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Garota de programa é assassinada em S.Bernardo


Leandro Calixto
Do Diário do Grande ABC

25/10/2005 | 08:17


A garota de programa Juliana Cristina Marques, 20 anos, foi assassinada segunda-feira com um tiro frontal na cabeça e o principal acusado é o amante, o segurança Ronaldo Santos Dantas, 24, de acordo com informações da polícia. O crime ocorreu na madrugada, no hotel Karisma II, na rua Bragança, Centro de São Bernardo. Segundo testemunhas, Ronaldo teria matado Juliana porque sentia ciúme.

A paranaense estava trabalhando no Grande ABC há pouco mais de seis meses. Após matá-la, o acusado teria saído normalmente pela porta da frente do hotel, após pagar a conta. Dantas já tem passagem pela polícia por prática de furto. "O Ronaldo morria de ciúmes e queria que ela largasse aquela vida para ficar somente com ele", contou a também garota de programa Joana Francesa (nome fictício).

Segundo a polícia, por volta das 5h de segunda-feira, Juliana e Ronaldo seguiram para o hotel. Antes, eles teriam parado para tomar um drink em bar localizado também no Centro da cidade. Após três horas da entrada no hotel, o segurança foi pagar a conta – R$ 24 – referente ao período. O funcionário que estava trabalhando na portaria do hotel teria perguntado sobre a acompanhante do segurança. "Cadê a moça que estava contigo?", teria questionado. Nervoso, Ronaldo teria respondido que ela iria ficar no quarto porque estava cansada e com sono. Em seguida, o acusado teria ido embora correndo pela rua Bragança em direção à Jurubatuba.

Disparo – O funcionário do hotel ligou para a camareira, que encontrou Juliana morta na cama. A mesma camareira disse que tinha ouvido um tiro na madrugada, mas que não tinha certeza se o barulho foi no hotel.

Desesperado, Ronaldo acabou deixando o documento de identidade na portaria do Karisma. Foi por meio do RG que a polícia começou a desvendar o caso ainda no começo da manhã de segunda-feira.

O segurança estava mantendo uma relação amorosa com Juliana há pouco mais de um mês. Os dois se conheceram na danceteria Cambalacho, no Centro de São Bernardo. Depois, a jovem foi trabalhar na boate Blue Moon, que seria do mesmo proprietário da Cambalacho. "Já estava desconfiada de que ele tinha outra mulher. Mas nunca poderia imaginar que ele era capaz de matar alguém. Não quero mais ver a cara deste homem", afirmou, na Delegacia de Homicídios, a esposa do segurança, a dona-de-casa A.O., 21. Os dois estavam casados há 5 anos e tinham um filho, também de 5 anos.

Algumas companheiras de trabalho de Juliana estavam preocupadas segunda-feira com a tarefa de avisar a família da vítima, que mora na cidade de Arapongas, no interior do Estado do Paraná. "Como vamos dar uma notícia como essa? Estamos todas chocadas. Nunca poderíamos imaginar que ela fosse ter este final. Não sabíamos que ele era tão violento assim", declarou Geny (também nome fictício), que não quis dizer à reportagem se Juliana estava sendo ameaçada pelo segurança.

Investigação – Já o delegado da Homicídios de São Bernardo, Nelson Neves de Oliveira, acredita que o crime realmente foi passional. Para ele, todos os indícios levam para essa tese. "Mas não podemos descartar outras hipóteses também. Estamos com algumas equipes atrás desse homem", afirmou o delegado, que também não descarta a possibilidade do segurança estar embriagado no momento do crime.

Após executar Juliana, segundo a polícia, o segurança ligou para toda sua família avisando que iria desaparecer por alguns dias. O segurança mora no bairro dos Casas. "Ele confessou o assassinato para os próprios familiares. Nos próximos dias, esperamos prendê-lo", planeja o delegado.

A reportagem esteve na danceteria Cambalacho, que estava fechada durante a tarde de segunda-feira. No hotel onde ocorreu o crime, um funcionário que não quis se identificar disse que o proprietário estava ausente. Esse mesmo funcionário contou que o casal nunca havia estado no Karisma II antes do crime. A distância do hotel para a danceteria é de aproximadamente 500 metros. Os dois foram para o local caminhando, segundo testemunhas.

O corpo de Juliana foi encaminhado para o IML (Instituto do Médico Legal) da cidade. Deverá ser liberado nesta terça-feira e seguir para o estado do Paraná em seguida.



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