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Indústria cresce enquanto Nuci cai



10/09/2010 | 07:07


Apesar do crescimento contínuo da atividade industrial, a expansão dos investimentos desde o ano passado tem ampliado o parque fabril, com reflexo na queda do Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), na avaliação do economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Marcelo de Ávila. De acordo com os indicadores industriais divulgados ontem, o Nuci recuou pelo terceiro mês consecutivo em julho, para 82,3% ante 82,5% em junho.

"Mesmo havendo maior atividade industrial no mês de julho, a utilização da capacidade recuou nesse período. A formação bruta de capital fixo vem crescendo a passos largos e a maturação de investimentos está ampliando o parque industrial", afirmou Ávila.

Para o economista, o comportamento do indicador mostra que não há descompasso entre a demanda e a oferta na indústria. "Estamos vendo a convergência da inflação para a meta. Além disso, o período de aperto monetário que ainda não foi todo absorvido pela economia, mas de qualquer forma, se você não tivesse elevado os juros, o desempenho da indústria seria ainda maior", avaliou.

Segundo Ávila, o faturamento das fábricas já supera em 4,2% o patamar anterior ao agravamento da crise financeira internacional, em setembro de 2008. Em julho, o indicador cresceu 3,6% ante o mês anterior. "O faturamento é o indicador que reage primeiro à melhora da economia e o esse resultado já garante no mínimo 8,4% de crescimento em 2010, com boa possibilidade de ficar acima de dois dígitos. Lembrando que a expansão é forte, mas é sobre base de comparação muito deprimida", ressaltou.

O mesmo ocorre com o emprego industrial que, pelo segundo mês seguido, apresentou alta de 0,5% na comparação mensal, variação acima da média histórica de crescimento do indicador, que já supera em 0,8% o nível de setembro de 2008. "Em questão de emprego a crise já ficou para trás. Em termos de quantidade, todas as vagas fechadas no fim de 2008 já foram recompostas", completou Ávila.



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