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Varejistas entram na briga dos cartões


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

10/02/2007 | 23:04


Os cartões de compras que levam o nome das lojas, conhecidos no varejo como private label, já foram vistos como apenas mais um artigo de fidelização do cliente. No entanto, o resultado que esse produto traz ao varejista vai muito além da conquista de um cliente, é o retorno financeiro.

Na briga que as grandes redes travam com as empresas de cartão de crédito – para baixar taxas e prazos de recebimento –, o cartão próprio se apresenta como alternativa até 45% mais barata.

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) começou a conversar com as administradoras do dinheiro de plástico no ano passado, mas a resposta foi nula. Apenas uma das três empresas aceitou escutar a entidade sobre o assunto.

O que a associação busca é a redução dos prazos de recebimento do valor das compras de 30 para 15 dias. No Brasil, a média é de 30 dias após a venda efetuada. No entanto, em países da América Latina esse período é de apenas 48 horas após a realização da transação.

Para o consultor financeiro e sócio-diretor da Partner Conhecimento, Álvaro Musa, esse prazo terá de ser revisto em breve. “O prazo atual foi estabelecido em período de inflação alta. Mas, hoje, com a estabilização da moeda, isso deve mudar”, explica.

Enquanto o período de pagamento não muda, as empresas varejistas tentam diminuir gastos com os meios eletrônicos de pagamento de outro modo.

A rede de supermercados Coop, de Santo André – onde 10% do faturamento é feito através do cartão de crédito e 15% no de débito – lançou o cartão private label em agosto do ano passado para diminuir as taxas com essa ferramenta de compras. Resultado: teve ganho de 45% nos negócios, mas comprou uma briga ainda maior com as administradoras de cartão.

“Os grandes objetivos quando lançamos o cartão eram aumentar o faturamento, fidelizar o cooperado, reduzir o custo dos meios de pagamento e melhorar as condições de crédito”, afirma Antonio Carlos Cattai, gerente-geral financeiro da rede. “Mas com o nosso próprio cartão ficou ainda mais difícil negociar com as administradoras, mesmo usando a rede de um deles para o nosso plástico”, comenta.

O cartão da loja foi responsável pela queda no volume de cheques pré-datados –usados como forma de pagamento – de 45% para 32%. Já no embate com os cartões de crédito das administradoras, a história muda.

“O cartão bandeirado tem maior funcionalidade, tendo aceitação em diversos lugares. Já o da loja é muito restrito a rede”, explica Cattai. O próximo passo do cartão Coop Fácil é ampliar o leque de estabelecimentos que aceitam o plástico como forma de pagamento.

“No primeiro ano do cartão, o desafio é atingir 210 milhões de unidade e se tornar responsável por 9% do faturamento da rede”, diz o gerente-geral. Outro objetivo da Coop é criar um cartão de rede e bandeirado, para ampliar o leque de aceitação dos clientes.

Para o consultor Álvaro Musa, essa é a grande tendência dos cartões de loja. “É um cartão híbrido, com mais funções. Ele passa a carregar apenas o melhor dos dois produtos e trazer mais benefícios ao consumidor, mas mantendo taxas menores do que dos outros meios eletrônicos de pagamento”, diz.


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