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Roubo em túmulos obriga troca de bronze por material sem valor


Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

02/11/2005 | 07:15


O roubo freqüente de placas, portas e até vasos de cobre, bronze e alumínio em cemitérios tem obrigado familiares de falecidos a usar materiais de menor valor no mercado como cerâmica, ferro, granito ou vidro. Os próprios administradores dos cemitérios orientam as pessoas a não usar metais valiosos para evitar o desgosto de chegar no jazigo de um parente e se deparar com a ausência de placas que indicavam o nome do falecido.

Foi o que aconteceu com Maria de Lourdes Ruiz, 53 anos, que teve a porta de alumínio do jazigo de um familiar roubada, há cerca de três meses, no cemitério Nossa Senhora do Carmo (Curuçá), em Santo André. "Depois disso, mandei fazer uma grade de ferro, mas nunca vejo guardas por aqui", conta a aposentada que visita o local a cada 15 dias. O Diário esteve no cemitério e constatou a falta de diversas portas dos túmulos.

Segundo o administrador do local, Adelino Rodrigues Neves, o último roubo ocorreu há três meses quando foram levadas placas e portas de alumínio dos jazigos perpétuos. "Mas o rapaz foi preso em flagrante", afirma Neves. O Cemitério da Saudade, na Vila Assunção, e o de Vila Pires, ambos em Santo André, também têm registros de roubos e furtos. Em junho, foram levados 20 vasos e cruzes de bronze e alumínio do cemitério da Saudade. O administrador do Vila Pires, Sérgio Ricardo Cristani, diz que os roubos só diminuíram porque todo o bronze que existia no local já foi levado. Segundo Cristani, o maior roubo deste ano foi em janeiro, quando levaram dez portas de alumínio.

O diretor do Serviço Funerário do Município, Manuel Cunha de Castro, confirma a freqüência de atos de vandalismo e diz que a quantidade de guardas que fazem ronda é insuficiente. "A Guarda não dispõe de quadro para ficar 24 horas". Como medida preventiva os muros de todos os quatro cemitérios públicos (exceto Paranapiacaba) foram aumentados para 3 m de altura. "Também vamos colocar espirais de arame nos muros para inibir a ação dos ladrões", completa.

A Prefeitura informou que a Guarda Civil Municipal faz rondas periódicas nas 24 horas do dia e tem esquema especial para dias como o de Finados e mortes de autoridades. A alternativa mais eficaz, segundo Castro, é orientar os munícipes a usar material de baixo valor comercial como cerâmica e ferro nas placas e outras partes dos jazigos. Orientação semelhante é dada pela administração do Cemitério São José, em Ribeirão Pires. Segundo Luis Carlos Tondato, responsável pela local, este ano ainda não foi feito nenhum boletim de ocorrência. "Mas estamos esperando alguém falar alguma coisa amanhã (nesta quarta-feira) de roubos." A Guarda Civil passa uma a duas vezes por dia e o local fica fechado à noite.

Em São Bernardo, o coronel Antônio Branco, comandante da Guarda Civil, diz que os roubos e furtos têm diminuído com a segurança 24h. Segundo ele, neste ano, dos sete boletins de ocorrência relativos a problemas nos quatro cemitérios públicos, somente dois foram de roubos. "Temos vigia 24h em cada um dos cemitérios e rondas diárias da Guarda." O comandante completa que o Vila Euclides, por ser o mais visado, tem dois seguranças. Mesmo assim, visitantes relatam roubos no local. "Roubam muito porta e vasos de alumínio e bronze", diz Alessandra Aparecida da Silva, 33 anos, que faz serviços de limpeza no local.

Em São Caetano, a Prefeitura diz que as rondas da Guarda Civil aumentaram nos últimos dois meses, justamente devido a atos de vandalismo. O administrador do cemitério da Saudade, no bairro Cerâmica, conta que há duas semanas uma pessoa foi pega furtando placa de bronze.

Diadema afirma que desde que a Guarda Civil passou a fazer rondas, em maio deste ano, não recebeu mais reclamações. Uma parente de falecido enterrado no Cemitério Municipal disse, no entanto, que tem medo de ficar lá dentro. "Muito inseguro. Não vem ninguém fazer segurança", afirma a pedagoga Maria José Peres.

Horários de visitação nesta quarta-feira

Santo André
Cemitério da Saudade (Vila Assunção) - 7h às 18h

Missas: 7h, 8h30, 10h, 11h30, 13h30, 15h e 16h30

Cemitério Cristo Redentor (Vila Pires) - 7h às 18h

Missas: horários não definidos

Cemitério Nossa Senhora do Carmo (Curuçá) - 8h às 17h

Missas: 9h, 11h, 15h e 17h

Cemitério Sagrado Coração de Jesus (Camilópolis) - 7h às 18h

Missas: 9h e 16h

Cemitério Sto André - 8h às 18h

Missas: 8h, 9h, 10h30, 13h, 14h e 16h

Cemitério de Paranapiacaba - das 7h às 18h não haverá missas

Phoenix Memorial - 24 horas

Missa: 10h30

São Bernardo

Cemitério Paulicéia - 7h às 18h

Missas: 8h30, 10h e 15h

Cemitério Bairro dos Casa - 7h às 18h

Missas: 9h, 12h e 16h

Cemitério Baeta Neves - 7h às 18h

Missas: 9h e 16h

Cemitério V.Euclides - 7h às 18h

Missas: horários não definidos

Cemitério Jd. Colina - 8h às 18h

Missas: 10h e 15h

Diadema

Cemitério Vale da Paz - 8 às 17h

Missas: 9h e 15h

Cemitério Municipal - 8h às 17h

Missas: 9h30 e 15h

São Caetano

Cemitério S.Caetano - 7h às 18h

Missas: 9h e 15h

Cemitério das Lágrimas - 8h às 18h

Missas: horários não definidos

Cemitério da Saudade - 7h às 18h

Missas: 8h, 11h e 15h

Mauá

Cemitério Santa Lídia - 24 horas

Missas: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h

Cemitério Vila Vitória - 7h às 18h

Missas: 8h, 10h e 15h

Cemitério Vale dos Pinheirais - 9h às 17h

Missas: 9h, 11h, 14h e 16h.

Apresentação de coral infantil com 60 crianças, às 10h, e dos Violeiros de Mauá, às 15h. Serão oferecidos também serviços de aferição de pressão arterial, dentista para avaliação bucal e massagens. Para participar, é preciso retirar senhas (distribuídas durante o dia).

Ribeirão Pires

Cemitério São José - 7h às 18h

Missas: 8h, 10h e 15h

culto evangélico às 12h

Rio Grande da Serra

Cemitério São Sebastião - 7h às 18h

Missas: 10h e 15h



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Roubo em túmulos obriga troca de bronze por material sem valor

Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

02/11/2005 | 07:15


O roubo freqüente de placas, portas e até vasos de cobre, bronze e alumínio em cemitérios tem obrigado familiares de falecidos a usar materiais de menor valor no mercado como cerâmica, ferro, granito ou vidro. Os próprios administradores dos cemitérios orientam as pessoas a não usar metais valiosos para evitar o desgosto de chegar no jazigo de um parente e se deparar com a ausência de placas que indicavam o nome do falecido.

Foi o que aconteceu com Maria de Lourdes Ruiz, 53 anos, que teve a porta de alumínio do jazigo de um familiar roubada, há cerca de três meses, no cemitério Nossa Senhora do Carmo (Curuçá), em Santo André. "Depois disso, mandei fazer uma grade de ferro, mas nunca vejo guardas por aqui", conta a aposentada que visita o local a cada 15 dias. O Diário esteve no cemitério e constatou a falta de diversas portas dos túmulos.

Segundo o administrador do local, Adelino Rodrigues Neves, o último roubo ocorreu há três meses quando foram levadas placas e portas de alumínio dos jazigos perpétuos. "Mas o rapaz foi preso em flagrante", afirma Neves. O Cemitério da Saudade, na Vila Assunção, e o de Vila Pires, ambos em Santo André, também têm registros de roubos e furtos. Em junho, foram levados 20 vasos e cruzes de bronze e alumínio do cemitério da Saudade. O administrador do Vila Pires, Sérgio Ricardo Cristani, diz que os roubos só diminuíram porque todo o bronze que existia no local já foi levado. Segundo Cristani, o maior roubo deste ano foi em janeiro, quando levaram dez portas de alumínio.

O diretor do Serviço Funerário do Município, Manuel Cunha de Castro, confirma a freqüência de atos de vandalismo e diz que a quantidade de guardas que fazem ronda é insuficiente. "A Guarda não dispõe de quadro para ficar 24 horas". Como medida preventiva os muros de todos os quatro cemitérios públicos (exceto Paranapiacaba) foram aumentados para 3 m de altura. "Também vamos colocar espirais de arame nos muros para inibir a ação dos ladrões", completa.

A Prefeitura informou que a Guarda Civil Municipal faz rondas periódicas nas 24 horas do dia e tem esquema especial para dias como o de Finados e mortes de autoridades. A alternativa mais eficaz, segundo Castro, é orientar os munícipes a usar material de baixo valor comercial como cerâmica e ferro nas placas e outras partes dos jazigos. Orientação semelhante é dada pela administração do Cemitério São José, em Ribeirão Pires. Segundo Luis Carlos Tondato, responsável pela local, este ano ainda não foi feito nenhum boletim de ocorrência. "Mas estamos esperando alguém falar alguma coisa amanhã (nesta quarta-feira) de roubos." A Guarda Civil passa uma a duas vezes por dia e o local fica fechado à noite.

Em São Bernardo, o coronel Antônio Branco, comandante da Guarda Civil, diz que os roubos e furtos têm diminuído com a segurança 24h. Segundo ele, neste ano, dos sete boletins de ocorrência relativos a problemas nos quatro cemitérios públicos, somente dois foram de roubos. "Temos vigia 24h em cada um dos cemitérios e rondas diárias da Guarda." O comandante completa que o Vila Euclides, por ser o mais visado, tem dois seguranças. Mesmo assim, visitantes relatam roubos no local. "Roubam muito porta e vasos de alumínio e bronze", diz Alessandra Aparecida da Silva, 33 anos, que faz serviços de limpeza no local.

Em São Caetano, a Prefeitura diz que as rondas da Guarda Civil aumentaram nos últimos dois meses, justamente devido a atos de vandalismo. O administrador do cemitério da Saudade, no bairro Cerâmica, conta que há duas semanas uma pessoa foi pega furtando placa de bronze.

Diadema afirma que desde que a Guarda Civil passou a fazer rondas, em maio deste ano, não recebeu mais reclamações. Uma parente de falecido enterrado no Cemitério Municipal disse, no entanto, que tem medo de ficar lá dentro. "Muito inseguro. Não vem ninguém fazer segurança", afirma a pedagoga Maria José Peres.

Horários de visitação nesta quarta-feira

Santo André
Cemitério da Saudade (Vila Assunção) - 7h às 18h

Missas: 7h, 8h30, 10h, 11h30, 13h30, 15h e 16h30

Cemitério Cristo Redentor (Vila Pires) - 7h às 18h

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Cemitério Sagrado Coração de Jesus (Camilópolis) - 7h às 18h

Missas: 9h e 16h

Cemitério Sto André - 8h às 18h

Missas: 8h, 9h, 10h30, 13h, 14h e 16h

Cemitério de Paranapiacaba - das 7h às 18h não haverá missas

Phoenix Memorial - 24 horas

Missa: 10h30

São Bernardo

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Missas: 8h30, 10h e 15h

Cemitério Bairro dos Casa - 7h às 18h

Missas: 9h, 12h e 16h

Cemitério Baeta Neves - 7h às 18h

Missas: 9h e 16h

Cemitério V.Euclides - 7h às 18h

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Missas: 9h e 15h

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Missas: 9h30 e 15h

São Caetano

Cemitério S.Caetano - 7h às 18h

Missas: 9h e 15h

Cemitério das Lágrimas - 8h às 18h

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Cemitério da Saudade - 7h às 18h

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Mauá

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Missas: 8h, 10h e 15h

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Apresentação de coral infantil com 60 crianças, às 10h, e dos Violeiros de Mauá, às 15h. Serão oferecidos também serviços de aferição de pressão arterial, dentista para avaliação bucal e massagens. Para participar, é preciso retirar senhas (distribuídas durante o dia).

Ribeirão Pires

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Missas: 8h, 10h e 15h

culto evangélico às 12h

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