Fechar
Publicidade

Sábado, 25 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Sem acordo, Israel terá terceira eleição em um ano

 Kobi Gideon, GPO Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


12/12/2019 | 07:56


O Parlamento de Israel aprovou nesta quarta-feira 911)  um projeto de lei que convoca novas eleições para o dia 2 de março, a terceira em menos de um ano. A proposta foi apresentada após vencer o prazo para que o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, ou seu rival, o general Benny Gantz, conseguissem formar uma maioria para governar o país.

Os israelenses foram às urnas em abril e depois em setembro. Nas duas ocasiões, Netanyahu e Gantz ficaram praticamente empatados e foram incapazes de negociar a formação de um governo ou seja, de construir uma aliança de 61 deputados de um total de 120.

Os partidos de Netanyahu, o Likud, e de Gantz, o Azul e Branco, estabeleceram que a próxima campanha eleitoral seja rápida e termine antes da festa judaica do Purim, que será celebrada dias após a votação. Os mais otimistas acreditam que haverá um acordo, que Gantz e Netanyahu conseguirão finalmente se entender e formar um governo de união.

Para um acordo, as condições de Gantz são claras: Netanyahu, que está na mira da Justiça, indiciado por crimes de corrupção, deve se comprometer a não solicitar imunidade legal ou recusar ser o primeiro dos dois a liderar o governo.

Impasse

Premiê há 13 anos - os últimos 10 consecutivos, um recorde em Israel -, Netanyahu enfrenta acusações de fraude, suborno e abuso de confiança. Algumas pessoas próximas ao premiê, como seu advogado, também enfrentam acusações de lavagem de dinheiro em uma operação de compra de submarinos envolvendo a empresa alemã ThyssenKrupp.

No contexto legal, Gantz pressiona Netanyahu a se retirar da política ou recusar a imunidade que o livraria da cadeia enquanto ocupar um cargo no governo. O premiê israelense não aceita as exigências e pede a Gantz que desista de ser o primeiro a liderar o governo em caso de um acordo.

Entre os dois rivais políticos está o ultranacionalista Avigdor Lieberman, líder do partido Yisrael Beiteinu. Ex-chanceler e político de centro, ele não aceita formar um governo com os partidos árabes - que apoiam Gantz - e rejeita uma aliança com os religiosos - que estão com Netanyahu.

Diante desse panorama, os eleitores israelenses parecem receosos com o fato de terem de ir pela terceira vez às urnas. Desta vez, no entanto, as últimas pesquisas apontam uma vantagem para o partido Azul e Branco, de Gantz.

De acordo com o Channel 13, ele elegeria 37 deputados. Netanyahu, apenas 33. O instituto Midgam indica uma vantagem um pouco menor: 35 a 33 em favor de Gantz. A terceira força nas urnas seria uma aliança de partidos árabes, a Lista Unida, que obteria 13 vagas no Parlamento. Economistas estimam que as três eleições custarão, no total, US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) aos cofres públicos. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Sem acordo, Israel terá terceira eleição em um ano


12/12/2019 | 07:56


O Parlamento de Israel aprovou nesta quarta-feira 911)  um projeto de lei que convoca novas eleições para o dia 2 de março, a terceira em menos de um ano. A proposta foi apresentada após vencer o prazo para que o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, ou seu rival, o general Benny Gantz, conseguissem formar uma maioria para governar o país.

Os israelenses foram às urnas em abril e depois em setembro. Nas duas ocasiões, Netanyahu e Gantz ficaram praticamente empatados e foram incapazes de negociar a formação de um governo ou seja, de construir uma aliança de 61 deputados de um total de 120.

Os partidos de Netanyahu, o Likud, e de Gantz, o Azul e Branco, estabeleceram que a próxima campanha eleitoral seja rápida e termine antes da festa judaica do Purim, que será celebrada dias após a votação. Os mais otimistas acreditam que haverá um acordo, que Gantz e Netanyahu conseguirão finalmente se entender e formar um governo de união.

Para um acordo, as condições de Gantz são claras: Netanyahu, que está na mira da Justiça, indiciado por crimes de corrupção, deve se comprometer a não solicitar imunidade legal ou recusar ser o primeiro dos dois a liderar o governo.

Impasse

Premiê há 13 anos - os últimos 10 consecutivos, um recorde em Israel -, Netanyahu enfrenta acusações de fraude, suborno e abuso de confiança. Algumas pessoas próximas ao premiê, como seu advogado, também enfrentam acusações de lavagem de dinheiro em uma operação de compra de submarinos envolvendo a empresa alemã ThyssenKrupp.

No contexto legal, Gantz pressiona Netanyahu a se retirar da política ou recusar a imunidade que o livraria da cadeia enquanto ocupar um cargo no governo. O premiê israelense não aceita as exigências e pede a Gantz que desista de ser o primeiro a liderar o governo em caso de um acordo.

Entre os dois rivais políticos está o ultranacionalista Avigdor Lieberman, líder do partido Yisrael Beiteinu. Ex-chanceler e político de centro, ele não aceita formar um governo com os partidos árabes - que apoiam Gantz - e rejeita uma aliança com os religiosos - que estão com Netanyahu.

Diante desse panorama, os eleitores israelenses parecem receosos com o fato de terem de ir pela terceira vez às urnas. Desta vez, no entanto, as últimas pesquisas apontam uma vantagem para o partido Azul e Branco, de Gantz.

De acordo com o Channel 13, ele elegeria 37 deputados. Netanyahu, apenas 33. O instituto Midgam indica uma vantagem um pouco menor: 35 a 33 em favor de Gantz. A terceira força nas urnas seria uma aliança de partidos árabes, a Lista Unida, que obteria 13 vagas no Parlamento. Economistas estimam que as três eleições custarão, no total, US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) aos cofres públicos. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;