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Soltar fogos exige
responsabilidade

Segundo Ministério da Saúde, 461 pessoas foram internadas
em 2011 no País em decorrência de queimaduras de fogos


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

31/12/2011 | 07:30


Responsabilidade e muito cuidado. Essas são as principais indicações de médicos e dos bombeiros àqueles que vão soltar fogos de artifícios para comemorar a chegada do Ano-Novo. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 461 pessoas foram internadas em 2011 no País por conta de queimaduras em decorrências do uso irregular de fogos e seus derivados. "Acidentes podem resultar até mesmo em mortes", disse Deborah Malta, coordenadora da Vigilância de Agravos da Pasta.

Por isso, as recomendações dos bombeiros são para que se compre os fogos em lojas regularizadas. Dê preferência para marcas conhecidas e jamais estoque grandes quantidades, pois há risco de explosão .

Evite consumir bebidas alcoólicas na hora de soltar os fogos e, em caso de queimaduras, deve-se apenas lavar o ferimento com água corrente e encaminhar a pessoa para a unidade de saúde mais próxima.

Segundo o comerciante Dimitrius Cottarelli, 44 anos, há 11 deles vendendo fogos em uma conhecida loja no bairro Condomínio Maracanã, em Santo André, este ano a procura aumentou. O carro chefe é o rojão de mão de 12 tiros, a R$ 15, mas há opções mais requintadas, como o kit de 468 tiros e luzes, que sai por R$ 100.

Para soltá-los, no entanto, é recomendado que seja em área livre e se leia com atenção as instruções do fabricante na embalagem.

 

Lojistas autorizados cumprem normas rígidas

 

Desde a explosão de uma loja de fogos na Vila Pires, em Santo André, em 2009, o comércio desse tipo de material vem sendo duramente fiscalizado no Grande ABC. Lojistas antigos como Dimitrius Cottarelli, o Dimi, tiveram que se reciclar para cumprir as exigências.

"Começamos do zero, viramos aprendizes de novo. Já que obrigaram as reformas, tive que fazê-las", disse. Hoje ele é um dos únicos credenciados para a venda desse material na cidade. Para isso, teve de cumprir, entre as exigências do Exército, a nova resolução imposta pela Secretaria de Segurança Pública em setembro. A posse e o manuseio de fogos por menores foi proibida, assim como manter estoques nas lojas.

Dimi acha as exigências válidas. "Precisamos ter ética comercial no trabalho. Infelizmente há pessoas não qualificadas para esse tipo de venda, que só visam o lucro. Devemos orientar o comprador. Quanto mais informações ele tiver, menor é o risco de acidentes."

Sandro Castellani, o dono da loja que explodiu e matou três pessoas, continua esperando o julgamento em liberdade. Dimi é seu amigo e diz que ele trocou de área. Agora vende peças para motos. Seus advogados não comentam o assunto.



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Soltar fogos exige
responsabilidade

Segundo Ministério da Saúde, 461 pessoas foram internadas
em 2011 no País em decorrência de queimaduras de fogos

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

31/12/2011 | 07:30


Responsabilidade e muito cuidado. Essas são as principais indicações de médicos e dos bombeiros àqueles que vão soltar fogos de artifícios para comemorar a chegada do Ano-Novo. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 461 pessoas foram internadas em 2011 no País por conta de queimaduras em decorrências do uso irregular de fogos e seus derivados. "Acidentes podem resultar até mesmo em mortes", disse Deborah Malta, coordenadora da Vigilância de Agravos da Pasta.

Por isso, as recomendações dos bombeiros são para que se compre os fogos em lojas regularizadas. Dê preferência para marcas conhecidas e jamais estoque grandes quantidades, pois há risco de explosão .

Evite consumir bebidas alcoólicas na hora de soltar os fogos e, em caso de queimaduras, deve-se apenas lavar o ferimento com água corrente e encaminhar a pessoa para a unidade de saúde mais próxima.

Segundo o comerciante Dimitrius Cottarelli, 44 anos, há 11 deles vendendo fogos em uma conhecida loja no bairro Condomínio Maracanã, em Santo André, este ano a procura aumentou. O carro chefe é o rojão de mão de 12 tiros, a R$ 15, mas há opções mais requintadas, como o kit de 468 tiros e luzes, que sai por R$ 100.

Para soltá-los, no entanto, é recomendado que seja em área livre e se leia com atenção as instruções do fabricante na embalagem.

 

Lojistas autorizados cumprem normas rígidas

 

Desde a explosão de uma loja de fogos na Vila Pires, em Santo André, em 2009, o comércio desse tipo de material vem sendo duramente fiscalizado no Grande ABC. Lojistas antigos como Dimitrius Cottarelli, o Dimi, tiveram que se reciclar para cumprir as exigências.

"Começamos do zero, viramos aprendizes de novo. Já que obrigaram as reformas, tive que fazê-las", disse. Hoje ele é um dos únicos credenciados para a venda desse material na cidade. Para isso, teve de cumprir, entre as exigências do Exército, a nova resolução imposta pela Secretaria de Segurança Pública em setembro. A posse e o manuseio de fogos por menores foi proibida, assim como manter estoques nas lojas.

Dimi acha as exigências válidas. "Precisamos ter ética comercial no trabalho. Infelizmente há pessoas não qualificadas para esse tipo de venda, que só visam o lucro. Devemos orientar o comprador. Quanto mais informações ele tiver, menor é o risco de acidentes."

Sandro Castellani, o dono da loja que explodiu e matou três pessoas, continua esperando o julgamento em liberdade. Dimi é seu amigo e diz que ele trocou de área. Agora vende peças para motos. Seus advogados não comentam o assunto.

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