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PIB da América Latina cairá pela 1ª vez em 10 anos


Do Diário do Grande ABC

16/09/1999 | 13:55


A recuperaçao econômica da América Latina neste segundo semestre nao será suficiente para compensar a forte recessao observada nos primeiros seis meses do ano, razao pela qual a taxa regional de crescimento deve fechar o ano em -0,4%. A conclusao é do chefe da Unidade de Análises Macroeconômicas da Cepal (Comissao Econômica para América Latina e o Caribe), Hubert Escaith. "Pela primeira vez na década, o PIB (Produto Interno Bruto) regional vai experimentar uma ligeira queda", diz o economista.

Apesar desse quadro ligeiramente recessivo, porém menos grave do que as previsoes feitas logo depois da crise cambial brasileira, Escaith acredita que os indícios de recuperaçao no terceiro e quatro trimestres deste ano mostram que, a partir do próximo ano, a economia latino-americana "retomará a tendência ascendente".

O economista afirma, entretanto, que este ano será uma continuidade do que ocorreu ao final de 1998, quando observou-se um quadro recessivo bastante pronunciado na América do Sul e uma situaçao pouco melhor no México, Centro-América e o Caribe. De acordo com Escaith, o quadro regional foi particularmente afetado pela recessao no Brasil, que representa 40% do PIB regional, e na Argentina.

Os dados preliminares do "Estudo Econômico da América Latina e Caribe 1998-1999", elaborado pela Cepal, mostram ainda que, pela primeira vez desde o início dos anos 80, o déficit da conta corrente da América Latina superou o patamar dos US$ 89 bilhoes, passando de 3,4% do PIB, em 1997, para 4,5%. Mas, explica Escaith, "a deterioraçao da conta corrente começou reverter-se em vários países latino-americanos já no final de 1998, razao pela qual espera-se que este ano o déficit regional caia para pelo menos US$ 75 bilhoes (3,5% do PIB), voltando ao patamar de 1997".

Para o economista, se a situaçao internacional se mantiver no mesmo quadro atual, o déficit de conta corrente regional poderá ser financiado sem recorrer às reservas internacionais. "A crise na Asia afetou de forma adversa o comércio de bens e os fluxos de capital, que, no ano passado, nao foram suficientes para cobrir o déficit, razao pela qual os países da regiao tiveram de utilizar suas reservas internacionais para equilibrar as suas contas externas, além de recorrer, em maior grau, aos recursos do FMI", diz Escaith.

De acordo com o estudo da Cepal, o ingresso de capital estrangeiro caiu de uma cifra recorde de US$ 85 bilhoes, em 1997 para US$ 68 bilhoes no ano passado. Embora os investimentos estrangeiros diretos tenham se mantido na base de US$ 60 bilhoes os bônus, empréstimos bancários e as compras de açoes sofreram uma queda significativa.



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PIB da América Latina cairá pela 1ª vez em 10 anos

Do Diário do Grande ABC

16/09/1999 | 13:55


A recuperaçao econômica da América Latina neste segundo semestre nao será suficiente para compensar a forte recessao observada nos primeiros seis meses do ano, razao pela qual a taxa regional de crescimento deve fechar o ano em -0,4%. A conclusao é do chefe da Unidade de Análises Macroeconômicas da Cepal (Comissao Econômica para América Latina e o Caribe), Hubert Escaith. "Pela primeira vez na década, o PIB (Produto Interno Bruto) regional vai experimentar uma ligeira queda", diz o economista.

Apesar desse quadro ligeiramente recessivo, porém menos grave do que as previsoes feitas logo depois da crise cambial brasileira, Escaith acredita que os indícios de recuperaçao no terceiro e quatro trimestres deste ano mostram que, a partir do próximo ano, a economia latino-americana "retomará a tendência ascendente".

O economista afirma, entretanto, que este ano será uma continuidade do que ocorreu ao final de 1998, quando observou-se um quadro recessivo bastante pronunciado na América do Sul e uma situaçao pouco melhor no México, Centro-América e o Caribe. De acordo com Escaith, o quadro regional foi particularmente afetado pela recessao no Brasil, que representa 40% do PIB regional, e na Argentina.

Os dados preliminares do "Estudo Econômico da América Latina e Caribe 1998-1999", elaborado pela Cepal, mostram ainda que, pela primeira vez desde o início dos anos 80, o déficit da conta corrente da América Latina superou o patamar dos US$ 89 bilhoes, passando de 3,4% do PIB, em 1997, para 4,5%. Mas, explica Escaith, "a deterioraçao da conta corrente começou reverter-se em vários países latino-americanos já no final de 1998, razao pela qual espera-se que este ano o déficit regional caia para pelo menos US$ 75 bilhoes (3,5% do PIB), voltando ao patamar de 1997".

Para o economista, se a situaçao internacional se mantiver no mesmo quadro atual, o déficit de conta corrente regional poderá ser financiado sem recorrer às reservas internacionais. "A crise na Asia afetou de forma adversa o comércio de bens e os fluxos de capital, que, no ano passado, nao foram suficientes para cobrir o déficit, razao pela qual os países da regiao tiveram de utilizar suas reservas internacionais para equilibrar as suas contas externas, além de recorrer, em maior grau, aos recursos do FMI", diz Escaith.

De acordo com o estudo da Cepal, o ingresso de capital estrangeiro caiu de uma cifra recorde de US$ 85 bilhoes, em 1997 para US$ 68 bilhoes no ano passado. Embora os investimentos estrangeiros diretos tenham se mantido na base de US$ 60 bilhoes os bônus, empréstimos bancários e as compras de açoes sofreram uma queda significativa.

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