve uma interrupçao de reajustes em muitos itens por conta da menor volatilidade do dólar e porque a cada novo levantamento o período de comparaçao já havia apresentado grande elevaçao.

Nesse grupo, os itens semi-elaborados (1,83%), como carnes, cereais e frango tiveram variaçoes menores. O foco de alta foi o leite longa-vida (17%). Já entre os industrializados, a alta (4,42%) também ocorreu, mas com crescimento menor, em produtos como o pao francês (5,5%), o açúcar (3,76%) e o café (5,6%). Por sua vez, os derivados do leite (4,56%), como requeijao e iogurte, tiveram reajustes maiores que no período anterior.

Em outras áreas também houve aumento da variaçao positiva. Foi o caso da saúde (0,3%), em funçao do novo reajuste de preços de medicamentos no início deste mês, que levou o aumento médio desses itens a 2,09%. Os remédios teriam a influência da variaçao cambial, já que os sais de que sao feitos sao importados, avalia Domingues. Em educaçao (0,33%), a alta foi reflexo de elevaçoes de preços de material escolar e das mensalidades escolares (0,05%).

Em despesas pessoais, os maiores aumentos ocorreram em artigos de higiene e limpeza (2,49%). Domingues também credita esses reajustes ao impacto da desvalorizaçao do real, já que nesses itens há muitos componentes importados.

O único grupo que teve taxa negativa - desde janeiro - é o vestuário (-1,64%), embora em patamar inferior ao índice anterior. De acordo com Domingues, essa tendência deve se estender até o fim de abril, quando chegarem nas lojas os artigos de outono e inverno, o que traria elevaçoes.

O coordenador do IPC-Imes avalia que, para o encerramento do mês, a taxa deve ficar próxima de 1%, em virtude da desaceleraçao nos reajustes dos alimentos e da possível ampliaçao nos percentuais de transportes, higiene e remédios. "Se o dólar continuar estável e nao houver aumentos de serviços públicos, pode ficar abaixo de 1%", concluiu.



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Inflaçao tem nova alta na regiao

Leone Farias
Da Redaçao

24/03/1999 | 20:00


A taxa de inflaçao no Grande ABC registrou nova elevaçao, passando de 0,95% para 1,05%, no período entre 22 de fevereiro a 23 de março - terceira quadrissemana de março -, na comparaçao com o período anterior, de acordo com o IPC-Imes (Indice de Preços ao Consumidor do Instituto Municipal de Ensino Superior), de Sao Caetano.

Segundo o coordenador do IPC-Imes, o economista Osmar Domingues, o índice mais elevado pode ser creditado, entre outros fatores, às elevaçoes dos preços da gasolina e do gás de cozinha, que entraram em vigor a partir do dia 11 deste mês. Já a alimentaçao, apesar de ainda ser o principal impulsionador do índice geral, está com tendência de reduçao de velocidade de elevaçao. Teve alta de 2,04% ante 2,20% no período anterior.

No grupo transportes (1,71%), o segundo maior foco de pressao para a alta, o custo do transporte próprio (2,37%) foi o destaque por conta do início de influência do reajuste da gasolina (2,3%). Houve ainda um impacto decorrente do início de cobrança eletrônica de estacionamento zona azul de Santo André (25%).

Em habitaçao, houve elevaçao nos itens de manutençao do domicílio (0,68%), impulsionado pelo gás de cozinha (5%), artigos de limpeza (3,51%) e artigos de cama, mesa e banho (2,29%).

Em alimentaçao, o coordenador do IPC-Imes, Osmar Domingues, observa que houve uma interrupçao de reajustes em muitos itens por conta da menor volatilidade do dólar e porque a cada novo levantamento o período de comparaçao já havia apresentado grande elevaçao.

Nesse grupo, os itens semi-elaborados (1,83%), como carnes, cereais e frango tiveram variaçoes menores. O foco de alta foi o leite longa-vida (17%). Já entre os industrializados, a alta (4,42%) também ocorreu, mas com crescimento menor, em produtos como o pao francês (5,5%), o açúcar (3,76%) e o café (5,6%). Por sua vez, os derivados do leite (4,56%), como requeijao e iogurte, tiveram reajustes maiores que no período anterior.

Em outras áreas também houve aumento da variaçao positiva. Foi o caso da saúde (0,3%), em funçao do novo reajuste de preços de medicamentos no início deste mês, que levou o aumento médio desses itens a 2,09%. Os remédios teriam a influência da variaçao cambial, já que os sais de que sao feitos sao importados, avalia Domingues. Em educaçao (0,33%), a alta foi reflexo de elevaçoes de preços de material escolar e das mensalidades escolares (0,05%).

Em despesas pessoais, os maiores aumentos ocorreram em artigos de higiene e limpeza (2,49%). Domingues também credita esses reajustes ao impacto da desvalorizaçao do real, já que nesses itens há muitos componentes importados.

O único grupo que teve taxa negativa - desde janeiro - é o vestuário (-1,64%), embora em patamar inferior ao índice anterior. De acordo com Domingues, essa tendência deve se estender até o fim de abril, quando chegarem nas lojas os artigos de outono e inverno, o que traria elevaçoes.

O coordenador do IPC-Imes avalia que, para o encerramento do mês, a taxa deve ficar próxima de 1%, em virtude da desaceleraçao nos reajustes dos alimentos e da possível ampliaçao nos percentuais de transportes, higiene e remédios. "Se o dólar continuar estável e nao houver aumentos de serviços públicos, pode ficar abaixo de 1%", concluiu.

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