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Vereadores gastam demais com celular e devolvem dinheiro


Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

10/10/2012 | 07:01


 

O abuso na utilização dos telefones pelos vereadores de São Bernardo entre 2009 e 2011 será, enfim, quitado. Os parlamentares devolverão aos cofres públicos os valores gastos de maneira indevida por seus gabinetes. O montante chega a R$ 67.557,37, somando outros departamentos da Câmara (veja quadro ao lado).

Embora tenha saudado o débito de R$ 502 mil com Embratel (telefones fixos) e Vivo (celulares), o presidente da Câmara, Hiroyuki Minami (PSDB), alegava que não conseguia saber quanto cada vereador gastou porque tinha em mãos o valor global da conta.

Após conseguir as informações sobre o gasto de cada gabinete, Minami notificou os parlamentares, que têm até o dia 31 de dezembro para quitar a dívida. Os valores serão recolhidos pela Secretaria Financeira da Câmara e repassados à Prefeitura.

A cobrança atinge todos os parlamentares, inclusive o ex-presidente Otávio Manente (morreu em 2011), cujo gabinete gastou R$ 2.205,09 a mais do que o contrato previa. "Nesse caso, podemos notificar a família dele ou um de seus assessores na época", disse Minami.

O gabinete do vereador Gilberto França (PMDB) é o que mais usou os aparelhos de forma indevida, gastando R$ 13.731,03. A cobrança atinge os suplentes de vereador pelo PT Wagner Lino e Fátima Araújo, que substituíam os correligionários Zé Ferreira e Toninho da Lanchonete, os quais chefiavam a Sedesc (Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania) a Secretaria de Obras, respectivamente, no período da irregularidade.

Os serviços da Embratel foram prestados entre outubro de 2009 e abril de 2011. Já a Vivo forneceu os celulares entre julho de 2009 a julho de 2010. Eram 12 telefones celulares para cada um dos 21 gabinetes da Casa, para uso de vereadores e assessores.

O contrato era de 33 mil minutos por mês, com cada parlamentar tendo, em média, 1.400 minutos para falar. Quem ultrapassasse o limite pagaria o excesso. com desconto em folha. Mas a falta de fiscalização deu margem para os abusos. Nos bastidores circula o comentário de que os aparelhos tiveram uso pessoal, inclusive com ligações para o Nordeste.

 

 



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Vereadores gastam demais com celular e devolvem dinheiro

Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

10/10/2012 | 07:01


 

O abuso na utilização dos telefones pelos vereadores de São Bernardo entre 2009 e 2011 será, enfim, quitado. Os parlamentares devolverão aos cofres públicos os valores gastos de maneira indevida por seus gabinetes. O montante chega a R$ 67.557,37, somando outros departamentos da Câmara (veja quadro ao lado).

Embora tenha saudado o débito de R$ 502 mil com Embratel (telefones fixos) e Vivo (celulares), o presidente da Câmara, Hiroyuki Minami (PSDB), alegava que não conseguia saber quanto cada vereador gastou porque tinha em mãos o valor global da conta.

Após conseguir as informações sobre o gasto de cada gabinete, Minami notificou os parlamentares, que têm até o dia 31 de dezembro para quitar a dívida. Os valores serão recolhidos pela Secretaria Financeira da Câmara e repassados à Prefeitura.

A cobrança atinge todos os parlamentares, inclusive o ex-presidente Otávio Manente (morreu em 2011), cujo gabinete gastou R$ 2.205,09 a mais do que o contrato previa. "Nesse caso, podemos notificar a família dele ou um de seus assessores na época", disse Minami.

O gabinete do vereador Gilberto França (PMDB) é o que mais usou os aparelhos de forma indevida, gastando R$ 13.731,03. A cobrança atinge os suplentes de vereador pelo PT Wagner Lino e Fátima Araújo, que substituíam os correligionários Zé Ferreira e Toninho da Lanchonete, os quais chefiavam a Sedesc (Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania) a Secretaria de Obras, respectivamente, no período da irregularidade.

Os serviços da Embratel foram prestados entre outubro de 2009 e abril de 2011. Já a Vivo forneceu os celulares entre julho de 2009 a julho de 2010. Eram 12 telefones celulares para cada um dos 21 gabinetes da Casa, para uso de vereadores e assessores.

O contrato era de 33 mil minutos por mês, com cada parlamentar tendo, em média, 1.400 minutos para falar. Quem ultrapassasse o limite pagaria o excesso. com desconto em folha. Mas a falta de fiscalização deu margem para os abusos. Nos bastidores circula o comentário de que os aparelhos tiveram uso pessoal, inclusive com ligações para o Nordeste.

 

 

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