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Nômades revisitam mito de Édipo


Sara Saar
Especial para o Diário

08/11/2009 | 07:02


O conflito entre forças de vida e morte que move a existência humana entra em cena durante a exibição do espetáculo Édipus Rex - A Máquina Desejante, que estreia nesta sexta-feira, em São Paulo.

Dirigida por João Andreazzi, a montagem é inspirada na lenda grega de Édipo, cuja história foi recolhida em três peças do dramaturgo Sófocles (Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona).

O enredo é construído a partir de uma sentença. Laios, rei de Tebas, recebe a seguinte maldição: o primeiro filho o matará e, em seguida, deve se casar com a própria mãe.

Já adulto, criado por pais adotivos em Corinto, Édipo tem conhecimento da praga e tenta escapar do destino, mas se aproxima da consumação quando viaja a Tebas, cidade onde vivem os pais biológicos.

Essa prática do nomadismo começou a ser pesquisada pela Companhia Corpos Nômades em 2001, tendo como campo a Favela do Gato (SP), que mais tarde foi verticalizada em conjunto habitacional.

Andreazzi ainda acrescenta referências da obra O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia, assinada por Gilles Deleuze e Félix Guattari, que reveem a psicanálise de Sigmund Freud. Essa foi a maneira que o diretor encontrou para atualizar a história. "Fabricamos desejos e vamos atrás dos sonhos sem perceber as consequências. É a corrida louca por anseios, ligados à possibilidade ou impossibilidade de realização", aponta o diretor. (Supervisão Melina Dias)

Édipus Rex - A Máquina Desejante - Teatro. Estreia na sexta-feira (dia 13), às 21h. No espaço O Lugar - Rua Augusta, 325, São Paulo. Tel.: 3237-3224. Ingr.: R$ 15. Até 13/12: sexta-feira e sábado, às 21h; e domingo, às 20h30.

Tota representa profeta

O grafiteiro Antônio Duque, que assina os muros como Tota, integra o elenco da montagem Édipus Rex - A Máquina Desejante. Para recepcionar o público, o andreense promete mostrar a sua expressão artística. "Começo a fazer o grafite na entrada e termino na saída. É uma imagem relativa ao espetáculo", adianta.

No palco, Tota ainda incorpora o profeta Tirésias, que possui o dom da previsão. Ele grafita o nome de todos que entram em cena e risca as palavras conforme o momento da morte. "É uma forma de dar notoriedade a cada um. A escrita chama a atenção do público para o personagem", explica.

O mesmo profeta grego é representado por mais três artistas, que apresentam tipos físicos similares: o DJ Dan-Dan (Anderson Barbosa), o mestre-sala Gabi (Gabriel Martins), da Escola Camisa Verde e Branco, e o rapper Terra Preta (Arithon Felipe de Deus) - o último aparece somente em videoarte.

Na mitologia grega, Tirésias foi sucessivamente homem e mulher. Os deuses o condenaram à cegueira, mas lhe deram o dom de prever o futuro em troca da visão perdida. É ele quem adivinha o trágico destino de Édipo.



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Nômades revisitam mito de Édipo

Sara Saar
Especial para o Diário

08/11/2009 | 07:02


O conflito entre forças de vida e morte que move a existência humana entra em cena durante a exibição do espetáculo Édipus Rex - A Máquina Desejante, que estreia nesta sexta-feira, em São Paulo.

Dirigida por João Andreazzi, a montagem é inspirada na lenda grega de Édipo, cuja história foi recolhida em três peças do dramaturgo Sófocles (Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona).

O enredo é construído a partir de uma sentença. Laios, rei de Tebas, recebe a seguinte maldição: o primeiro filho o matará e, em seguida, deve se casar com a própria mãe.

Já adulto, criado por pais adotivos em Corinto, Édipo tem conhecimento da praga e tenta escapar do destino, mas se aproxima da consumação quando viaja a Tebas, cidade onde vivem os pais biológicos.

Essa prática do nomadismo começou a ser pesquisada pela Companhia Corpos Nômades em 2001, tendo como campo a Favela do Gato (SP), que mais tarde foi verticalizada em conjunto habitacional.

Andreazzi ainda acrescenta referências da obra O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia, assinada por Gilles Deleuze e Félix Guattari, que reveem a psicanálise de Sigmund Freud. Essa foi a maneira que o diretor encontrou para atualizar a história. "Fabricamos desejos e vamos atrás dos sonhos sem perceber as consequências. É a corrida louca por anseios, ligados à possibilidade ou impossibilidade de realização", aponta o diretor. (Supervisão Melina Dias)

Édipus Rex - A Máquina Desejante - Teatro. Estreia na sexta-feira (dia 13), às 21h. No espaço O Lugar - Rua Augusta, 325, São Paulo. Tel.: 3237-3224. Ingr.: R$ 15. Até 13/12: sexta-feira e sábado, às 21h; e domingo, às 20h30.

Tota representa profeta

O grafiteiro Antônio Duque, que assina os muros como Tota, integra o elenco da montagem Édipus Rex - A Máquina Desejante. Para recepcionar o público, o andreense promete mostrar a sua expressão artística. "Começo a fazer o grafite na entrada e termino na saída. É uma imagem relativa ao espetáculo", adianta.

No palco, Tota ainda incorpora o profeta Tirésias, que possui o dom da previsão. Ele grafita o nome de todos que entram em cena e risca as palavras conforme o momento da morte. "É uma forma de dar notoriedade a cada um. A escrita chama a atenção do público para o personagem", explica.

O mesmo profeta grego é representado por mais três artistas, que apresentam tipos físicos similares: o DJ Dan-Dan (Anderson Barbosa), o mestre-sala Gabi (Gabriel Martins), da Escola Camisa Verde e Branco, e o rapper Terra Preta (Arithon Felipe de Deus) - o último aparece somente em videoarte.

Na mitologia grega, Tirésias foi sucessivamente homem e mulher. Os deuses o condenaram à cegueira, mas lhe deram o dom de prever o futuro em troca da visão perdida. É ele quem adivinha o trágico destino de Édipo.

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