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Radar reduz número de acidentes no ABC


Nicolas Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

22/06/2003 | 19:20


As prefeituras do Grande ABC apontam uma redução nos índices de acidentes de trânsito nas vias que receberam radares, depois da instalação dos equipamentos, há cerca de dois anos. Embora a maioria das cidades registre um aumento na quantidade de ocorrências, caiu o número de acidentes nos locais onde os radares foram instalados, de acordo com secretários e diretores de trânsito.

“A estabilização ou um pequeno aumento nos números são positivos, porque de um ano para o outro temos um aumento médio da frota de veículos de 10%”, disse o superintendente da EPT (Empresa Pública de Transporte de Santo André), Epeus Pinto Monteiro. Os números apresentados por Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires são diferentes dos da PM (Polícia Militar) devido a critérios técnicos, segundo Epeus e o secretário de Serviços Urbanos de São Bernardo, Gilberto Frigo. Em São Caetano, embora a frota seja de 152 mil carros, de acordo com o diretor de trânsito, Moacir Guirão, a administração não faz estatísticas de trânsito.

“A Prefeitura faz um levantamento mais aprofundado em relação à polícia”, disse Frigo. “O problema em se considerar apenas os dados da PM é que há casos de acidentes que não são registrados na polícia e, portanto, ficariam fora das estatísticas”, disse o secretário. Tanto Frigo quanto Epeus citaram outras fontes de dados para os números, como os hospitais e as Guardas Municipais.

Santo André tem hoje cinco radares móveis que operam em sistema de rodízio, quatro lombadas eletrônicas, 18 radares fixos e 20 detectores de infração a semáforos. De acordo com Epeus, o índice de autuações de trânsito no início da década de 90 era de 2% do volume de carros em cada via. Hoje, esse número é de 0,8%.

Para o diretor da EPT, os polêmicos radares – alvo de reclamações constantes de motoristas da cidade – apresentam caráter educativo. “Em 2001, tivemos um índice de 301 mortes para cada 10 mil veículos licenciados. Em 2002, esse número passou para 290”, disse Epeus.

A Prefeitura de São Bernardo possui um levantamento que relaciona diretamente mortes no trânsito à instalação dos radares. Pelo estudo, em 1997, quando chegaram os primeiros equipamentos, a cidade teve 130 mortes. Hoje, com 186 radares, o número é de cerca de 20 mortes por ano. “O trabalho do Centro de Reflexão do Trânsito (inaugurado em junho de 2000), aliado à fiscalização eletrônica, provocou a melhoria”, disse Frigo.

Em Ribeirão, a colocação de radares em três avenidas reduziu os acidentes, segundo a gerente de trânsito, Andrea Aquiles do Prado. A avenida Francisco Monteiro totalizou 176 acidentes, contra 121 no ano passado. Na rua Kaethe Richers o número de acidentes caiu de 51 para 34. Segundo a administração, a queda no índice de atropelamentos na Francisco Monteiro foi de 85%.

Melhorias – “Um fator importante são as melhorias que são feitas em uma via. Quando a avenida está em perfeitas condições, há uma tendência maior de acidentes”, disse o diretor de Transporte e Trânsito de Mauá, Renato Moreira. “Quando se esgotam os aspectos de sinalização, é necessário apelar à fiscalização”, disse. De acordo com Moreira, a cidade tem grande número de atropelamento de ciclistas. A administração pretende criar faixas exclusivas para bicicletas para reduzir esse tipo de acidente. A avenida Barão de Mauá foi campeã em atropelamentos no ano passado: 25 ocorrências.

Em Diadema, onde existem 29 radares e aplica-se uma média de 7 mil multas por mês, o maior problema é o fluxo de carros que apenas passam pelo local, vindos de outras cidades. “A avenida Fábio Eduardo Esquivel é o nosso maior problema, mas a situação vem melhorando desde a instalação dos equipamentos, em 2000, com campanhas educativas e introdução de temporizadores nos semáforos”, disse o diretor de Trânsito, José Eduardo Rosário dos Santos.



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Radar reduz número de acidentes no ABC

Nicolas Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

22/06/2003 | 19:20


As prefeituras do Grande ABC apontam uma redução nos índices de acidentes de trânsito nas vias que receberam radares, depois da instalação dos equipamentos, há cerca de dois anos. Embora a maioria das cidades registre um aumento na quantidade de ocorrências, caiu o número de acidentes nos locais onde os radares foram instalados, de acordo com secretários e diretores de trânsito.

“A estabilização ou um pequeno aumento nos números são positivos, porque de um ano para o outro temos um aumento médio da frota de veículos de 10%”, disse o superintendente da EPT (Empresa Pública de Transporte de Santo André), Epeus Pinto Monteiro. Os números apresentados por Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires são diferentes dos da PM (Polícia Militar) devido a critérios técnicos, segundo Epeus e o secretário de Serviços Urbanos de São Bernardo, Gilberto Frigo. Em São Caetano, embora a frota seja de 152 mil carros, de acordo com o diretor de trânsito, Moacir Guirão, a administração não faz estatísticas de trânsito.

“A Prefeitura faz um levantamento mais aprofundado em relação à polícia”, disse Frigo. “O problema em se considerar apenas os dados da PM é que há casos de acidentes que não são registrados na polícia e, portanto, ficariam fora das estatísticas”, disse o secretário. Tanto Frigo quanto Epeus citaram outras fontes de dados para os números, como os hospitais e as Guardas Municipais.

Santo André tem hoje cinco radares móveis que operam em sistema de rodízio, quatro lombadas eletrônicas, 18 radares fixos e 20 detectores de infração a semáforos. De acordo com Epeus, o índice de autuações de trânsito no início da década de 90 era de 2% do volume de carros em cada via. Hoje, esse número é de 0,8%.

Para o diretor da EPT, os polêmicos radares – alvo de reclamações constantes de motoristas da cidade – apresentam caráter educativo. “Em 2001, tivemos um índice de 301 mortes para cada 10 mil veículos licenciados. Em 2002, esse número passou para 290”, disse Epeus.

A Prefeitura de São Bernardo possui um levantamento que relaciona diretamente mortes no trânsito à instalação dos radares. Pelo estudo, em 1997, quando chegaram os primeiros equipamentos, a cidade teve 130 mortes. Hoje, com 186 radares, o número é de cerca de 20 mortes por ano. “O trabalho do Centro de Reflexão do Trânsito (inaugurado em junho de 2000), aliado à fiscalização eletrônica, provocou a melhoria”, disse Frigo.

Em Ribeirão, a colocação de radares em três avenidas reduziu os acidentes, segundo a gerente de trânsito, Andrea Aquiles do Prado. A avenida Francisco Monteiro totalizou 176 acidentes, contra 121 no ano passado. Na rua Kaethe Richers o número de acidentes caiu de 51 para 34. Segundo a administração, a queda no índice de atropelamentos na Francisco Monteiro foi de 85%.

Melhorias – “Um fator importante são as melhorias que são feitas em uma via. Quando a avenida está em perfeitas condições, há uma tendência maior de acidentes”, disse o diretor de Transporte e Trânsito de Mauá, Renato Moreira. “Quando se esgotam os aspectos de sinalização, é necessário apelar à fiscalização”, disse. De acordo com Moreira, a cidade tem grande número de atropelamento de ciclistas. A administração pretende criar faixas exclusivas para bicicletas para reduzir esse tipo de acidente. A avenida Barão de Mauá foi campeã em atropelamentos no ano passado: 25 ocorrências.

Em Diadema, onde existem 29 radares e aplica-se uma média de 7 mil multas por mês, o maior problema é o fluxo de carros que apenas passam pelo local, vindos de outras cidades. “A avenida Fábio Eduardo Esquivel é o nosso maior problema, mas a situação vem melhorando desde a instalação dos equipamentos, em 2000, com campanhas educativas e introdução de temporizadores nos semáforos”, disse o diretor de Trânsito, José Eduardo Rosário dos Santos.

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