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Para lembrar Philadelpho Braz


Ademir Medici

29/09/2014 | 07:00


No momento em que o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá decide dar o nome das suas lideranças históricas a setores da entidade – desde o prédio como um todo até as suas várias repartições –, professor Alexandre Takara lembra Philadelpho Braz.

É um longo artigo em que se misturam lembranças do amigo Philadelpho e revelações dele próprio, Alexandre Takara. Aos interessados em ter a íntegra do texto, escrevam ao professor pelo e-mail alexandre.takara04@gmail.com .

Philadelpho Braz será o nome da Biblioteca e Centro de Memória do sindicato, como Memória já informou. E o artigo de Takara apenas acentua o acerto deste gesto.

Segue o que destacamos da narrativa do professor Takara:

LÍDERES PERSEGUIDOS

Os comunistas tinham uma vida sacrificada, pois eram perseguidos. Eu me lembro que, na década de 1950, cheguei a ver diversas listas de comunistas que circulavam no meio empresarial com a recomendação de não empregá-los, posto que subversivos.

Eu era educador social do Sesi, visitava empresas do Grande ABC e, por força dessas circunstâncias, informavam-me, sem eu pedir. Quiseram fazer de mim o porta-voz daquela recomendação, mas recusei. Nessa ocasião, não tinha ainda consciência política desenvolvida, mas estava convencido da indignidade daquele expediente: os comunistas tinham o direito a um lugar sob o sol.

PRESTES E GETÚLIO

Há uma passagem obscura para Philadelpho, aliás, para a consciência nacional: o apoio de Luiz Carlos Prestes a Getúlio Vargas e a Adhemar de Barros.

Quando Luiz Carlos Prestes esteve em Santo André, na década de 1990, aliás, diversas vezes, para pronunciar conferências no Colégio Singular (eu era professor desse estabelecimento de ensino), tive a oportunidade de, durante os debates, perguntar diretamente ao conferencista a respeito da tal aliança que me parecia espúria. Prestes recusou a responder. Também não insisti, convencido da máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios.

MEMÓRIA CONSTRUÍDA

Deve, a História do Grande ABC, a Philadelpho Braz a publicação de três livros que formam a coleção A Cultura e os Trabalhadores, que pode ser consultada nas bibliotecas locais.

E dizer que a iniciativa foi de um operário, curso incompleto no grupo escolar, mas se fez na luta: um aço incandescido e forjado na bigorna da vida.

NOTA DA MEMÓRIA

No início da década passada, Philadelpho Braz, Alexandre Takara e Manoel dos Santos seguiram com este repórter pelas ruas de Santo André. Foram duas tardes. Caminhávamos com gravador a tiracolo. Registramos a fala dos três e dos amigos com quem cruzávamos.

Pontos de encontro da classe operária do passado, locais de refúgio das suas lideranças, experiências vividas – boas e ruins. Para nós, uma nova Santo André se descortinou. Fitas e fotos daqueles momentos compõem o acervo desta página Memória.

Folclore em São Bernardo

Cerâmica decorativa. Pesquisadores descobrem obras do tempo do Centro de Pesquisa do Folclore. Estão expostas na Chácara Silvestre, em Nova Petrópolis. Visitação livre.

Diário há 30 anos

Sábado, 29 de setembro de 1984 – ano 27, nº 5635

Manchete – Prefeito paga servidores mas pode perder mandato. Gilson Menezes aprovou pagamento em Diadema sem aprovação de suplementação de verba pela Câmara

Voleibol – Pirelli de Santo André estreia com vitória em torneio na Iugoslávia: 3 a 0 frente ao Panini, da Itália. Do enviado especial do Diário, Luiz Carlos Sperandio.

Crônica (Roterdan Cravo, pseudônimo de Fausto Polesi, diretor de Redação) – Hoje dou uma de João Teimoso.

Música – Itamar Assunção, hoje e amanhã no Teatro Municipal de Santo André.

Em 29 de setembro de...

1909 – Lívio Xella nasce no Largo da Sé, hoje Praça da Sé, em São Paulo. Veio para Santo André em 28-9-1929. Aqui fez história como contador, economista, líder empresarial e memorialista. Saudoso colaborador desta página Memória. Coordenador do Movimento SOS Carlos Gomes, em defesa do velho cinema da Rua Senador Flaquer.

1914 – A guerra. Manchete do Estadão: a marcha dos russos na Áustria; a invasão da Hungria.

1929 – Fundado, em Santo André, o Vila Pires Futebol Clube.

1939 – Fundado, em Santo André, o Juvenil Piratininga. Foi seu primeiro presidente Antonio Assumpção, patriarca desta garbosa família de esportistas da cidade e do Grande ABC.

Hoje

- Dia do Anunciante

- Dia do Paraquedista

- Dia Mundial do Petróleo

Santos do dia

Hoje é a festa dos três arcanjos: Gabriel, que significa Deus é forte ou Aquele que está com Deus; Miguel ou Quem como Deus; Rafael, Medicina de Deus ou Deus cura. 



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Para lembrar Philadelpho Braz

Ademir Medici

29/09/2014 | 07:00


No momento em que o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá decide dar o nome das suas lideranças históricas a setores da entidade – desde o prédio como um todo até as suas várias repartições –, professor Alexandre Takara lembra Philadelpho Braz.

É um longo artigo em que se misturam lembranças do amigo Philadelpho e revelações dele próprio, Alexandre Takara. Aos interessados em ter a íntegra do texto, escrevam ao professor pelo e-mail alexandre.takara04@gmail.com .

Philadelpho Braz será o nome da Biblioteca e Centro de Memória do sindicato, como Memória já informou. E o artigo de Takara apenas acentua o acerto deste gesto.

Segue o que destacamos da narrativa do professor Takara:

LÍDERES PERSEGUIDOS

Os comunistas tinham uma vida sacrificada, pois eram perseguidos. Eu me lembro que, na década de 1950, cheguei a ver diversas listas de comunistas que circulavam no meio empresarial com a recomendação de não empregá-los, posto que subversivos.

Eu era educador social do Sesi, visitava empresas do Grande ABC e, por força dessas circunstâncias, informavam-me, sem eu pedir. Quiseram fazer de mim o porta-voz daquela recomendação, mas recusei. Nessa ocasião, não tinha ainda consciência política desenvolvida, mas estava convencido da indignidade daquele expediente: os comunistas tinham o direito a um lugar sob o sol.

PRESTES E GETÚLIO

Há uma passagem obscura para Philadelpho, aliás, para a consciência nacional: o apoio de Luiz Carlos Prestes a Getúlio Vargas e a Adhemar de Barros.

Quando Luiz Carlos Prestes esteve em Santo André, na década de 1990, aliás, diversas vezes, para pronunciar conferências no Colégio Singular (eu era professor desse estabelecimento de ensino), tive a oportunidade de, durante os debates, perguntar diretamente ao conferencista a respeito da tal aliança que me parecia espúria. Prestes recusou a responder. Também não insisti, convencido da máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios.

MEMÓRIA CONSTRUÍDA

Deve, a História do Grande ABC, a Philadelpho Braz a publicação de três livros que formam a coleção A Cultura e os Trabalhadores, que pode ser consultada nas bibliotecas locais.

E dizer que a iniciativa foi de um operário, curso incompleto no grupo escolar, mas se fez na luta: um aço incandescido e forjado na bigorna da vida.

NOTA DA MEMÓRIA

No início da década passada, Philadelpho Braz, Alexandre Takara e Manoel dos Santos seguiram com este repórter pelas ruas de Santo André. Foram duas tardes. Caminhávamos com gravador a tiracolo. Registramos a fala dos três e dos amigos com quem cruzávamos.

Pontos de encontro da classe operária do passado, locais de refúgio das suas lideranças, experiências vividas – boas e ruins. Para nós, uma nova Santo André se descortinou. Fitas e fotos daqueles momentos compõem o acervo desta página Memória.

Folclore em São Bernardo

Cerâmica decorativa. Pesquisadores descobrem obras do tempo do Centro de Pesquisa do Folclore. Estão expostas na Chácara Silvestre, em Nova Petrópolis. Visitação livre.

Diário há 30 anos

Sábado, 29 de setembro de 1984 – ano 27, nº 5635

Manchete – Prefeito paga servidores mas pode perder mandato. Gilson Menezes aprovou pagamento em Diadema sem aprovação de suplementação de verba pela Câmara

Voleibol – Pirelli de Santo André estreia com vitória em torneio na Iugoslávia: 3 a 0 frente ao Panini, da Itália. Do enviado especial do Diário, Luiz Carlos Sperandio.

Crônica (Roterdan Cravo, pseudônimo de Fausto Polesi, diretor de Redação) – Hoje dou uma de João Teimoso.

Música – Itamar Assunção, hoje e amanhã no Teatro Municipal de Santo André.

Em 29 de setembro de...

1909 – Lívio Xella nasce no Largo da Sé, hoje Praça da Sé, em São Paulo. Veio para Santo André em 28-9-1929. Aqui fez história como contador, economista, líder empresarial e memorialista. Saudoso colaborador desta página Memória. Coordenador do Movimento SOS Carlos Gomes, em defesa do velho cinema da Rua Senador Flaquer.

1914 – A guerra. Manchete do Estadão: a marcha dos russos na Áustria; a invasão da Hungria.

1929 – Fundado, em Santo André, o Vila Pires Futebol Clube.

1939 – Fundado, em Santo André, o Juvenil Piratininga. Foi seu primeiro presidente Antonio Assumpção, patriarca desta garbosa família de esportistas da cidade e do Grande ABC.

Hoje

- Dia do Anunciante

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