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Marinho não paga salário de professores da Cultura

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em greve, docentes do Centro de Audiovisual
de São Bernardo eram para ter recebido na 2ª


Caio dos Reis
Especial para o Diário

18/06/2015 | 07:00


Sem receber salário desde abril, professores e funcionários do CAV (Centro de Audiovisual) de São Bernardo estão em greve desde ontem. Os docentes decidiram cruzar os braços após a promessa da Secretaria de Cultura, de pagamento na segunda-feira, não ser cumprida. Os profissionais afirmaram que as aulas irão voltar apenas com o débito quitado.

A greve de funcionários do CAV acontece duas semanas depois do fim da campanha salarial do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de São Bernardo. Sem negociação por reajuste, funcionários públicos protestaram por 22 dias consecutivos, o maior período da história.
Com a paralisação, o secretário de Cultura, Osvaldo de Oliveira Neto, convocou às pressas reunião para hoje, às 10h. Participarão também representantes da Telem S/A, empresa que venceu concorrência pública para explorar o estúdio cinematográfico Vera Cruz. A companhia, pelo contrato, ficaria responsável por investimentos na área de Cultura da cidade, o que envolve as atividades do CAV.

A greve afeta aproximadamente 200 alunos dos dois cursos do CAV – Cinema e TV e Animação. Em carta aberta à comunidade, os professores alegaram impossibilidade de continuar as atividades devido à falta de recursos. O salário dos funcionários varia de R$ 1.000 a R$ 5.000 ao mês.

O ano letivo geralmente se inicia em março, porém, a falta de garantia de pagamentos fez as aulas começarem apenas no dia 15 de abril. Os professores afirmaram que havia promessa do governo de Luiz Marinho (PT) de quitação na segunda-feira dos meses trabalhados de abril, maio e junho. “Não foi certo começar as aulas sem o pagamento, mas era uma necessidade, já que o atraso podia ser ainda maior”, disse um profissional que não quis se identificar.

O funcionário afirmou que ficou acordado no fim do ano passado que, na primeira parte do ano, a Pasta de Cultura iria cuidar da parte financeira do CAV. A Telem, que vai explorar o Vera Cruz por 30 anos, seria responsável pelos vencimentos dos funcionários a partir do segundo semestre.
Aluno do terceiro semestre de Cinema e TV, Marcos Tadeu Alcaide iniciou o curso em 2013, quando houve paralisação motivada também pela falta de pagamentos. À ocasião, Marcos trancou as aulas, retomando no segundo semestre de 2014. “Ano passado sofri com isso e já perdemos muitas aulas. Por isso tranquei. Agora está acontecendo tudo de novo, é complicado.”

Por nota, a Secretaria de Cultura informou que a Telem ficará responsável pelo custeio do CAV e que os pagamentos aos funcionários estão sendo firmados desde segunda-feira.

A Telem venceu em setembro a concorrência pública, oferecendo R$ 158 milhões pelo contrato de 30 anos. A cerimônia para assinatura do acordo estava marcada para dia 29 de abril, porém, a solenidade foi cancelada sem divulgação dos motivos. A expectativa é a de que o documento seja rubricado na próxima semana. A empresa terá de revitalizar o Vera Cruz, maior indústria cinematográfica do Brasil na década de 1950. O espaço foi fechado em 1954.  



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Marinho não paga salário de professores da Cultura

Em greve, docentes do Centro de Audiovisual
de São Bernardo eram para ter recebido na 2ª

Caio dos Reis
Especial para o Diário

18/06/2015 | 07:00


Sem receber salário desde abril, professores e funcionários do CAV (Centro de Audiovisual) de São Bernardo estão em greve desde ontem. Os docentes decidiram cruzar os braços após a promessa da Secretaria de Cultura, de pagamento na segunda-feira, não ser cumprida. Os profissionais afirmaram que as aulas irão voltar apenas com o débito quitado.

A greve de funcionários do CAV acontece duas semanas depois do fim da campanha salarial do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de São Bernardo. Sem negociação por reajuste, funcionários públicos protestaram por 22 dias consecutivos, o maior período da história.
Com a paralisação, o secretário de Cultura, Osvaldo de Oliveira Neto, convocou às pressas reunião para hoje, às 10h. Participarão também representantes da Telem S/A, empresa que venceu concorrência pública para explorar o estúdio cinematográfico Vera Cruz. A companhia, pelo contrato, ficaria responsável por investimentos na área de Cultura da cidade, o que envolve as atividades do CAV.

A greve afeta aproximadamente 200 alunos dos dois cursos do CAV – Cinema e TV e Animação. Em carta aberta à comunidade, os professores alegaram impossibilidade de continuar as atividades devido à falta de recursos. O salário dos funcionários varia de R$ 1.000 a R$ 5.000 ao mês.

O ano letivo geralmente se inicia em março, porém, a falta de garantia de pagamentos fez as aulas começarem apenas no dia 15 de abril. Os professores afirmaram que havia promessa do governo de Luiz Marinho (PT) de quitação na segunda-feira dos meses trabalhados de abril, maio e junho. “Não foi certo começar as aulas sem o pagamento, mas era uma necessidade, já que o atraso podia ser ainda maior”, disse um profissional que não quis se identificar.

O funcionário afirmou que ficou acordado no fim do ano passado que, na primeira parte do ano, a Pasta de Cultura iria cuidar da parte financeira do CAV. A Telem, que vai explorar o Vera Cruz por 30 anos, seria responsável pelos vencimentos dos funcionários a partir do segundo semestre.
Aluno do terceiro semestre de Cinema e TV, Marcos Tadeu Alcaide iniciou o curso em 2013, quando houve paralisação motivada também pela falta de pagamentos. À ocasião, Marcos trancou as aulas, retomando no segundo semestre de 2014. “Ano passado sofri com isso e já perdemos muitas aulas. Por isso tranquei. Agora está acontecendo tudo de novo, é complicado.”

Por nota, a Secretaria de Cultura informou que a Telem ficará responsável pelo custeio do CAV e que os pagamentos aos funcionários estão sendo firmados desde segunda-feira.

A Telem venceu em setembro a concorrência pública, oferecendo R$ 158 milhões pelo contrato de 30 anos. A cerimônia para assinatura do acordo estava marcada para dia 29 de abril, porém, a solenidade foi cancelada sem divulgação dos motivos. A expectativa é a de que o documento seja rubricado na próxima semana. A empresa terá de revitalizar o Vera Cruz, maior indústria cinematográfica do Brasil na década de 1950. O espaço foi fechado em 1954.  

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