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Jovem que teve a testa tatuada é detido por furtar funcionários de unidade de saúde

Divulgação/GCM Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ruan Rocha tentou levar um celular, uma blusa e R$ 20,30 de trabalhadores da UPA Silvina, em S.Bernardo


Do dgabc.com.br

14/02/2019 | 09:57


Atualizada às 15h45

Ruan Rocha, 18 anos, que teve a testa tatuada com a frase "eu sou ladrão e vacilão" em junho de 2017, foi detido pela GCM (Guarda Civil Municipal) na madrugada desta quinta-feira (14), após furtar um celular, uma blusa moletom e R$ 20,30 de funcionários UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Silvina, no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo. O caso foi registrado no 1º DP (Centro). O adolescente foi conduzido para audiência de custódia no Fórum do município e o juiz determinou sua prisão preventiva. Ele deverá ir para o CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade.

A auxiliar de limpeza Sueli de Souza, 44, relatou que quando foi flagrado dentro da sala onde os funcionários da UPA guardam seus pertences, Rocha já estava vestindo sua blusa de moletom, já havia pegado o celular e o dinheiro, além de ter revirado todas as bolsas que estavam no local. "Minha colega o segurou e não deixou que fugisse", relembrou. Sueli afirmou que o rapaz aparentava estar perturbado, além de estar sujo. "Parece uma pessoa que está vivendo na rua", completou. A vítima também disse que ainda são bastante aparentes as marcas da tatuagem em sua testa, apesar de Rocha já ter passado por tratamento para remoção de tinta.

O advogado e coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), Ariel de Castro Alves, que acompanhou o caso em 2017 e fez a denúncia de tortura contra o jovem, classificou o novo episódio de furto como lamentável. "Ele não conseguiu se recuperar da dependência de drogas. Não possui respaldo familiar. Se continuar assim, seu destino é a cadeia ou a morte", afirmou.

Segundo Alves, que ainda mantém contato com a mãe do jovem, Rocha foi desligado da clínica de reabilitação em outubro de 2018 por fugas e por não estar mais aderindo ao tratamento. Ele passou 16 meses internado. E, mesmo após ter saído do local, recebeu a recomendação para controlar o vício em álcool e crack.

Em março do ano passado, Rocha também havia sido preso por furtar um desodorante de um supermercado em Mairiporã, na Grande São Paulo. Na época, foi solto após pagamento de fiança de R$ 1.000.

BO

No boletim de ocorrência registrado essa madrugada, ao lado do nome do indiciado, foi acrescentado: "vulgo ladrão e vacilão". O coordenador do Condepe reprovou a conduta e afirmou que isso pode ser considerado crime de apologia a fato criminoso.



"O decreto lei 2848, de 7 de dezembro de 1940, prevê como pena de detenção de três a seis meses, ou multa. Nesse caso, foi uma apologia às lesões e torturas sofridas pelo jovem quando foi tatuado na testa", advertiu. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) foi consultada sobre o procedimento, mas ainda não respondeu.

A tatuagem - Em junho de 2017, Ruan Rocha, então menor de idade, teve a testa marcada pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 28, e pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 30, que o acusavam de tentar roubar uma bicicleta – episódio que ele diz não se lembrar por estar sob efeito de drogas. A dupla filmou o momento em que tatuaram a testa do garoto e as imagens se espalharam pelas redes sociais.

Em fevereiro do ano passado, Reis e Araújo foram condenados pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. O tatuador, no entanto, conseguiu progressão da pena e está em regime aberto desde maio de 2018. Já o pedreiro estaria cumprindo pena no regime semiaberto. (Com informações de Aline Melo)



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Jovem que teve a testa tatuada é detido por furtar funcionários de unidade de saúde

Ruan Rocha tentou levar um celular, uma blusa e R$ 20,30 de trabalhadores da UPA Silvina, em S.Bernardo

Do dgabc.com.br

14/02/2019 | 09:57


Atualizada às 15h45

Ruan Rocha, 18 anos, que teve a testa tatuada com a frase "eu sou ladrão e vacilão" em junho de 2017, foi detido pela GCM (Guarda Civil Municipal) na madrugada desta quinta-feira (14), após furtar um celular, uma blusa moletom e R$ 20,30 de funcionários UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Silvina, no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo. O caso foi registrado no 1º DP (Centro). O adolescente foi conduzido para audiência de custódia no Fórum do município e o juiz determinou sua prisão preventiva. Ele deverá ir para o CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade.

A auxiliar de limpeza Sueli de Souza, 44, relatou que quando foi flagrado dentro da sala onde os funcionários da UPA guardam seus pertences, Rocha já estava vestindo sua blusa de moletom, já havia pegado o celular e o dinheiro, além de ter revirado todas as bolsas que estavam no local. "Minha colega o segurou e não deixou que fugisse", relembrou. Sueli afirmou que o rapaz aparentava estar perturbado, além de estar sujo. "Parece uma pessoa que está vivendo na rua", completou. A vítima também disse que ainda são bastante aparentes as marcas da tatuagem em sua testa, apesar de Rocha já ter passado por tratamento para remoção de tinta.

O advogado e coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), Ariel de Castro Alves, que acompanhou o caso em 2017 e fez a denúncia de tortura contra o jovem, classificou o novo episódio de furto como lamentável. "Ele não conseguiu se recuperar da dependência de drogas. Não possui respaldo familiar. Se continuar assim, seu destino é a cadeia ou a morte", afirmou.

Segundo Alves, que ainda mantém contato com a mãe do jovem, Rocha foi desligado da clínica de reabilitação em outubro de 2018 por fugas e por não estar mais aderindo ao tratamento. Ele passou 16 meses internado. E, mesmo após ter saído do local, recebeu a recomendação para controlar o vício em álcool e crack.

Em março do ano passado, Rocha também havia sido preso por furtar um desodorante de um supermercado em Mairiporã, na Grande São Paulo. Na época, foi solto após pagamento de fiança de R$ 1.000.

BO

No boletim de ocorrência registrado essa madrugada, ao lado do nome do indiciado, foi acrescentado: "vulgo ladrão e vacilão". O coordenador do Condepe reprovou a conduta e afirmou que isso pode ser considerado crime de apologia a fato criminoso.



"O decreto lei 2848, de 7 de dezembro de 1940, prevê como pena de detenção de três a seis meses, ou multa. Nesse caso, foi uma apologia às lesões e torturas sofridas pelo jovem quando foi tatuado na testa", advertiu. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) foi consultada sobre o procedimento, mas ainda não respondeu.

A tatuagem - Em junho de 2017, Ruan Rocha, então menor de idade, teve a testa marcada pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 28, e pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 30, que o acusavam de tentar roubar uma bicicleta – episódio que ele diz não se lembrar por estar sob efeito de drogas. A dupla filmou o momento em que tatuaram a testa do garoto e as imagens se espalharam pelas redes sociais.

Em fevereiro do ano passado, Reis e Araújo foram condenados pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. O tatuador, no entanto, conseguiu progressão da pena e está em regime aberto desde maio de 2018. Já o pedreiro estaria cumprindo pena no regime semiaberto. (Com informações de Aline Melo)

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