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Grupo protesta contra morte de docente

Wagner Rodrigues da Graça foi assassinado no dia 25 em frente à EE Evandro Caiafa Esquível


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

02/09/2014 | 07:00


A morte do professor de Sociologia Wagner Rodrigues da Graça, 39 anos, assassinado a tiros em frente à escola em que trabalhava na Vila Nogueira, em Diadema, motivou protesto na tarde de ontem, que reuniu cerca de 200 pessoas. Organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e por estudantes de escolas estaduais de Diadema, a manifestação aconteceu na Praça Lauro Michels, no Centro. Graça foi morto no dia 25 de agosto em frente à EE Evandro Caiafa Esquível.

A ação foi pacífica. O grupo saiu da praça às 16h40 e percorreu as avenidas Antônio Piranga e Alda, além da Rua Manoel da Nóbrega. Depois, retornou à área verde, onde os manifestantes rezaram e cantaram o Hino Nacional.

Vice-presidente da Apeoesp, Fábio de Moraes afirmou que o principal objetivo é que o crime não caia no esquecimento. “Queremos prestar solidariedade à família e, principalmente, evitar que a morte do nosso colega se torne apenas mais uma estatística. Infelizmente, a violência contra o professor é grande dentro e fora da sala de aula”. disse.

“Também queremos chamar a atenção para outros problemas vividos pelos docentes, como a progressão continuada, que gera desrespeito e indisciplina. Queremos uma resposta, uma solução pedagógica para que as escolas virem locais melhores para os nossos alunos”, disse o conselheiro da Apeoesp Diadema, José Reinaldo de Matos Lima.

A tia do professor, Francisca Rodrigues Vieira, 58, foi a única parente a participar do protesto. “A família está arrasada, eles não têm condições de fazer nada. Ele deixou um filho de 3 anos que só chora.”

A estudante Krisna França, 18, guarda boas lembranças do mestre. “Ele era um ótimo professor, muito atencioso e esforçado no trabalho. Fiquei sabendo pelos meus colegas e não acreditei.”

O assassinato do docente está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da cidade. Segundo a delegada responsável pelo setor, Liliane Lopes Doretto, a investigação corre em sigilo. “Temos convicção de que pegaremos o responsável em breve.”

Os manifestantes disseram que outro protesto será realizado na sexta-feira, na Praça da Moça. 



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