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À espera de concessão, Estádio 1º de Maio sofre com deterioração

Dérek Bittencourt/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sob responsabilidade da Prefeitura de São Bernardo, local coleciona problemas estruturais


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

01/02/2020 | 00:01


Casa do São Bernardo FC no Paulista da Série A-2 e do EC São Bernardo na A-3, o Estádio 1º de Maio dá sinais de abandono em alguns setores, como camarotes e cabines de imprensa, arquibancada, placar eletrônico, vestiários e outras estruturas. Os problemas vêm se agravando desde que o Tigre, no fim de abril de 2019, parou de administrar o espaço, que passou de volta para cuidados da Prefeitura. Apesar de só ter retirado seus pertences em outubro, o Aurinegro já não fazia mais a manutenção do local – as últimas intervenções foram no início do ano passado. Hoje, o espaço aguarda processo de licitação.

Basta breve tour pela praça esportiva para se deparar com evidentes indícios de falta de zelo. Os corredores e áreas atrás das cabines de imprensa e camarotes estão tomados por infiltrações, com paredes deterioradas, fios expostos, parte elétrica comprometida e piso danificado. O placar eletrônico, por sua vez, não funciona desde 2012, somente um ano depois de ter sido inaugurado. Um raio e água da chuva danificaram o equipamento. Sendo assim, o estádio conta com um marcador manual atrás do gol de entrada.

Há ainda um setor de arquibancada (entre as áreas destinadas aos torcedores locais e visitantes) interditado por problemas estruturais – que reduziu a capacidade do local para 9.955 pessoas –, segundo consta em laudo publicado no site da Federação Paulista de Futebol. Já no vestiário do time mandante, inclusive, um fato inusitado: a banheira de hidromassagem não tem ligação de água quente. Ou seja, muitas vezes acaba inutilizada ou serve para outras funções.

Tal situação se agrava quando observa-se o preço público cobrado para utilização do espaço: R$ 9.000 para jogos noturnos, R$ 6.000 para partidas à tarde e R$ 2.000 para treinos. O Tigre, por exemplo, pagou R$ 11 mil na semana passada para realizar atividade na terça-feira e jogar na quarta à noite, quando estreou na Série A-2 contra o São Bento.

De acordo com nota enviada pelo Paço são-bernardense, os problemas foram herdados do tempo em que o espaço ainda era administrado pelo Tigre. No texto, assinado pela Secretaria de Esportes e Lazer, o poder público confirma que tem conhecimento da situação, mas não se comprometeu a solucionar e, sim, deixará para o vencedor do processo licitatório da praça esportiva.

“A Prefeitura de São Bernardo informa que, ao assumir a gestão do Estádio 1º de Maio, em julho de 2018, se deparou com uma série de problemas estruturais, entre eles as mencionadas infiltrações nos camarotes. Um relatório completo destes apontamentos já foi elaborado e será apresentado à empresa vencedora do processo licitatório para concessão do espaço, que ficará responsável pelas melhorias necessárias”, disse a nota.

Em compensação, o gramado está em boas condições. Mas há motivo: para não serem prejudicados e jogarem em campo ruim, Tigre e Cachorrão arcam com os quase R$ 10 mil mensais para cuidar da grama, com dois funcionários, maquinário e insumos.
(colaborou Anderson Fattori) 



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