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Para enfrentar a violência contra as mulheres

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

25/06/2018 | 07:00


Propor ações viáveis para uma transformação social e diminuição da violência contra a mulher. Esse é o trabalho desenvolvido pelo psicólogo e sociólogo Flávio Urra, que, desde 2014, coordena o Programa E Agora, José?, da Prefeitura de Santo André.

Da criação da iniciativa até o momento, já passaram pela ação cerca de 300 homens. Atualmente, 40 são atendidos. “Não temos a ilusão de que, em 26 encontros, esses homens mudaram radicalmente, mas, sim, que atuamos na redução de danos na vida deles e das mulheres. Que muitos se tornaram pessoas melhores do que eram quando entraram no programa.”


Antes de coordenar o Programa E agora, José?, já tinha atuação na problemática da violência doméstica ou se dedicava a outras áreas? Como se deu sua proximidade com o tema?

Venho atuando na área de enfrentamento à violência contra a mulher desde 2001. Realizei grupos de homens em Santo André (2002, 2004 e 2007), São Bernardo (2008) e Diadema (2006). Também realizei a Campanha do Laço Branco: Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Além do Grande ABC, em Guarulhos (2012), São José dos Campos (2013), Suzano (2017), Ferraz de Vasconcelos (2017), Itaquaquecetuba (2017) e Mogi das Cruzes (2018). Também venho realizando palestras sobre gênero e masculinidades em seminários e cursos nos mais diversos contextos.

Como iniciou o trabalho na área?

Aproximei-me da temática após conclusão do curso de Psicologia, quando fui selecionado para fazer parte de um programa chamado Gênero e Cidadania, em 2001, que atuava em núcleos de Santo André, levando a discussão para favelas em processo de urbanização. Era uma parceria entre o CES (Centro de Educação para a Saúde) e a Prefeitura. O programa foi premiado em Dubai (2002) com o Prêmio Internacional de Dubai sobre Melhores Práticas para a Melhoria das Condições de Vida.

Como surgiu o convite para coordenar o programa E agora, José?

Em 2014, fui convidado pela Prefeitura de Santo André, pela Secretaria de Políticas para Mulheres, para implantar e coordenar o programa. Foi realizada parceria com o Tribunal de Justiça, Comarca de Santo André, Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária do Estado, a Defensoria Pública do Estado e a ONG Enaep (Entre Nós – Assessoria, Educação e Pesquisa). As primeiras reuniões foram realizadas pelo psicólogo Paulo Cagliari e eu, no espaço cedido pelo Cras (Centro de Referência de Assistência Social), no Centro.

Como funciona o programa E agora, José?

Os serviços de atendimento a homens autores de violência estão previstos na Lei 11.340/2006 – Lei Maria da Penha. Em suas disposições finais, no artigo 35 – inciso 5, prevê a criação de centros de educação e de reabilitação para os agressores e no artigo 45 modifica a redação da Lei de Execução Penal, possibilitando que nos casos de violência doméstica contra a mulher o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do autor de violência a programas de recuperação e reeducação. Em nosso caso, o homem condenado pela Lei Maria da Penha com pena menor que dois anos de prisão recebe da juíza a suspensão condicional da pena e o mesmo é encaminhado para a Central de Penas e Medidas Alternativas, que, após entrevista e avaliação, encaminha ao Programa E Agora, José?, onde é recebido, passa por duas entrevistas pré-grupo para depois ser inserido em um dos grupos, no qual passará por 20 reuniões reflexivas. Ao encerrar os 20 encontros, deve passar por mais uma entrevista e por mais três encontros, após três, seis e nove meses, perfazendo total de 26 encontros (52 horas).Os encontros são às quartas-feiras, das 18h às 20h, e o grupo é aberto com o máximo de 15 participantes. Sendo que o grupo apenas recebe homens autores de violência encaminhados por decisão proferida pelo juízo competente. O ciclo se repete a cada 20 encontros, podendo os participantes iniciarem a qualquer momento e, consequentemente, participar dos 20 encontros grupais. Atualmente estamos com dois grupos e nove facilitadores.

Que temáticas são trabalhadas com esses homens?

Nos 20 encontros grupais trabalhamos com 20 temas, todos ligados à masculinidade: construção da violência masculina, machismo, tarefas domésticas, profissões, diversidade sexual, violência sexual, honra masculina, discriminação, preconceito, racismo, poder, dominação, violência contra a mulher e Lei Maria da Penha, entre outros.

Para o homem que já tem o machismo enraizado desde a infância, é possível mudar a visão? E como fazer isso?

Nós, homens, somos educados e socializados em uma sociedade machista, que nos ensina que ser homem é ser macho, e se parecer com uma mulher é ruim. Nossos espaços de socialização masculina, como a rua, o bar, o futebol e as turmas nos ensinam a ser violentos e tratar a mulher como um objeto. Mas acreditamos que esse jeito machista de ser do homem é uma representação, um personagem, uma performance que os homens tentam manter. Não é algo biológico e natural. Mas assim como eles aprenderam a ser desse jeito, podem aprender a ser homens menos machistas e menos violentos. Nos grupos, os facilitadores proporcionam diálogo, por meio de perguntas e reflexões, que vão levando esses homens a questionarem seus modelos de serem homens. Levando-os a perceber as consequências do machismo para a vida das mulheres, das crianças e a deles mesmos. Consequências para as mulheres como o feminicídio, cultura do estupro e altos índices de violência contra a mulher. Para as crianças, o abuso sexual e a violência. E, para os homens, o descuido com a saúde, o suicídio, os assassinatos, os acidentes de trânsito, o uso de drogas, as brigas de torcida, a violência urbana e a superpopulação carcerária.

Quais os principais problemas que levam a esse cenário de violência doméstica, em sua opinião?

A nossa cultura valoriza no homem aspectos como a força, a virilidade, a coragem e a luta; e nas mulheres, a fragilidade, o pudor, submissão e medo. Nossas concepções do que é ser homem e ser mulher estão carregadas de significados que dão mais poder e riqueza aos homens do que às mulheres. Os homens passam a acreditar que são melhores que as mulheres. Muitos homens passam a querer dominar as mulheres, muitas vezes usando de força e violência. Os homens se tornam violentos porque é isso que se espera deles. A maioria das pessoas, em determinadas situações, pensa em usar a violência para resolver seus problemas: como o pai que bate no filho para que ele se torne uma pessoa honesta; como quando achamos que o policial deve bater e matar o rapaz negro da favela; quando queremos que uma pessoa ‘pague’ pelo seu crime sendo castigada com violência. A sociedade, de modo geral, é violenta e ensina violência.

E como mudar esse cenário? Acredita que é possível acabar com essa situação de viol<CW15>ência doméstica?

Precisamos praticar e ensinar a não violência. Precisamos ensinar os meninos, desde a creche, a não serem machistas, ensinar que quando uma menina diz ‘não’ é não, ensiná-los a respeitar as meninas e tratá-las sempre de igual para igual. Precisamos ensinar as meninas a serem fortes, a se defenderem e a serem donas de seus corpos. Precisamos refletir e aprender a ser homem não machista nos ensinos Básico, Fundamental e Médio. Precisamos ter professores e professoras não machistas, que ensinem com sua prática a igualdade e a equidade. Quanto mais cedo discutirmos as questões de gênero nas escolas, mais homens e mulheres com igualdade de direitos teremos. Quanto aos homens adultos, temos que criar espaços de reflexão com outros homens menos machistas para que percebam novas maneiras de ser homem, uma masculinidade menos tóxica e não abusiva.

Na sua visão, como se deu a construção da ideologia machista e como desconstruí-la?

Apreendemos a ideologia machista desde que nascemos, nas palavras, nos gestos, nos discursos e práticas de homens e mulheres. A ideologia sempre vem em nossa cabeça com uma resposta pronta: homem não chora, mulher é mais frágil. Para desconstruir a ideologia, devemos usar a reflexão: será que homem não chora? Será que toda mulher é frágil? Somente a reflexão e o pensamento podem nos libertar da ideologia.

A Lei Maria da Penha completa, neste 2018, 12 anos em vigor. Como vê a aplicação dela e quais os desafios ainda a serem enfrentados para que tenha maior efetividade?

A Lei Maria da Penha é um avanço inquestionável, pela primeira vez no Brasil uma mulher pode se recusar a sofrer violência, denunciar se for abusada, ter seu abusador afastado de sua casa. Pode, com ajuda da rede de atendimento, se ver livre do abusador antes que a morte os separe. Pode usar da lei para ser a própria dona de seu corpo. Mas a Lei Maria da Penha ainda não teve todos os seus dispositivos, serviços e desdobramentos implementados, ela ainda é subutilizada pela maioria das Delegacias da Mulher e por muitos juízes criminais. A sociedade é machista, o Estado é machista, as delegacias são machistas, o Ministério Público é machista e o Judiciário é machista, logo, sua plena implementação ainda sofre sérias resistências. 



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Para enfrentar a violência contra as mulheres

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

25/06/2018 | 07:00


Propor ações viáveis para uma transformação social e diminuição da violência contra a mulher. Esse é o trabalho desenvolvido pelo psicólogo e sociólogo Flávio Urra, que, desde 2014, coordena o Programa E Agora, José?, da Prefeitura de Santo André.

Da criação da iniciativa até o momento, já passaram pela ação cerca de 300 homens. Atualmente, 40 são atendidos. “Não temos a ilusão de que, em 26 encontros, esses homens mudaram radicalmente, mas, sim, que atuamos na redução de danos na vida deles e das mulheres. Que muitos se tornaram pessoas melhores do que eram quando entraram no programa.”


Antes de coordenar o Programa E agora, José?, já tinha atuação na problemática da violência doméstica ou se dedicava a outras áreas? Como se deu sua proximidade com o tema?

Venho atuando na área de enfrentamento à violência contra a mulher desde 2001. Realizei grupos de homens em Santo André (2002, 2004 e 2007), São Bernardo (2008) e Diadema (2006). Também realizei a Campanha do Laço Branco: Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Além do Grande ABC, em Guarulhos (2012), São José dos Campos (2013), Suzano (2017), Ferraz de Vasconcelos (2017), Itaquaquecetuba (2017) e Mogi das Cruzes (2018). Também venho realizando palestras sobre gênero e masculinidades em seminários e cursos nos mais diversos contextos.

Como iniciou o trabalho na área?

Aproximei-me da temática após conclusão do curso de Psicologia, quando fui selecionado para fazer parte de um programa chamado Gênero e Cidadania, em 2001, que atuava em núcleos de Santo André, levando a discussão para favelas em processo de urbanização. Era uma parceria entre o CES (Centro de Educação para a Saúde) e a Prefeitura. O programa foi premiado em Dubai (2002) com o Prêmio Internacional de Dubai sobre Melhores Práticas para a Melhoria das Condições de Vida.

Como surgiu o convite para coordenar o programa E agora, José?

Em 2014, fui convidado pela Prefeitura de Santo André, pela Secretaria de Políticas para Mulheres, para implantar e coordenar o programa. Foi realizada parceria com o Tribunal de Justiça, Comarca de Santo André, Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária do Estado, a Defensoria Pública do Estado e a ONG Enaep (Entre Nós – Assessoria, Educação e Pesquisa). As primeiras reuniões foram realizadas pelo psicólogo Paulo Cagliari e eu, no espaço cedido pelo Cras (Centro de Referência de Assistência Social), no Centro.

Como funciona o programa E agora, José?

Os serviços de atendimento a homens autores de violência estão previstos na Lei 11.340/2006 – Lei Maria da Penha. Em suas disposições finais, no artigo 35 – inciso 5, prevê a criação de centros de educação e de reabilitação para os agressores e no artigo 45 modifica a redação da Lei de Execução Penal, possibilitando que nos casos de violência doméstica contra a mulher o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do autor de violência a programas de recuperação e reeducação. Em nosso caso, o homem condenado pela Lei Maria da Penha com pena menor que dois anos de prisão recebe da juíza a suspensão condicional da pena e o mesmo é encaminhado para a Central de Penas e Medidas Alternativas, que, após entrevista e avaliação, encaminha ao Programa E Agora, José?, onde é recebido, passa por duas entrevistas pré-grupo para depois ser inserido em um dos grupos, no qual passará por 20 reuniões reflexivas. Ao encerrar os 20 encontros, deve passar por mais uma entrevista e por mais três encontros, após três, seis e nove meses, perfazendo total de 26 encontros (52 horas).Os encontros são às quartas-feiras, das 18h às 20h, e o grupo é aberto com o máximo de 15 participantes. Sendo que o grupo apenas recebe homens autores de violência encaminhados por decisão proferida pelo juízo competente. O ciclo se repete a cada 20 encontros, podendo os participantes iniciarem a qualquer momento e, consequentemente, participar dos 20 encontros grupais. Atualmente estamos com dois grupos e nove facilitadores.

Que temáticas são trabalhadas com esses homens?

Nos 20 encontros grupais trabalhamos com 20 temas, todos ligados à masculinidade: construção da violência masculina, machismo, tarefas domésticas, profissões, diversidade sexual, violência sexual, honra masculina, discriminação, preconceito, racismo, poder, dominação, violência contra a mulher e Lei Maria da Penha, entre outros.

Para o homem que já tem o machismo enraizado desde a infância, é possível mudar a visão? E como fazer isso?

Nós, homens, somos educados e socializados em uma sociedade machista, que nos ensina que ser homem é ser macho, e se parecer com uma mulher é ruim. Nossos espaços de socialização masculina, como a rua, o bar, o futebol e as turmas nos ensinam a ser violentos e tratar a mulher como um objeto. Mas acreditamos que esse jeito machista de ser do homem é uma representação, um personagem, uma performance que os homens tentam manter. Não é algo biológico e natural. Mas assim como eles aprenderam a ser desse jeito, podem aprender a ser homens menos machistas e menos violentos. Nos grupos, os facilitadores proporcionam diálogo, por meio de perguntas e reflexões, que vão levando esses homens a questionarem seus modelos de serem homens. Levando-os a perceber as consequências do machismo para a vida das mulheres, das crianças e a deles mesmos. Consequências para as mulheres como o feminicídio, cultura do estupro e altos índices de violência contra a mulher. Para as crianças, o abuso sexual e a violência. E, para os homens, o descuido com a saúde, o suicídio, os assassinatos, os acidentes de trânsito, o uso de drogas, as brigas de torcida, a violência urbana e a superpopulação carcerária.

Quais os principais problemas que levam a esse cenário de violência doméstica, em sua opinião?

A nossa cultura valoriza no homem aspectos como a força, a virilidade, a coragem e a luta; e nas mulheres, a fragilidade, o pudor, submissão e medo. Nossas concepções do que é ser homem e ser mulher estão carregadas de significados que dão mais poder e riqueza aos homens do que às mulheres. Os homens passam a acreditar que são melhores que as mulheres. Muitos homens passam a querer dominar as mulheres, muitas vezes usando de força e violência. Os homens se tornam violentos porque é isso que se espera deles. A maioria das pessoas, em determinadas situações, pensa em usar a violência para resolver seus problemas: como o pai que bate no filho para que ele se torne uma pessoa honesta; como quando achamos que o policial deve bater e matar o rapaz negro da favela; quando queremos que uma pessoa ‘pague’ pelo seu crime sendo castigada com violência. A sociedade, de modo geral, é violenta e ensina violência.

E como mudar esse cenário? Acredita que é possível acabar com essa situação de viol<CW15>ência doméstica?

Precisamos praticar e ensinar a não violência. Precisamos ensinar os meninos, desde a creche, a não serem machistas, ensinar que quando uma menina diz ‘não’ é não, ensiná-los a respeitar as meninas e tratá-las sempre de igual para igual. Precisamos ensinar as meninas a serem fortes, a se defenderem e a serem donas de seus corpos. Precisamos refletir e aprender a ser homem não machista nos ensinos Básico, Fundamental e Médio. Precisamos ter professores e professoras não machistas, que ensinem com sua prática a igualdade e a equidade. Quanto mais cedo discutirmos as questões de gênero nas escolas, mais homens e mulheres com igualdade de direitos teremos. Quanto aos homens adultos, temos que criar espaços de reflexão com outros homens menos machistas para que percebam novas maneiras de ser homem, uma masculinidade menos tóxica e não abusiva.

Na sua visão, como se deu a construção da ideologia machista e como desconstruí-la?

Apreendemos a ideologia machista desde que nascemos, nas palavras, nos gestos, nos discursos e práticas de homens e mulheres. A ideologia sempre vem em nossa cabeça com uma resposta pronta: homem não chora, mulher é mais frágil. Para desconstruir a ideologia, devemos usar a reflexão: será que homem não chora? Será que toda mulher é frágil? Somente a reflexão e o pensamento podem nos libertar da ideologia.

A Lei Maria da Penha completa, neste 2018, 12 anos em vigor. Como vê a aplicação dela e quais os desafios ainda a serem enfrentados para que tenha maior efetividade?

A Lei Maria da Penha é um avanço inquestionável, pela primeira vez no Brasil uma mulher pode se recusar a sofrer violência, denunciar se for abusada, ter seu abusador afastado de sua casa. Pode, com ajuda da rede de atendimento, se ver livre do abusador antes que a morte os separe. Pode usar da lei para ser a própria dona de seu corpo. Mas a Lei Maria da Penha ainda não teve todos os seus dispositivos, serviços e desdobramentos implementados, ela ainda é subutilizada pela maioria das Delegacias da Mulher e por muitos juízes criminais. A sociedade é machista, o Estado é machista, as delegacias são machistas, o Ministério Público é machista e o Judiciário é machista, logo, sua plena implementação ainda sofre sérias resistências. 

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